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domingo, 2 de novembro de 2025

Memória 156

 


Só tarde compreendi a importância dos rituais na memória dos tempos. Da chegada dos pequenos morangos de Maio, do quintal da minha Tia, da escolha da lagosta, na Póvoa, em meados de Agosto, o piquenique campestre na Citânia de Briteiros, presidido pela majestática D. Laura Costa, por Setembro, a montagem da fabriqueta familiar e doméstica, na garagem, para o fabrico da massa de tomate para os arrozes de Inverno, e em finais de Outubro o fabrico da marmelada, nos grandes tachos de cobre dourado, e da geleia translúcida.
Este ano calhou mais tarde: foi por Novembro adentro. E muito bem ficou!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Osmose 141

 

A recente panteonização lisboeta de Eça de Queiroz, que deixou a sua Emília de Castro Pamplona (Resende) em Santa Cruz do Douro, sozinha lá no norte, fez-me ir de memória até à Póvoa de Varzim e, mais concretamente, até à Praça do Almada, onde o escritor está perpetuado em estátua.



Como em quase tudo (livros, terras, pessoas...) a memória retém apenas alguns fragmentos, frases, por vezes, cenas ou episódios mais impressivos, rasurando o resto, talvez por insignificante. Ora, para quem vinha da rua da Junqueira e passava ao lado do extinto Hotel Universal, que um tio meu tinha explorado nos anos 30 do século XX, ia desembocar, obrigatoriamente, na bonita Praça do Almada, onde se situava a Câmara Municipal.



Mas o Largo poveiro tinha outros encantos para mim. Logo à esquerda havia um ferro-velho que eu frequentava e onde, pelos anos 60, afortunadamente comprei um pequeno Cristo (séc. XVIII?) de madeira, já sem pernas, por Esc. 7$50 e que, depois, foi emoldurado e exposto na parede, em fundo de tecido fino.
Quase por trás da estátua de Eça de Queiroz, existia uma camisaria que, heterodoxa, também vendia selos de colecção e onde adquiri a série nova, completa, comemorativa de Luís de Camões (1924) a bom preço.



Mas talvez a cereja em cima do bolo tenha sido a compra do livro de contos Bichos, de Miguel Torga (1907-1995), na terceira edição de 1943, por Esc. 15$00, numa tipografia modesta da Praça do Almada que, para além de impressos, se dedicava a fazer encadernações e a vender livros usados.
Ora este meu regresso ao passado permitiu-me, também, fazer uma correcção aos meus conhecimentos. Sempre pensara que este Almada patronímico se referia a um dos conjurados da restauração de 1640. Mas não, celebra, sim, o corregedor Francisco de Almada e Mendonça (1757-1804), figura administrava que teve grande importância no progresso da Póvoa de Varzim.

domingo, 8 de outubro de 2023

Divagações 189



Entre a fama e o apagamento dos lugares, o mais difícil é o gradual equilíbrio intermédio da passagem.
No primeiro capítulo do Viagens, livro focado anteriormente, aqui no Arpose, Stefan Zweig (1881-1942) escreve sobre a praia belga de Ostende, em 1902, então no seu esplendor turístico e veraneante. Também eu ouvira falar dela, ainda em meados do século XX, como praia estrangeira de moda. Mas quando por lá passei, em finais dos anos 90, a sua decadência era já notória e deprimente. Melhor estava, ou parecia estar, Blankenberge que sempre fora modesta ou pouca ambiciosa na sua projecção de destino turístico de Verão, guardada, muitas vezes, para mutilados da II Grande Guerra e famílias mais humildes ou de poucas posses.
O declínio de Ostende no final do século, fez-me lembrar a portuguesa praia da Granja, a norte, que também fora famosa, mas se encaminhara para a ruína turística, com os seus palacetes abandonados e jardins descuidados. Entretanto, e no sentido contrário, a Póvoa de Varzim que fora, nos anos 50/70, de arquitectura harmoniosa, à beira-mar, crescera depois, de forma desmesurada e selvática, para mal de nós.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Regionalismos poveiros XI (últimos)







Da Póvoa de Varzim guardo o compromisso das palavras entre os homens, em seus múltiplos sentidos. Das casas (ruas Santos Minho, 31 de Janeiro, Luís de Camões) que, de ano para ano, ficavam apalavradas com os senhorios poveiros, bastando em Maio ou Junho ajustar a mensalidade; do banheiro (Mouco ou Da Hora) que respeitava o sector (30 ou 31) e a posição da barraca do banhista, escrupulosamente. A relação era sempre de mútua confiança.
E é rematando assim que dou conta dos últimos onze regionalismos poveiros, que escolhi da obra de José de Azevedo (1935) e que venho seguindo, por ordem alfabética.

1. Ugar - chegar a tempo.
...
1. Vasculho - rameira; mulher de má vida.
2. Vergalho - pessoa de má fama; ordinária.
...
1. Xaringar ou Xeringar - aborrecer; criar problemas; incomodar.
...
1. Zambrene - gabardina.
2. Zangarelha - resmungão; que incomoda toda a gente pelo seu mau feitio.
3. Zarro - muito fraco; trôpego; velho cansado.
4. Zieiro - vento gélido.
5. Zôcha - pião achatado, muito usado nos jogos dos rapazes.
6. Zoina - marota; atrevida.
7. Zueira - pessoa que ouve mal e embirra com tudo.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Adagiário CCCXLIX

 


Fantasia e caco mole, Senhora da Lapa tem um farol.

(Provérbio poveiro.)

terça-feira, 7 de março de 2023

Regionalismos poveiros X



Penúltima selecção colhida em Poveirinhos pela graça de Deus, da obra regionalista de José de Azevedo, seguem-se alfabeticamente mais dez palavras começadas por S e T. Assim:

1. Sacalhar - andar de um lado para outro.
2. Saramelão - pachorrento; preguiçoso; indolente.
3 Sarrabalho - Cofusão; muito barulho; cenas de pancadaria.
4. Sarrisco - faísca; risco na linguagem infantil.
5. Sostra - mulher preguiçosa; que passa o tempo sem fazer nada.
...
1. Tapico - desajeitado; pescador com pouca habilidade para a arte.
2. Terrenho - próximo da costa.
3. Toqueira - maluca; leviana.
4. Trêpo - lenha miúda apanhada na bouça.
5. Tritiqueira - irrequieta.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Regionalismos poveiros IX



Iniciados por R, cá vão nove regionalismos seleccionados da obra Poveirinhos pela graça de Deus (2007), da autoria de José de Azevedo (1935):

1. Rabaje - pequenas nuvens no horizonte.
2. Rapacona - estrela-do-mar.
3. Rasgadão - miserável.
4. Refonha - pessoa fanhosa; que fala pelo nariz.
5. Remexidos ou Bonicrecos - bonecos de fogo de artifício.
6. Restirar - estender-se no chão.
7. Ricanho - fidalgo.
8. Romeirinho - besouro.
9. Roupa de Polé - vestuário de trabalho.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Supercalifragilisticexpialidocious...

E como estamos ainda no Carnaval, aqui vai uma tirada erudita, de um livro luxuoso. Sic:

"Eduardo Paz Barroso

A actividade fantasmática que a arte recupera possui
uma teatralidade intrínseca e, à sua maneira, a reflexão
de Eduardo Paz Barroso é uma reflexão sobre a teatralidade
do pensamento."

Paulo Tunhas

in Dezasseis Olhares Sobre a Póvoa de Varzim (pg. 81). 

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Regionalismos poveiros VIII





Mais um conjunto de regionalismos da Póvoa de Varzim seleccionados da obra de José de Azevedo, e que tenho vindo a consultar. Desta vez com palavras cujas iniciais são O e P. Seguem-se:

1. Ó Arda - foge depressa; corre.
2. Ofedeguines - o rabo de homem ou mulher.
3. Opinião - vaidade.
...
1. Panas - tábuas que assentam no fundo interior do barco.
2. Papola - diz-se de uma menina (ou menino), geralmente bebé, gordinho de cara.
3. Patelo* - raia pequena.
4. Petar - incomodar; provocar.
5. Piorro - algazarra; barafunda; confusão; sarilho; redes emaranhadas.
6. Poirão - monte grande de areia.
7. Poita - uma pedra entalada em duas varas de madeira que os pescadores usam para fundear o barco.
8. Poleia - tareia; sova.
9. Pulheiro - pescador da Apúlia.
10. Puxar Mar - o mar a ficar agitado.

 * Do mar da Póvoa, era o patelo o meu peixe preferido (frito) e que aparecia com frequência à venda na lota.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Adagiário CCCXLVII



Fevereiro é curto com os seus 28; se tivesse mais quatro, não escapava nem cão nem gato.


Nota pessoal: há ditados com uma feição surrealista e de difícil compreensão, como este de origem poveira. Realmente, alguns provérbios sacrificam a lógica à rima, mas também, por vezes, ainda que estranhos, não deixam de ter uma certa graça...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Regionalismos poveiros VII



Não sendo os termos estanques, nem rigorosamente limitados do ponto de vista regional, também as expressões e palavras, por vezes, se propagam por outras zonas para além da sua origem. Os homens as levam também para outros sítios, onde acabam por se integrar no vocabulário alheio. Assim é sempre difícil circunscrever um regionalismo, com rigor, numa área absolutamente delimitada do seu uso.
Desta vez dos Poveirinhos pela graça de Deus, obra já aqui referida, de José de Azevedo (1935) escolhi dez regionalismos começados pelas iniciais M e N. Seguem-se:

1. Manca-Mula - pessoa reservada; que tem alguma coisa debaixo de olho, ou pedra no sapato.
2. Mar Arranhado - mar de pouca vaga.
3. Mar Cão - mar com muita agitação; mar de temporal.
4. Mar Vingado - ondas sem ritmo certo, aos trambolhões.
5. Maria Caralheira - uma Maria-rapaz; rapariga muito irrequieta e brincalhona.
6. Melanqueiro - pessoa com pouca actividade; mole, preguiços ou vagarosa.
7. Moio - duna; monte de areia.
...
1. Não me Turres - não me toques.
2. Nervosento - nervoso; impetuoso.
3. Noca - bruta; estúpida.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Regionalismos poveiros VI



Desta vez, e das letras I e L, seleccionei sete regionalismos poveiros do livro de José de Azevedo, como se seguem:

1. Impachar - incomodar; embaraçar.
2. Inchorar o Barco - encalhar a embarcação; colocar o barco em seco na areia.
3. Inhão - nó em laço.
4. Iroga - raia muito grande.
...
1. Lambecricas - efeminado; incapaz de tomar posição.
2. Laparoto - lorpa; boçal.
3. Lestras - ervas cheirosas que perfumam as roupas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Adagiário CCCXLVI



1. Barco em terra não ganha a vida.
2. Só no fim da maré é que se contam os polvos.

(Ditados poveiros)

sábado, 28 de janeiro de 2023

Regionalismos poveiros V



Mais nove regionalismos do falar da Póvoa de Varzim, correspondentes às letras iniciais F e G das palavras seguintes, retiradas da obra e autor anteriormente referidos.

1. Fabricanta - operária fabril.
2. Fanado - sem dentes; desdentado.
3. Fatôco - faneca pequena.
4. Fieiro - areal; local junto à praia onde os pescadores se reúnem para observar o mar e o tempo.
5. Foice do Mar - vaga que sobe e se enrola, caindo no barco, envolvendo-o.
...

1. Gafa - caranguejo pequeno.
2. Ganja - mimo.
3. Gibaltado ou Gibraltado - exaltado; nervoso.
4. Grulha - falador.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Regionalismos poveiros IV



Agrupamos desta vez as letras D e E, iniciais das palavras correspondentes aos regionalismos seleccionados da obra Poveirinhos pela graça de Deus (2007), de José de Azevedo. Assim:

1. Deceibar ou Desseibar - atirar ao chão alguém ou qualquer coisa com força.
2. De Cócó - de graça; sem pagar nada.
3. De Varada - ir ou vir depressa.
...

1. Encarrilhar ou Encarrilar - deslizar no dorso das ondas.
2. Erôgo - herói, bravo, destemido.
3. Escolho - maneta; canhoto.
4. Estralho - linha de pesca com uma fiada de anzóis.
5. Estrunchar - apertar; entalar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Regionalismos poveiros III



Do mesmo autor, e retirados da mesma obra, já referida anteriormente nesta temática, seguem-se alguns regionalismos poveiros cujas palavras se iniciam pela letra C

1. Cachafunda - mergulho nas ondas do mar.
2. Cagarota - latrina; retrete.
3. Cambitos (ou Gambitos) - postas de raia seca.
4. Capilota* - derrota por margem expressiva.
5. Caralhudo - as tripas do peixe sapo (tamboril).
6. Ceboleiro - gente da aldeia que vinha a banhos; parolo; rústico.
7. Cochar - abrir e estripar o porco.
8. Criqueiro - pessoa miudinha no trabalho; complicativo; demorado.
9. Cunanas - efeminado; que vive subjugado pela mulher; que se dá bem com todos.

* este regionalismo também era usado no Minho.

domingo, 8 de janeiro de 2023

Regionalismos poveiros II


Uma das coisas que eu mais estranhava, na Póvoa de Varzim, eram alguns apelidos insólitos, tais como: Agonia, da Hora, Frasco, Mouco, dos que me lembro ainda. E o nome de um peixe que eu apreciava, frito, e que só no mercado de lá se encontrava. Dava pelo nome de Patêlo e era uma espécie de raia pequena, com cartilagens flexíveis em vez de espinhas. 
Agora, da mesma obra e autor, José de Azevedo, respigámos desta vez, seleccionando, alguns regionalismos poveiros iniciados pela letra B, respectivamente: 

1. Babosa - o mesmo que marachomba (pequeno peixe preto que habita nos penedos junto à costa).
2. Badola - indolente; vagaroso; não-te-rales; lorpa.
3. Barria - cardume, grande quantidade de peixes passando à superfície da água.
4. Belena - mentirosa.
5. Boca de Cascarra - pessoa má língua; intriguista.
6. Bolestreirona - preguiçosa; vagarosa.
7. Burriço ou Borriço - musgo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Regionalismos poveiros I



Há oito ou nove lugares no Mundo que me atravessaram a vida e que eu conservo afectuosamente na memória. Dos portugueses, a Póvoa de Varzim, onde passei muitos agostos da existência, em férias, é um deles, que me traz recordações felizes. E, por isso, alguma bibliografia tenho nas estantes da minha biblioteca sobre essa cidade que era apenas vila quando por lá andei, na infância e adolescência.
Recentemente, e através da Livraria Lumière, adquiri uma obra, de feição regionalista, com crónicas de José de Azevedo (1935), intitulada Poveirinhos pela graça de Deus (2007), nomeada assim por um diálogo que se travou entre poveiros e o rei D. Luís, no alto mar, e da resposta que os pescadores deram ao monarca português, quando este lhes perguntou a origem.
O livro lê-se muito bem e contém um glossário poveiro usado pelos naturais com muitos regionalismos locais a que vou dar guarida seleccionada no Arpose, neste e nalguns postes seguintes, a exemplo do que já fiz com outras regiões portuguesas, referindo os significados. Comecemos então pela letra A do alfabeto:

1. Acadimar - sossegar, tranquilizar.
2. À caria - à sorte, sem método algum.
3. Albaiozes - calças de ganga com alças, tipo fato-macaco, que os pescadores usavam nas traineiras.
4. À mata fisga - à falsa fé, pela calada; sem que ninguém conte.
5. Andar c'o peixe à proa - andar grávida.
6. Andaroina - viver à custa dos outros.
7. Ardida - mulher extravagante; sedutora, provocante.
8. À rola - barco solto ao sabor das ondas, sem governo.
9. Assefecada - assustada.
10. Assejar - esperar, ao largo, o melhor momento para entrar no porto.

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Mercearias Finas 172

Francamente não me lembro se, na tenra infância, gostava muito de comer fruta. Recordo, porém, que colhi, algumas vezes, maçãs, tangerinas e ameixas (das vermelhas) directamente das árvores, para as saborear à socapa. E não esqueço os morangos naturais e pequeninos, do quintal, que a minha Tia me mandava num bonito açafate pelos aniversários. Para não referir as merendas de praia, poveiras, que, em agostos juvenis, compreendiam uvas, pêras, ameixas, figos, eu sei lá... E das cascas de melão e melancia que os lavradores domingueiros deixavam no mar a boiar e apareciam nas segundas-feiras seguintes, à tona, para nossa irritação natatória.

O Verão, quanto a fruta, é habitualmente pródigo, sobretudo nos meses de Julho e Agosto. E, este ano, temo-nos abastecido em variedade e qualidade, para além das sobremesas fora, em que temos privilegiado os frutos. Assim, às espécies em imagem hoje, haveria que acrescentar duas belas pêras bêbadas que comi, anteontem, com imenso gosto e proveito, num restaurante modesto, à beira-mar, que tem uma cozinha caseira e muito bem apaladada. Coroaram lindamente um pato assado no forno, com arroz de miúdos. O vinho branco, da casa, pelo sabor frutado, teria no lote, com certeza, a casta Fernão Pires, que, como se sabe, na Bairrada, muda de sexo para se chamar Maria Gomes...


com envoi para Paula Lima, cordialmente.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Da rua Tenente Valadim, na Póvoa, à rua do Alecrim, em Lisboa

Já aqui falei dela (16 de Junho de 2010), desta obra extensíssima, creio que com 51 volumes pequenos, editada pela Typografia Rollandiana, intitulada O Viajante Universal... De uma temática que as universidades classificariam hoje, imediatamente, de literatura de viagens. Iniciei-me na obra, no princípio dos anos 70, na Póvoa de Varzim, na Livraria Académica, donde trouxe cerca de 40 voluminhos.

Ora o meu estimado Bernardo Trindade, à rua do Alecrim 44, tinha a sua loja, há dias, abundante de livros, sobretudo modernos, mas também ostentava na vitrine, próxima da sua mesa, uma rara primeira edição (1644) da Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, que fez questão de mostrar-me, e os Cuidados Literários..., de Cenáculo.

 


Soltos, havia três pequenos volumes do Sr. De Laporte, em muito bom estado. Sem ilusões, fui confrontá-los com a minha lista de faltas. E não é que, miraculosamente, dois deles me serviam (o XII e o XIX)? Tinha ganho o dia! Agradeci ao Bernardo e vim feliz para casa.
Ficaram a faltar-me apenas 6 livrinhos: XX, XXIX, XXXIII, IXL, XLIV e L, para a obra ficar completa.