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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Em resumo


Foi um 10/6 caseiro e burocrático, para não dizer regionalista de horizontes, ligeiramente bélico e bucólico, e com discursos croniqueiros, serôdios, de barba por fazer de alguns dias. Balofos ou opados, em suma.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Facadas (Fake news), truncagens, crípticas e outras rebaldarias


Se Carmona condecorou Lenine, no passado, porque é que não havemos de voltar ao saudoso Dia da Raça, começando já por Portalegre, neste ano da graça de 2019? O nosso inefável e incansável PR deu uma ajuda preciosa e ilustre, com o pontapé de saída... Seguem-se Goucha e Quim Barreiros - ao que parece - a presidir nas próximas comemorações, eles que são tão populares por entre as nossas gentes!

sábado, 30 de junho de 2012

Benzedura


De responsos a Sto. António, para encontrar objectos perdidos, ainda me lembro eu de os ouvir na infância, agora de benzeduras para o quebranto acho que nunca as presenciei. Seriam remédio santo, mas nem todos ou todas as saberiam dizer. Esta, que vou transcrever, foi colhida na freguesia da Alagoa, Portalegre. Segue:

"Fulano eu te benzo,
de lua e quebranto;
Se tens na cabeça,
valha-te Santa Teresa;
Se tens na cara,
valha-te Santa Clara;
Se tens nos olhos,
valha-te Santo António;
Se tens nos braços,
valha-te o Senhor dos Passos.
Se tens no peito,
valha-te o Senhor do Outeiro;
Se tens na barriga,
valha-te Santa Margarida;
Se tens na espinha,
valha-te Santa Catarina;
Se tens nas pernas,
valha-te Santa Madalena;
Se tens no corpo,
valha-te o Senhor do Conforto."

E, depois desta ladaínha resmoneada, havia que rezar um Pai Nosso e, por três vezes, uma Avé-Maria. Em seguida, num prato com água deitar 5 pingas de azeite e, do lado oposto, deitar outras cinco. Se elas se espalhassem, era sinal de que a pessoa benzida tinha "quebranto"; se não se espalhassem, era porque não tinha.
Não seria caro, este fármaco...

domingo, 6 de março de 2011

Mercearias Finas 27 : a Favada

Não fossem as favas, de proveniência castelhana, toda a refeição teria origem genuinamente nacional. E com muito orgulho, porque a Favada estava um esplendor! E o vinho, um tinto da seleccionada colheita de 2003 da Adega Cooperativa de Pegões (com Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira e Cabernet Sauvignon), portou-se galharda e cumpridamente bem. Nos seus 8 anitos de vida e treze graus e meio, abriu lindamente e deu luta. Ao chouriço de Portalegre, ao entrecosto dum porco que viveu no Montijo, a uma morcela de sangue, alentejana, e ao cheirinho duns coentros muito frescos, que vieram de Constância. Em abono da justiça e da verdade, há que dizer que as pequenas favas espanholas eram muito tenras e boas.
Como ainda havia quase 1/3 do tinto Pegões 2003, finalizou-se com um bom queijo de Seia (desta vez não era babão!), misto de leite de cabra e ovelha - apetitoso. Também acompanhado de um pão semi-integral (retirado a tempo do congelador e amornado no fogão), cozido a forno de lenha, em Negrais. Onde estivemos, aqui há dias, a comer um saboroso leitão, no "Tia Alice", ladeado por um cuidado arroz de miúdos, do dito. Mas, hoje, foi a Favada que, repito, estava um esplendor. Viva o colesterol!