Há umas estampilhas, normalmente pouco atraentes, a que os coleccionadores em início de carreira dão pouca importância. Os ingleses, apropriadamente, chamam a estes selos os back of the book porque, nos álbuns e catálogos, só costumam aparecer nas últimas páginas. Apenas a Alemanha, que eu me lembre, os vai integrando, cronologicamente, no corpo principal da colecção.
Em Portugal, são selos que foram usados, por exemplo, no envio do correio de instituições como a Cruz Vermelha, a Associação dos Atiradores Civis ou a Sociedade de Geografia que, com o correr dos anos, perderam essa benesse ou direito. Havia também estampilhas próprias para Encomendas Postais ou Correio Oficial (do Governo) que também deixaram de existir. Episodicamente, emitiram-se selos para apoio de Assistência a Pobres, para ajuda financeira à construcção do monumento ao Marquês de Pombal, ou, em 1913, para financiar as Festas de Lisboa (vão os 2 selos nas imagens).
Todos estes selos sempre despertaram pouco interesse junto dos filatelistas que, só quando a colecção já vai avançada, é que lhes dedicam alguma atenção. Por outro lado, e embora tenham vários erros (impressão, sobrecargas, etc.), raramente são objecto de estudo. E, hoje, apenas os selos de Multa (Porteado) continuam a existir. Para autuar e penalizar envios de correio com taxa insuficiente, por descuido do remetente ou pequena tentativa de fraude menor...