Mostrar mensagens com a etiqueta PS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PS. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de dezembro de 2023

As palavras do dia (53)

 
"... A tudo isto se soma uma cobardia generalizada face ao Ministério Público, quer porque se tem culpas, quer porque se tem medo. O único actor político que nos últimos tempos mostrou que não tinha esse medo foi Rui Rio, mas lembrá-lo é incómodo, quer para o PS, quer para o actual PSD que o quer esquecido, por ser uma sombra incómoda."

José Pacheco Pereira (1949), in A ideologia antidemocática do Justicialismo (jornal Público de 2/12/2023).

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Da política estrangeira à portuguesa, excepcionalmente


Raramente, mudarmos de camisola nos traz dividendos. Embora a neutralidade militante possa grangear, aos que a praticam, uma pretensa multidão de amigos... Que não deixam de ser, numa nomenclatura rigorosa e objectiva, apenas conhecidos, próximos. Neste particular, há que sermos realistas.
Não é por se adaptarem aos tempos que jornais e revistas aumentam as tiragens. Esses golpes de rins, muito frequentes, hoje em dia, em vez de trazerem novos clientes e assinantes, fazem é perder uma boa parte dos leitores antigos. O jornal Público e L'Obs., em França, ilustram bons exemplos disso.
Na política, o mesmo vem acontecendo, sobretudo nos partidos mais importantes, que adaptando-se, oportunisticamente, aos novos tempos, vão omitindo o seu ADN original e a sua ideologia de base. O eleitor acaba, mais tarde ou mais cedo, por não perdoar.
Blair, Schröder, Hollande foram no fundo os coveiros dos seus partidos socialistas. Como a própria CSU (irmã gémea da CDU, na Alemanha), da Baviera, confirmou, ontem, também a sua erosão, nas eleições da Länder. Ou o mísero resultado do SPD germânico, ultrapassado até pela AfD, neo-nazi.
Não tenho dúvidas que, se o PS português ainda fosse chefiado por António José Seguro, o socialismo ter-se-ia esboroado, irremediavelmente, no espectro partidário nacional. Que era, no fundo, aquilo que a Direita portuguesa gostaria que tivesse acontecido.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Comic Relief (135)


Quando o aleijadinho alemão das finanças - segundo Der Spiegel - diz que, se fosse francês, votaria Macron, eu terei de concluir que a esquerda gaulesa está metida num molho de brócolos...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Para uma antologia da "silly season" (3)


Devemos andar estupidamente distraidos, nós, portugueses, com esta caloraça que se abateu pela terrinha. Não bastava a bronca dos cartazes eleitorais do PS, e já o jornal Público dá bronca sobre a bronca, a relatar as sequelas, dando um tiro no pé...
Terá de concluir-se que, quem fez a primeira página, não soube ler a notícia da quarta página e compôs o título erradamente. E de tal forma que "não dá a bota, com a perdigota." (Repare-se nos sublinhados.)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Palavras do dia (4), com breve p. s. pessoal


"...A esquerda à esquerda do PS olha Costa com uma invulgar agressividade porque receia a atracção do «voto útil» que Costa poderá representar para o seu eleitorado. O efeito «eucalipto» que Costa pode representar para a esquerda, fazendo o deserto à sua volta, preocupa BE e PCP e não só. ..."

José Vítor Malheiros, in jornal Público, de 30/9/2014.

P. S.: não só "a esquerda à esquerda do PS", mas também a direita, que o teme, começou já a atacar António Costa, embora de uma forma mansa e subtil. O que não quer dizer que ele seja um homem sozinho e isolado...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Considerações a propósito de um título


O título, em imagem, foi colhido na primeira página do jornal Público, de hoje.
Ao exercício da Política, deverá exigir-se alguma ética, mas seria estultícia ou ingenuidade pueril, depois de Maquiavel, pedir-se-lhe virtudes cristãs, tais como bondade, compassividade ou, até mesmo, cavalheirismo.
No meio do dilatado desnorte em que se encontra o PS, o rasgo político certeiro seria o PSD provocar eleições antecipadas, já, colhendo assim dividendos das divisões do "maior partido da oposição". Falta, no entanto, ao PSD a virtude e a inteligência do risco e da estratégia política.
Por isso, que se tranquilizem os "históricos do PS", porque o Centrão protege-se a si mesmo...

domingo, 14 de abril de 2013

De associação em associação ou as palavras são como as cerejas...


Dizem-me que António José Seguro venceu as eleições no PS com um score de 97% dos votos - é obra!
Em 1967, na Exposição internacional de Montreal (Canadá), o pavilhão da Checoslováquia provocou uma enorme admiração nos visitantes. Sobretudo, porque lá se exibia, pela primeira vez, aquilo que se viria a chamar cinema interactivo.  Produzido pelo cineasta Radúz Cincera, o filme (Kinoautomat) era composto por vários pequenos sketches, com histórias cujo desfecho, alternativo, era escolhido pelos espectadores, através de votação.
Como se estava em plena Guerra Fria (a invasão da Checoslováquia dá-se no ano seguinte), houve logo quem parodiasse o filme democrático, criando um pastiche humorístico, com imagens das votações unânimes que ocorriam, sempre, nos países de Leste. É esse vídeo-colagem que aqui deixo.



Obsv.: a vinheta checoslovaca que encima o poste é apenas para lhe dar mais cor...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Hiperactividades


É com preocupante melancolia que constato, aqui na zona outrabandista, que há uma série de ganapos de tenra idade (6/12 anos) que passam os dias a jogar futebol, sem que eu me aperceba de suficientes intervalos, na sua actividade obsessiva, para que possam tomar as necessárias refeições. Começam cerca das 10 horas, da manhã, e arrastam os pés, muitas vezes, até depois da meia-noite. Os extremosos pais devem contentá-los com uns bolicaos industriais e umas ranhosas fatias de pizza, acompanhadas de coca-cola borbulhante, para eles não perderem a bola.
Ora, um recente estudo científico franco-canadiano veio demonstrar que uma alimentação inadequada, durante a primeira infância (dos 18 meses aos 5 anos) tem repercussões irreparáveis sobre o comportamente humano posterior: "sintomas duráveis de hiperactividade, falta de capacidade de atenção, e agressividade". Segundo os investigadores, isto deve-se à precaridade alimentar que se define por "um acesso restrito aos alimentos sãos e nutritivos". Estes factores atingiam cerca de 6% das 2.120 crianças seguidas nesta pesquisa científica. Se assim for, teremos no futuro muitos Jim Carrey, portugueses.
Por falar em hiperactividade, registam-se movimentações múltiplas, frenéticas e centrífugas no interior do PS, nestes últimos dias. O que era Seguro já não parece muito, nem é tão certo...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Desabafo metafórico, politicamente incorrecto

Há uma coisa de que estou seguro: é que Seguro nunca será PM de Portugal. O PS teve um erro de casting, acontece - mas parece-me imperdoável. É certo que, às escâncaras, ninguém o contesta, mas os militantes devem arrepelar-se, em privado, a cada nova declaração do secretário-geral. Devem suspirar, ardentemente, por ter costa à vista. Qualquer coisa de mais consistente, mais sólido. E menos gelatinoso.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Depois da entrevista de António Costa...


Diz o bom malandro: "- O seguro morreu de velho."
Contraria o mau malandro: "- Mas não chega até lá!"
"- A ver vamos..." - diz o cego.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os nins


Rosnam baixo, mas não mordem. Bebem copinhos de leite. Disfarçam a falta de ideias, com neologismos. E trocam, normalmente, o osso suculento - se as coisas não correm de feição - por um simples afago pelas costas, ou pêlo. São economistas, psicólogos, políticos de terceira ordem (que até tentam vender Portugal à Indonésia) que mais parecem caixeiros-viajantes de província, comentaristas verborreicos, normalmente bem pagos, ex-ministros reformados em dúbias mordomias e, no meio disto, também há muitos palermas. Há uma coisa que os une: a chico-espertice saloia, a falta de ideias, uma gula que se compagina com a fome de séculos portuguesa que, por caridade mental e cristã, pode servir de atenuante biológica...
Ontem diziam que, se a Grécia não honrasse os compromissos, teria de sair da zona euro; hoje, dizem mas...Ontem diziam, escandalizados, que não iam votar a favor do aditamento; hoje dizem que, atendendo às circuntâncias, talvez se vão abster...
(Saia daí um ninja, a preceito!, com tremoços, s. f. f..)

Nota: sobre a imagem (não confundir com tremoços, são lentilhas!) basta consultar a Bíblia, para perceber.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Democracia, política e liberdade


Dadas as pequenas diferenças, por vezes, entre partidos políticos que são contíguos, penso que, cada vez mais, se vota em função dos elencos que são propostos à eleição e, menos, pelas siglas partidárias. Uma figura ou um nome podem fazer a diferença, consoante o seu grau de credibilidade pública ou a confiança que, nessa pessoa, possamos ter. Daí também a aposta, maior ou menor, que os partidos políticos fazem em personalidades independentes e, por vezes, em nomes prestigiados fora do espectro partidário. Mas a vida desses independentes, nos grupos ou aparelhos políticos, nem sempre é fácil. Como escreve, hoje no "Público", Rui Tavares: "...Primeiro, o independente faz falta. Depois, o independente começa a não dar jeito. E, finalmente, abre-se a caça ao independente."
São óbvios e bons exemplos recentes, o caso de Teixeira dos Santos, independente integrado no governo PS, que foi vergonhosamente marginalizado, nos últimos tempos de governação, pelo Partido; e o próprio Rui Tavares que se viu obrigado, por questões de coerência e honra, a desvincular-se do BE, muito embora se mantenha no Parlamento Europeu, "duplamente" independente - justificadamente, aliás.
Do ponto de vista dos partidos políticos, a independência de um "compagnon de route" parece ser, ainda e só, um rótulo meramente formal para dar colorido ao cinzentismo habitual. No fundo, esperam que o independente alinhe sempre no pensamento único e na disciplina cega, e gregária. Pensar por si é crime, e não se recomenda.

Obsv.: a imagem foi colocada apenas em 23/6/11.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Esquerda e direita - a memória


É sempre com alguma expectativa positiva que inicio a leitura das crónicas de Rui Tavares, no jornal "Público". A de hoje intitula-se "Com que critério?", e aborda o recente anúncio de apresentação de uma moção de censura ao Governo, por parte do Bloco de Esquerda, a 10 de Março próximo. A isenção argumentativa da crónica é exemplar, se tivermos em linha de conta que, além de jornalista e professor universitário, Rui Tavares é também deputado europeu pelo BE. Mas não é ortodoxo.

E a questão de fundo, posta pelo cronista, reside no facto de a Direita não ter, normalmente, qualquer problema em coligar-se, enquanto a Esquerda portuguesa, no post-25 de Abril, nunca se associou para governar. É também uma das minhas interrogações de fundo, embora tenha algumas ideias para nortear a resposta.

Antes de mais, os reflexos post-traumáticos do PS em relação ao PC, decorrentes do PREC. Esquecem os socialistas, porventura, o "beijo de morte" de François Mittérrand, ao PC francês, quando integrou num seu governo (Mauroy) quatro ministros comunistas - foi o ponto de partida para a quase desaparição, na cena política francesa, do partido de Marchais.

Por outro lado, os partidos à esquerda do PS português parecem gostar de cultivar uma imagem de "enfants-térribles" que nunca os compromete, verdadeiramente, nem os obriga a compromissos ou responsabilidades pragmáticas, beneficiando, no entanto, de margem de manobra (para quê?) e de vantagens financeiras (de Estado) para o exercício da sua propaganda e acção política laboratorial (e limitada).

Em tempo, e por causa da memória (política), para lembrar: a perda de hegemonia do PS francês (até hoje) iniciou-se com o corte de subsídios, pelo governo, ao Ensino particular gaulês...


Post-scriptum de 30 de Março de 2011:

estimados visitantes, se pretenderem utilizar esta reprodução da obra de Angelo de Sousa, s.f.f., utilizem a cópia que repeti, hoje, 30/3/2011, porque está menos usada...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (V)


Nas Eleições Presidenciais de 1976 houve 4 candidatos. Ramalho Eanes que tinha o apoio dos principais partidos (CDS, PPD, PS), do PPM (Partido Popular Monárquico), do PCP-ml, e ainda do MRPP, cujo Secretário-geral era Arnaldo de Matos que tinha sido subordinado do General, na sua comissão de serviço militar, em Macau. O general Ramalho Eanes venceu as eleições, tendo obtido 61,59% dos votos expressos. Em 2º lugar, ficou Otelo Saraiva de Carvalho que teve o apoio da UDP e do PRP(BR), de Carlos Antunes e Isabel do Carmo. Otelo obteve 16,46% dos sufrágios, nas urnas. O almirante Pinheiro de Azevedo, independente e sem apoio partidário, fixou-se em 3º lugar, com 14,37%. Finalmente, em 4º lugar, ficou Octávio Pato, apoiado pelo Partido Comunista, com 7,59% dos votos, que foi o pior resultado, até hoje, deste partido, em eleições presidenciais. Otelo teria absorvido uma boa parte do eleitorado que, tradicionalmente, votava no PC.