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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Mercearias Finas 180



Amavelmente me fizeram chegar uma série de fotografias (Obrigado!) que, em geral, me lembraram, pela profusão de marcas de vinho, as paredes do saudoso e já desaparecido Restaurante Isaura que honrava pela qualidade da sua gastronomia e rica escolha vínica a Avenida Paris, ali para os lados do Areeiro lisboeta.



Este caso acontece em Évora, num café, e privilegia temática e graciosamente vinhos com pássaros nos rótulos, desde o Norte até ao Sul, não faltando sequer o renomado duriense Quinta de la Rosa e um bairradino Luís Pato. Um senão que devo anotar: não se destinam a consumo de clientes do café, mas a consumo dos donos. E é pena...


A mostra, diga-se, contempla várias dezenas de vinhos, nestas pelo menos 7 estantes existentes na insólita enoteca eborense.

Adenda: embora pouco a propósito, insere-se nos temas desta rubrica dizer que ontem saboreámos uma deliciosa sopa de beldroegas, feita das plantas que, quase todos os anos, crescem, espontaneamente, em dois dos vasos da varanda a Sul. Acompanhada por um Dão branco de Silgueiros, que não tinha nenhuma ave no rótulo...

sábado, 21 de maio de 2022

Passarada



Um melro dominante sobre o casario. Cantando ao meio-dia.

Lembrei-me dele mais tarde, já de noite, quando me pareceu ouvir, ao longe, o que parecia ser um muezim, repetindo por três vezes uma lengalenga que eu não entendi...

Veio-me assim à colação, também, a litania dos ceifeiros de Cuba, que Vitorino não desdenhou reproduzir, recantando:
"...Namorei uma rapariga,/ pares de meias deu-me dez!/ Quais, quais, oliveiras, olivais,/ pintassilgos, rouxinóis./ Caracóis, bichos móis./ Morcegos, pássaros negros./ Tarambolas, galinholas./ Perdizes e codornizes./ Cartaxos e pardais./ Cucos, milharucos, cada vez há mais..."

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Interlúdio 62 (outrabandista)


Já por aqui houve mais pássaros, no quadrângulo do horizonte que domino, da varanda a leste.
Mas, hoje, aconteceu um corrupio de novos e desacostumados visitantes alados. Quatro estorninhos ( pareceu-me...) em amigável esquadrilha juvenil, um corvo solitário e solto, que se empertigou, sucessivamente, em três das antenas de televisão, das mais altas, ali defronte. E a crocitar, senhorial.
Só gostaria de saber quem são essas duas (?) aves, em desafio, que num grilar trinado, rezingam, ao fim da tarde, escondidas naquela árvore frondosa, à minha direita, baixa. Serão gralhas? Serão pegas?
Os morcegos é que nunca mais apareceram, ao cair da noite, como agora Vénus (ou a Estrela da Manhã) me aparece, no horizonte. Ao alto, muito firme e fixa.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O peso na manhã, sem pássaros


Nem se atrevem pássaros sob este capacete plúmbeo que, sobre o Tejo, se transforma numa miopia de neblina imprecisa. As águas parecem "impressionistas" pela sua pouca nitidez, ao olhar.
Nem pombas, nem melros, nem sequer os pardais arriscam a canícula prometida. Apenas um silêncio pesado e sem vozes, pela rua.
Valeram-me, ontem ao fim do dia, 7 estorninhos juvenis atravessando, altos, de Sul para Norte, em voo vertiginoso e feliz. Em busca de paragens mais frescas, talvez. Ou as pombas de Sta. Clara. Uma delas, de bico na vertical, aspirando o vazio de uma goteira, buscando uma gota de água, inexistente. E outras quatro que acorreram velozes por sobre 5 ou 6 greiros de arroz, que eu sacudi da mesa do restaurante, para o chão da esplanada

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os pássaros


A pomba, defronte, durante alguns minutos, conserva as distâncias do pombo que a requesta - até que cede. Outras duas, discretas e alheias ao namoro, ocupam-se da sobrevivência bicando o peitoril de mármore, talvez enchendo a moela de pequenos grãos.
O melro do Jardim de Farrobo (?) saltita entre 2 antenas enferrujadas mas, hoje, não canta. As gaivotas desampararam da paisagem. Uma andorinha solitária esvoaça, nervosa, a meia altura. E dois pardais cruzam o azul cinzento num assobio chilreante.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os pássaros


Começaram cedo, os estorninhos, ainda o sol não tinha nascido e o silêncio andava pelas ruas. Três ou quatro nuvens esgarçadas de róseo no céu claro, pouco iluminado de azul. Nem as gaivotas tinham iniciado a sua faina piscatória. Só o melro, em frente, dera sinal de vida, saltitando do telhado para o mármore. Apenas às 7,53, quando o sol afogueado mostrou a face inteira, é que as pombas preguiçosas abriram voo ao dia.