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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Da antiga Porcalhota (Amadora)


É pelos antigos, quase sempre, que nós descobrimos coisas novas para enriquecer a nossa sabedoria. Da Amadora, que fora Porcalhota até 1907, sabia eu. E não era novidade que o nome sujava o brio dos seus moradores, para lhe quererem mudar o seu topónimo para coisa mais asseada...
Mas, porquê Porcalhota?
Pois fui encontrar a explicação em Aldeia, de Aquilino Ribeiro (1885-1963), de forma muito linear, lógica e compreensiva. Aqui ficam, por isso, as palavras do Mestre:
"... Em pecuária se cifrava a primeira riqueza da aldeia. Numa parte da serra, comunal desde a pedra de arranque ao mato galego, pastava o gado lanígero, na outra os suínos. Chamava-se dar porcos ao fintão, confiá-los a tanto por cabeça a um guardão que todas as manhãs vinha, tangia a sua corna de chifre, e abalava com as varas para o monte. No século XVIII ainda se usavam tais contratos nos arredores de Lisboa; daí Porcalhota, pastagem dos ditos. ..."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bibliofilia 55 : o "Agricultor Instruido..."



São sempre interessantes estes livros sobre Agricultura; mais ainda, os desta época das Luzes, em que coexistem sabedorias ancestrais, mezinhas populares e conhecimentos pré-científicos, para ajudar quem deles se servia. Este "Agricultor Instruido com as prevenc,oens(sic)...", de Fr. Theobaldo de Jesu Maria, editado em 1790, parece ser raro, e comprei-o este ano, em Lisboa, por 22,00 euros. E já o utilizei, aqui, em dois ou três postes anteriores.
Por outro lado, este título do capítulo XXII (Dos Rabos), dá que pensar... E até para concluir que a língua portuguesa foi ganhando pudicícia, e vergonha, com o tempo, substituíndo algumas palavras e nomes maliciosos, por outros mais anódinos sem resquícios de licenciosidade. Lembremos a Porcalhota que passou a chamar-se Amadora para maior dignidade dos seus habitantes. Ou Punhete, que ganhou o poético nome de Constância. Mais estes Rabos que se transformaram em Rábanos...Assim seja, portanto!