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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Em prol da cultura alfacinha


No Bairro Popular

Embora apoucada, o Costa do Castelo e a Júlia Florista nunca deixaram de amar com alegria a sua filha, conhecida no bairro popular como a Maluquinha de Arroios. 

Pedro Monteiro (1969), in Galáxia de Berlindes (pg. 67).

domingo, 8 de julho de 2018

Morte assistida


Nunca morri de amores pelo DN. Acomodatício aos regimes e conservador com o poder, teve, no entanto, alguns bons jornalistas. E, nos anos 60, a sua página literária semanal dirigida por Natércia Freire, revelava alguma qualidade, apesar de muito encostada à Direita e às academias dominantes...
Mas não foi sem alguma melancolia que tive notícia da sua desaparição como diário, para surgir apenas semanalmente, ao Domingo. Pacheco Pereira prognosticou-lhe a morte anunciada, com uma prévia e prolongada agonia - previsão que subscrevo também, pelos indícios.
Resolvi, no entanto, dar uma última oportunidade ao velho(-novo) DN, e hoje comprei-o na banca. O jornal é enorme e incómodo de ler, pelo tamanho. Custa 3 euros e traz uma revista (Evasões), mas muito fracotinha. Vários colaboradores e cronistas, de que se aproveitam, na minha modesta opinião, apenas os artigos de Ferreira Fernandes, Soromenho Marques e Fernanda Câncio. E uma entrevista a José Gil, interessante. O resto, é banalérrimo.
De surpresa, apenas a reprodução, em separado, de um cartoon de Stuart Carvalhais, que aproveitei para imagem deste poste. Mas, como era também gigantesco, usei apenas cerca de 1/3 dele...

sábado, 12 de março de 2011

Raul Brandão: alguns livros e capas





Raul Brandão nasceu na Foz (Porto), a 12 de Março de 1867, e faleceu em 1930. É um escritor de minha particular estima, pese embora o tom pesado e lúgubre de algumas das suas páginas. Conhecida é a sua relação de amizade com Columbano que o pintou, pelo menos duas vezes. Numa delas, ainda jovem; outra, já no limiar da velhice, com a esposa, Maria Angelina. Mas as capas dos seus livros atestam o bom gosto estético e demonstram as boas relações que teria tido com outros pintores e desenhadores. Assim, cronologicamente, aqui vai a indicação gráfica dos autores, em relação às capas dos livros de Raul Brandão em imagem:
- "Os Pobres", 3ª edição, 1925, com desenho, na capa, de Stuart Carvalhais.
- "A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore", 1ª edição, 1926, ilustrado por Martinho da Fonseca.
- "A Farsa", 3ª edição, 1926, capa de Stuart Carvalhais.
- "Portugal Pequenino", em colaboração com Maria Angelina Brandão, 1ª edição, 1930, com capa de Alberto de Sousa e desenhos, no interior, de Carlos Carneiro.
- "O Pobre de Pedir" (livro póstumo), 1ª edição, 1931, desenho de capa de autor desconhecido.