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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Mudanças



Num editorial do TLS (nº 6280) do mês passado, o director Martin Ivens (1958) aborda, através de alguns especialistas, as transformações que se verificaram, a nível da população inglesa, no passado recente, e que se prevêem num futuro próximo.
Passo a citar, traduzindo: "...Krishan Kumar refere que as pessoas de raças mistas são o grupo étnico com maior crescimento no país acrescentando que «pelo final do século 30% da população britânica será mestiça.» (...) Tomiwa Owolade anota a previsão de que o inglês falado na Londres Multicultural virá a ser uma mistura de jamaicano, cockney e idiomas com pronúncias africanas, situação em que este tipo de "dialecto" virá a ser dominante na Inglaterra do final do século."
Estas afirmações não me surpreenderam. Em finais do século XX, li algures um texto fundamentado que me informou que, em 2050, a Europa seria um continente mestiço.

domingo, 20 de novembro de 2022

Números e categorias



Das antigas cidades portuguesas, que eram 36, na minha adolescência, a mais pequena era Pinhel aonde nunca fui e que contava 2.100 habitantes. Nessa altura, Guimarães tinha 19.000 habitantes e Lisboa quase um milhão (as rendas altas, de algum modo, provocaram o êxodo gradual da capital para a periferia e subúrbios...).
Hoje, há muitíssimo mais cidades no território nacional e desconheço quais são as razões ou obrigações que justificam nomear uma vila ou aldeia para a categoria superior. Estranhei, por isso, que ao ver um vídeo curioso sobre Manteigas (próxima da serra da Estrela), com 2.909 habitantes, no censo de 2021, a localidade não tenha sido promovida ainda de vila a cidade...
Porque certamente Pinhel não foi despromovida e duvido que tenha aumentado muito a sua população...