Surpreendi-me, a mim mesmo. Eu, que não tenho espírito bélico, embora tenha a dose de agressividade inerente a qualquer ser humano, depois de pensar um pouco, acabei por alinhar com Manuel Alegre e com o PCP, que defendem a reintrodução do Serviço Militar obrigatório, que existiu até 2004, creio, em Portugal. De Janeiro de 1968 até Março de 1971, também passei por ele. E se alguns momentos houve negativos, nesse cumprir cívico, o balanço que hoje faço é positivo.
Disciplinou-me, numa altura em que eu levava quase uma vida boémia, reforçou-me, grandemente, o sentido de organização, despertou-me, na prática, os sentimentos de solidariedade que eu tinha muito teóricos e robusteceu-me a consciência política. Por outro lado, criei, pelo menos, duas amizades para toda a vida. E, isto, são aspectos importantes e que contam.
Acresce, actualmente, que o ogre norte-americano fechou o guarda-chuva de protecção sobre a Europa, e alguma da nossa juventude anda muito mal habituada, além de não lhe vir a fazer mal o criar sentimentos de solidariedade para com os outros, bem como começar a usar regras de disciplina, ordem e boa educação. Mesmo que temporariamente através de rituais que parecem formais e inúteis.
Sou a favor.