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sábado, 8 de novembro de 2025

A pequenina justiça à portuguesa...



Eis o rosto presente e patibular da inoperância e preguiça duma instituição altamente degradada, nacional.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Ideias fixas 86

 

Há sobressaltos cívicos, pedradas no charco e obrigações de alma, para quem ainda está vivo, que nos animam. Já nos bastam os chavões palermas sobre justiça, daqueles que não se querem comprometer politicamente.
E este manifesto dos 50 é um libelo contra a hipocrisia quase geral e um acto de coragem de que Rui Rio, honra lhe seja, foi um precursor solitário.
A sra. PGR, mai-la sua ufania oca, bem podia ir dar uma volta, com os seus vistosos e exuberantes vestidos de mau gosto, ao bilhar grande da insignificância. Para sempre.


quinta-feira, 9 de novembro de 2023

As palavras do dia (52)



A pequena coluna de Helena Roseta (1947), no jornal Público de hoje, diz o essencial sobre as moscambilhas pelintras dos nossos últimos dias... 



terça-feira, 7 de novembro de 2023

A sempre benévola justiça à portuguesa



Eu seja ceguinho, mas não é preciso adivinhar, com toda a certeza, como todo este borborinho e sobressalto nacional vai acabar, por artes da inefável justiça à portuguesa. Dentro de alguns anos, ou o processo judicial prescreve, ou se arquiva ou se esquece...

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Freud, Eça, ambições, fogos e património - uma outra miscelânea...


Os Pêerres, todos eles, é suposto dizerem qualquer coisa, mesmo que circunstancial, quando um grande incêndio nacional lhes bate à porta. Não fugiu à regra o PR brasileiro, com gel, e cagança hipócrita, ao pronunciar-se sobre a tragédia que, lambeu pelas chamas, uma considerável parte do Património do nosso País Irmão, no Rio de Janeiro.
Em tom menor, e medíocre como é habitual, dei hoje pelo Eusebiozinho (vide Os Maias) nacional, que escreve, com barba por fazer, no jornal Público, às terças, quintas e sábados, a desafiar o nosso mais ocupado e frenético diplomata, sobre o tema candente (?) da recondução ou não, da nossa inefável PGR, joaninha. A ver se o embaixador lhe resiste... Ao bochechudo.*
O processo é corriqueiro e muito conhecido. Desinquietar os famosos, para ganhar espaço e visibilidade. Até o nosso eterno e putativo Nobel adiado o usou, nas suas primícias juvenis. Ao desinquietar Vergílio Ferreira. Que não lhe ligou peva, acertadamente.
(Abstenho-me, naturalmente, de citar os nomes dos peões de brega...)

* Em tempo (7/9/2018): o Embaixador não resistiu...

terça-feira, 25 de julho de 2017

Há gente que nunca mais aprende...


A notícia já é de ontem, mas justifica algumas pequenas reflexões.
É máxima corrente dizer-se que uma ordem só deve ser dada desde que se tenha a garantia mínima que pode e vai ser cumprida, por quem deve fazê-lo. Manda a prudência que se evite dar essa ordem se não houver esses pressupostos que garantam a sua execução, sob o risco de se perder autoridade e a face. Esta senhora procuradora-geral é pessoa benevolentíssima e que se caracteriza por, caridosamente, prorrogar prazos aos seus indolentes e preguiçosos subordinados. Ainda há pouco tempo o fez. O primeiro anúncio de adiamento ainda é feito com pompa e circunstância mas, depois, já nem anuncia o prolongamento para o prazo seguinte. Avançam as boas almas que o prazo é apenas indicativo. Assim vai a Justiça em Portugal.
E os agentes do Ministério Público, bem refastelados e madraços, devem rir-se a bandeiras despregadas ao ouvir a pobre senhora procuradora, com aquele ar compungido e cabelo ligeiramente ralo e despenteado, a explicar, à comunicação social, a demora das cartas rogatórias, a especial complexidade do processo, o mero lado indicativo da data para finalizar o processo... Tudo, no fundo, desculpas esfarrapadas.
Mas como cereja em cima deste bolo requentado, que se vai repetindo, ciclicamente, é o jornal Público destacar, com grandes elogios e reverência (ideológica?), a "pressão" e o "prestar contas" que esta pobre senhora imprimiu à sua instituição. Como diria Fernando Assis Pacheco: " Não posso/ com tanta ironia."

domingo, 25 de outubro de 2015

Arte urbana ou a Justiça que se demora


Para quem passar pela rua da Escola Politécnica, não passará despercebido, pouco antes do Largo do Rato e ao lado da porta principal da Procuradoria Geral da República, um grande cartaz, artesanal, que todos os dias é actualizado nos seus primeiros números.
De um dos lados, senta-se uma mulher de meia idade e trajar modesto, do outro, um homem entroncado, quase sempre de pé. Da leitura do cartaz depreende-se que clamam por justiça. E 19 anos é muitíssimo tempo, não sei é se o casal terá direito a ela.
Tirando os Sábados e os Domingos, com determinação persistente, o casal monta o seu cenário, todos os dias úteis. Mas é um espectáculo deprimente, por várias razões. A tudo, a etérea e cega Justiça, representada pela instituição PGR, assiste serena. E consente.

agradecimentos a quem, a meu pedido, tirou uma fotografia do cartaz, na Terça-feira passada (21/10/2015).

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O cenário dos tempos


Quando iniciei a minha actividade profissional, a empresa onde trabalhei (anos 70) tinha um jornal interno, creio que mensal, de 4 páginas e com fotografias. Onde apareciam pequenas entrevistas com os colaboradores. Nas imagens, cerca de 90% dos quadros superiores e intermédios, surgiam a falar ao telefone. Talvez fosse uma forma de sublinhar o dinamismo empresarial...
Em postais do início do século passado, por outro lado, as criancinhas aparecem, frequentemente, na companhia ou enquadradas por flores, normalmente rosas - como se pode ver na imagem dos postais que encimam este poste.
Actualmente, não há gestor que se preze, em Portugal, e mesmo muitos políticos, que dispensem tirar o retrato com o computador sobre a mesa de trabalho. São cenários estandardizados que, de algum modo, espelham uma limitação de horizontes. E até o Procurador-Geral da República, quase de abalada, aparece com o seu computador, para impressionar o pagode...