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terça-feira, 6 de agosto de 2024

Cadê os cívicos?



Nos últimos anos só os tenho visto nas encenações vistosas da "estrada segura", via tv, pela Páscoa, Natal-Ano Novo e pela altura do início das férias grandes. Para além das suas manifestações corporativas e dos grandes jogos clássicos de futebol. Por aí, nunca faltam...
Mas hoje, ó milagre!, vi, ao vivo, 4 polícias 4!. 3 deles, ainda jovens tipo copinhos-de-leite, deliciavam-se ouvindo ruidosamente, no Chiado, um daqueles músicos chungas que encantam os turistas de chanatos e calções. Sem intervir, claro, e com respeito composto.
O outro, de meia idade, a meio da Avenida de Ceuta, na hora de ponta, fazia o meritório e difícil trabalho de disciplinar, sozinho, o trânsito norte-sul. E de forma eficaz.
Fazendo as contas, cerca de 25% da PSP é importante.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Apontamento 44: O encontro de miseráveis



Se tivesse capacidade e dotes especiais para transpor factos reais para um universo de ficção, engenho e arte que, de facto, não me foram concedidos, poderia transformar um evento insólito, presenciado, numa prosa com laivos de verosimilhança.
Na ausência de dotes superiores, fico-me pela narração factual de um encontro de miseráveis, claro está, falando de condição social e mental, tão ao sabor dos nossos tempos.
Imaginemos, pois, um “artista português”, falando alto para dar nas vistas, a aproximar-se do seu local de trabalho. Neste caso, o Teatro Municipal S. Luís, em Lisboa. Berrava, de dentro da sua viatura, para uma nova figura típica de Lisboa, o “arrumador” – sabe-se lá da quantidade de “arrumos” de que ele vive. Eles são tantos ! Como o artista não conseguia um lugar de estacionamento, maçada reservada aos restantes cidadãos, recorreu ao “lobby dos arrumos” estabelecido, há muito, na zona. Ele até anda com um molho de chaves de tanta gente, mais uma não lhe faz diferença nenhuma. E ter a chave de carro de um artista, mesmo por minutos para lhe fazer o “serviço”, até lhe dá uma certa “ficha” e promoção social na miséria que nos cerca.
O processo até é simples. O presumível cliente pára o carro num sítio, entrega a chave ao arrumador e vai à vida.



Ele faz o trabalho dele, frequentemente barrando um lugar ao cidadão comum, para servir o “seu cliente”. Foi o que aconteceu.


Apenas uma completa ausência de princípios morais e cívicos poderá explicar essa profusão de “lobbies”, do mais comezinho e miserável ao mais elaborado e pernicioso, vivendo sempre da conivência e do pequeno “jeito”, de “siguranças” a arrumadores e quejandos, em vez de se empenhar na construção de uma democracia adulta, em que a lei e as regras são de cumprimento e respeito obrigatórios para todos.

Enquanto uma Câmara Municipal da capital de um país tolera esta subversão, e até os agentes de autoridade declaram desconhecer semelhante fenómeno, estaremos longe de uma democracia real em que o cidadão cumpridor e consciente não se sinta esmagado por esse mundo de “novos miseráveis” em ascensão.

Post de HMJ

quarta-feira, 28 de março de 2012

A subtil burocracia da ditadura


Será para isto que serve a Polícia, numa democracia? Entre os bastões contra jornalistas e as minudências burocráticas, a PSP - estes homenzinhos e mulherzinhas fardados - ali pela "Brasileira", ou brincando nas "segways" ou trotinetas que não tiveram em pequenos, vão, abjecta e cegamente, cumprindo os desígnios de uma crescente ditadura dissimulada e encomendada de cima.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mas o que é isto?


A notícia (vinda ontem a público) conta-se em poucas linhas. Cerca de 28 polícias da 3ªesquadra da PSP, do Bairro Alto, meteram Baixa médica, em simultâneo, ontem também. Ao que parece, em manifestação de solidariedade, para com 2 colegas que terão sido condenados, no Tribunal Criminal de Lisboa, por terem agredido, violentamente, em Julho de 2008, um estudante alemão, dentro da própria esquadra. Esquadra esta a que o povo deu o nome de esquadra "dos terramotos", com certeza não pelas melhores razões. À 1,00 hora de 14 de Julho, na referida esquadra, apenas se apresentou o comandante, todos os restantes elementos entraram de Baixa. E foi preciso chamar reforços de outras esquadras de Polícia de Lisboa para assegurar a segurança da zona. Eu, que até aprecio e valorizo a solidariedade, pergunto-me: Mas o que é isto? Será um excesso de sensibilidade mimosa? Uma birra infantil? Uma irresponsabilidade é com certeza. E não foi a primeira vez, porque, aqui há uns meses, no Algarve, numa esquadra, os efectivos, por uma qualquer razão, que feriu o mimoso dos seus sentimentos, meteram todos Baixa (e férias?), ao mesmo tempo. Foi preciso chamar uma Força de Intervenção para assegurar o policiamento!... Parece que já chegamos à Madeira...
Mais grave ainda: que Médicos são estes que despacham assim, de uma empreitada, Baixas a 28 Polícias de uma mesma esquadra, com esta ligeireza e leviandade? Juramento de Hipócrates, que é feito de ti?