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domingo, 19 de novembro de 2017

V. A.


Vale bem a pena acompanhar, mesmo que à distância, as novas produções que as Porcelanas Vista Alegre vão criando, engenhosamente, ao longo do tempo. As suas montras, ao Chiado, são sempre um motivo de alegria, júbilo e prazer estético para o olhar - mesmo que não entremos para comprar. Marca nacional de prestígio, mesmo além fronteiras, criada em 1824, está prestes a completar o seu bicentenário.



Este encarte, de que reproduzo algumas imagens, não é já muito recente. Mas este Veado Vermelho, com uma produção de apenas 190 exemplares, é um fino exemplo da qualidade dos produtos da Vista Alegre.
Acresce a particularidade de eu só há poucos anos ter sabido que as presas dos veados caíam e se renovavam, de tempos a tempos. Renovo e re-criação de que também as Porcelanas Vista Alegre são um magnífico exemplo.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os Trabalhos e os Dias (6): Velharias




Aqueles que usam, de forma pejorativa, a palavra velharias ignoram o gosto, o saber e a persistência que implicam o seu estudo, a sua conservação e colecção.



Por manifesta falta de tempo dedico-me apenas aos livros, mas gosto de porcelanas, embora menos da faiança. Como nada sei sobre a matéria, tenho lido com muito interesse os “posts” de Maria A. no seu blogue: Arte, livros e velharias. E aqui lhe deixo a terceira imagem de uma terrina que, segundo consta, sempre fez parte da casa de APS. É uma terrina sine notis, i.e., sem lugar, produtor ou ano de fabrico.



Talvez Maria A. se encante com a peça, velhinha e gasta.

Também sei que existe, entre os verdadeiros amantes de “velharias”, uma fraterna cumplicidade na partilha de descobertas.

Assim, retribuo os gratos ensinamentos de Maria A., mostrando-lhe a imagem de “meu” Germão Galharde. O livro, infelizmente incompleto, adquiri-o há uns meses a um bom preço. Ocupou os meus dias durante semanas, lendo e trabalhando, porque o restauro implicou a intervenção no papel e, depois de novamente cosido, a fixação do miolo na encadernação original após a limpeza do pergaminho. Como remate dos ensinamentos, entretanto alargados, aprendi a fazer uma caixa de guarda, pensando nos amantes vindouros de “velharias”.



Por fim, e para quem quiser ver ou ler o livro, com o incipit: Nom he pequena a obrigação de louuor, de Justiniano Lourenço, na íntegra, poderá consultá-lo através da Biblioteca Nacional Digital (BND), cuja cópia digital tem o registo: purl.pt. 16678.


Post de HMJ, dedicado a Maria A.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Produtos Nacionais 3 : Vista Alegre



Fundada por José Ferreira Pinto Basto, através da concessão de um alvará régio, a Fábrica de Porcelanas de Vista Alegre começou a funcionar em 1824, próximo de Ílhavo. Ao longo dos anos, com a colaboração de muitos artistas portugueses, a excelência estética e a qualidade dos seus produtos ganharam fama internacional, justamente merecida. Encomendas de serviços por parte da raínha Isabel II, da Inglaterra, ou do falecido Presidente Kennedy, americano, são provas eloquentes deste facto. A inovação e criatividade constantes são exemplo do dinamismo da Vista Alegre. Ainda recentemente foram criadas algumas peças (parcialmente, em imagem) de muito bom gosto, para celebrar Guimarães, Cidade Capital Europeia de Cultura - 2012.

Nota posterior: por informação amiga, rectifico que a Fábrica V. A. fica mesmo em Ílhavo, e não próximo.