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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Marrar sempre no mesmo



Ali, para os lados de Sta. Apolónia, há pelo menos 3 paquetes-paquidermes acostados. De gentalha que se espalha pela Baixa, até voltar ao redil, ao fim da tarde, para zarpar de novo a poluir novas paragens.
Esquecidas as aflições, tudo volta ao mesmo paradigma. Num determinismo fatal, cego, a que ninguém põe cobro nem limites. Medina ou Moedas, tanto faz, para o caso.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

À atenção dos hipocondríacos portugueses


A última edição de L'Obs. (nº 2660) dedica um extenso dossiê, de 9 páginas, à poluição nas crianças, com as respectivas consequências para a sua vida. Traduzo, livremente, o destaque: "L'Obs. mandou analisar 63 mechas de cabelo de um painel de crianças com menos de 12 anos. Resultado do laboratório: as perturbações endócrinas, das substâncias químicas que desregulam as hormonas, por aí se intensificam."
Como se nos não bastassem as carnes transformadas e vermelhas que a OMS já censurou!...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ambiente: da levada suburbana, até ao Oceano


Ao atravessar a frágil ponte, sobre a levada outrabandista, olho para baixo, para o estreito fio de água apodrecida que ainda corre, quase bloqueado por latas de refrigerantes, embalagens plásticas, sacos sujos, dejectos e detritos.
A meio do Oceano Pacífico, numa região equidistante, entre Los Angeles e o Hawai, a que chamam o 7º continente, seis vezes superior ao espaço geográfico da França, toda a área marítima está ocupada por sacos de plástico e coisas como as que referi no primeiro parágrafo. É uma espécie de monturo marítimo do mundo mais alarve, egoísta e ignorante.
Não há peixes nesse espaço, as aves já nem sequer sobrevoam a superfície dessas águas e só lá existe um plâncton ralo e nocivo que, mesmo assim, constitui apenas 1/5 do lixo hediondo que o rodeia.
Hoje, por aqui me fico...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Sacos de plástico e poluição : alguns números


Está calculado que um saco de plástico pode suportar uma carga 2.000 vezes superior ao seu peso. Mas também está  estudado que os sacos de plástico demoram cerca de 4 séculos a começar (repito: começar) a degradar-se. E, já nesta altura do mundo, os oceanos estão cheios, bem como os estômagos de alguns mamíferos marinhos, de sacos de plástico.
O jornal "Le Monde", de 4/1/2013, dedica quase uma página a este momentoso problema, referindo que alguns países de África (Mauritânia, Quénia...), bem como da Ásia (Bangladesh) começaram a  publicar legislação própria, para evitar problemas maiores, como por exemplo, inundações, decorrentes de entupimentos nas canalizações. Na Europa, a França tem um consumo por pessoa, anualmente, de 300 sacos de plástico, em média, mas só no próximo ano (2014) sairá legislação para dissuadir o seu uso.
A questão é que se fabricam entre 500 milhões e 1 bilião de sacos de plástico, anualmente, no mundo e o lobby industrial do plástico é poderoso e agressivo.

sábado, 26 de março de 2011

De uma forma muito simples

com agradecimentos a ms.