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sábado, 2 de dezembro de 2023

As palavras do dia (53)

 
"... A tudo isto se soma uma cobardia generalizada face ao Ministério Público, quer porque se tem culpas, quer porque se tem medo. O único actor político que nos últimos tempos mostrou que não tinha esse medo foi Rui Rio, mas lembrá-lo é incómodo, quer para o PS, quer para o actual PSD que o quer esquecido, por ser uma sombra incómoda."

José Pacheco Pereira (1949), in A ideologia antidemocática do Justicialismo (jornal Público de 2/12/2023).

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Considerações a propósito de um título


O título, em imagem, foi colhido na primeira página do jornal Público, de hoje.
Ao exercício da Política, deverá exigir-se alguma ética, mas seria estultícia ou ingenuidade pueril, depois de Maquiavel, pedir-se-lhe virtudes cristãs, tais como bondade, compassividade ou, até mesmo, cavalheirismo.
No meio do dilatado desnorte em que se encontra o PS, o rasgo político certeiro seria o PSD provocar eleições antecipadas, já, colhendo assim dividendos das divisões do "maior partido da oposição". Falta, no entanto, ao PSD a virtude e a inteligência do risco e da estratégia política.
Por isso, que se tranquilizem os "históricos do PS", porque o Centrão protege-se a si mesmo...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Comic Relief (69)


Disseram-me que era uma antevisão do Congresso do PSD. Eu acrescentaria: muito branqueada. Não sei é se os coelhos também comem nabos... Fica-me esta dúvida por resolver.

Agradecimentos cordiais a AVP.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os nins


Rosnam baixo, mas não mordem. Bebem copinhos de leite. Disfarçam a falta de ideias, com neologismos. E trocam, normalmente, o osso suculento - se as coisas não correm de feição - por um simples afago pelas costas, ou pêlo. São economistas, psicólogos, políticos de terceira ordem (que até tentam vender Portugal à Indonésia) que mais parecem caixeiros-viajantes de província, comentaristas verborreicos, normalmente bem pagos, ex-ministros reformados em dúbias mordomias e, no meio disto, também há muitos palermas. Há uma coisa que os une: a chico-espertice saloia, a falta de ideias, uma gula que se compagina com a fome de séculos portuguesa que, por caridade mental e cristã, pode servir de atenuante biológica...
Ontem diziam que, se a Grécia não honrasse os compromissos, teria de sair da zona euro; hoje, dizem mas...Ontem diziam, escandalizados, que não iam votar a favor do aditamento; hoje dizem que, atendendo às circuntâncias, talvez se vão abster...
(Saia daí um ninja, a preceito!, com tremoços, s. f. f..)

Nota: sobre a imagem (não confundir com tremoços, são lentilhas!) basta consultar a Bíblia, para perceber.

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Inconcluso desejo no limiar do transe"



O título que encima este poste não é meu, felizmente. Pertence a um plumitivo que, nos anos 90, assim intitulou um seu artigo de análise crítica, num defunto jornal literário. Usei-o, para não o esquecer, mas é, no meu entender excessivamente barroco, de mau gosto estético embora, quiçá!, possa ter alguma intenção erótica da parte do seu autor literato...isto, há gente para tudo, nestas coisas da literatura. Mas não é de literatura que eu queria falar, vamos, mas é, ao discurso: - Não percebo, hoje em dia, esta pressa política em comentar ou contraditar, de imediato e para os media, qualquer declaração do Governo. A prestação televisiva, cerca das 20,45 hrs., do Primeiro-ministro, que tinha a seu lado um Teixeira dos Santos patibular, para anunciar (parcialmente) o acordo com a Troika, mereceu incontinentemente e 10 minutos depois, uma declaração de Eduardo Catroga (pessoa, aliás, que respeito), pelo PSD, que foi, no mínimo, gaguejante, atabalhoada e infeliz. Seguiu-se, qual serial-killer, o comentário metralhado de Francisco Louçã. Assunção Cristas, do CDS, como teve mais tempo, foi também mais ponderada, prudente e medida. Porque que é que esta gente não pensa, antes de falar? E escolhe, friamente os argumentos explicando, claramente, as razões? Curiosamente, não ouvi nenhuma declaração do PCP. Ou se guardou para o fim sabiamente ou preferiu pensar antes, para falar de depois. Não é impunemente que se tem a honra de ser o mais antigo partido político da democracia portuguesa. 90 anos sempre dão alguma sageza...