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terça-feira, 11 de junho de 2013

A inocência perdida e o "irmanzão"


O horizonte na Outra Banda, visto daqui, é ainda róseo e azul. Harmonioso na altura das casas e nas elevações: apenas o castelo de Palmela se destaca, dominante, sobre o casario ribeirinho.
Pensarão alguns, mais despreocupados e desatentos, ou apenas ingénuos, que especulo, imagino demais, que penso obsessivamente sobre a inexplicável caridade (poste "Generosidades, com alguns pontos..." de 27/5/2013) dos linquedins, dos feicebuques, dos gugles, dos iáús e quejandos. Na sua criação e origem, muito embora muito mais sofisticados, têm as mesmas razões amorais da Stasi, do KGB, da Pide. E a mesma ética de devassa nojenta.
O quixotesco, mas corajoso Edward Snowden veio dizer, preto no branco, que estes rios poluídos, desaguam as suas informações sobre nós, repito sobre nós, na foz ampla das  CIA & Cias. Mesmo que sejamos inofensivos e impolutos cidadãos. É este o mundo em que vivemos, queiramos ou não. Snowden anda fugido, nós clicamos, neste momento, no computador... Orwell ri-se do além, por ter tido razão antes do tempo.