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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Louvor

 Louvor

Num momento de ataque acelerado, de todas as forças que considero pouco, ou nada, democráticas ou solidárias ou humanas, contra uma orientação serõdia e  passada de compaixão para com os pobrezinhos, não posso deixar de reiterar o meu louvor aos funcionionários, auxiliares, médicos, que enviei, a quem devia, após um recente episódio de internamento.

Infelizmente, poucos são os utentes que se apercebem do enorme esforço - médico, humano, assistencial e de dedicação daqueles que nos confortam em épocas de maior  necessidade, superindo, de forma exemplar, as nossas fraquezas de autonomia. Motivo supremo de sofrimento a falta de autonomia !

No final deste dia, e por imagens pouco agradáveis do responsável do sector da Saúde, gostava de sublinhar, ainda com maior força e vontade anímica, o meu apoio aos médicos, enfermeiros e auxiliares, porque merecem mais do que lhe prestado pela tutela.

Deverão ser os utentes, verdadeiros democratas, a dar o seu testemundo para desmascarar o intento oculto, a saber, passar a assistència para os  prestadores privados.

Aqui estou, mais uma vez agradecida pela execelência do tratamento, aos médicos, à assistència e até de comida.

Nunca fiz, com satisfação, nada sobre o atendimento, nem a assistència médica, sem nenhum louvor a uma consulta ou assistència no sector privado. Porque  os resultados não o jusiticavam.

Os resultados do mesmo prestador privado obrigavam sempre a um novo exame no Serviço Público, este afinal de excelência. 

Com efeito, confiança absoluta no SNS ! Que a sociedade de cidadãos se levante contra estas manobras suezes de encobrir a sua intenção de acabar com o SNS.

Post de HMJ

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Desabafo (95)

 
O atendimentoo telefónico na Banca e nalguns Serviços Públicos (e não só...) é um labirinto kafkiano de irritação, uma incompetência pegada, servido talvez por gente ociosa que mal trabalha e nada faz de útil.
Se o SNS clínico especializado é um exemplo de competência e atenção aos utentes exemplar, ao contrário, a prática do pessoal burocrático das instituições hospitalares é uma miséria profissional em progresso.
Hoje, cá em casa, estivemos grande parte da manhã a tentar ligar para o Hospital de Santa Marta. Ou as ligações estavam ocupadas, ou uma voz pindérica gravada dizia, ao fim de 1 ou 2 minutos, inalteradamente: "Tente mais tarde!"
Tomem nota destes dois números telefónicos: 213594000 e 213594265, porque devem ser a fingir... Não se consegue obter qualquer ligação para aquela instituição hospitalar, através deles.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Retro (120)



 
O reclame, em imagem, tem quase 60 anos mas, nessa altura, as preocupações hospitalares eram outras e o SNS ainda não tinha sido criado. Só não percebi aquele pequeno sinal redondo no meio da testa do médico. Será que o clínico era um iluminado? Ou um hindustânico?

domingo, 19 de janeiro de 2025

Humor Negro (21)

 

Este senhor António Gandra d'Almeida (1979), ainda por cima tenente-coronel médico, é um portento, possivelmente em tirocínio para o Guiness. Um autêntico speedy González: nomeado, por Montenegro, para chefiar o SNS, preparava-se para acumular com esta posição, horas clínicas nas urgências de Faro e Portimão, como tarefeiro, bem como a direcção regional  Norte do INEM, que já exercia.
Felizmente a imprensa mediática, caridosa, poupou-lhe o burn out..:-)

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Excelências

 
Um conhecido politólogo e professor universitário do ISCTE-IUL, de 63 anos, optou pelo Hospital da Luz (Oeiras) para ser operado a um ombro. A operação, que seria banal, terá dado origem a uma infecção posterior, e André Freire acabou por ser transferido para o Hospital de S. Francisco Xavier, do SNS, onde veio a falecer.
Salvou-se assim, mais uma vez, a excelência das estatísticas de morte no privado...

terça-feira, 22 de outubro de 2024

As palavras do dia (56)

 


O título do jornal Público, de hoje, só seria uma surpresa para quem andasse muito distraído...
E a proporção entre as gravidezes no SNS, cerca de metade, das que se fazem nos privados, o dobro, não deixa de ser escandalosa, embora previsível.

domingo, 7 de janeiro de 2024

Apontamento 157: Apelo ao Civismo

 


Recebemos, no Sábado de 6.1.2024 o seguinte aviso, que considero um apelo ao civismo;

“Tem sintomas de gripe ? Antes de vir à Urgência do Hospital (…), ligue para a teleconsulta DRA (das 10 h às 21 h (218847177)."

Ora, entendendo o civismo como pilar essencial da democracia, considero que o tributo fundamental do cidadão é, para além de reclamar os seus direitos, cumprir com a sua contrapartida, i.e., o essencial da condição de cidadão, a saber, assumir, de forma inequívoca, a sua “dedicação e fidelidade ao interesse público”.

Perante o aviso acima reproduzido, não tenho dúvida em sublinhar a excelência do trabalho do SNS, com a atenção de avisar, individualmente, cada utente. Cuidados como este, não serão, certamente, pelo meu conhecimento alargado, prática de muitos serviços de saúde do centro da Europa, designadamente da Alemanha, França, Inglaterra, etc.

Resta acrescentar que, na Alemanha, nenhum cidadão do Serviço de Saúde Geral (AOK) pode deslocar-se ao Serviço de Urgência de um Hospital próximo, público, público-privado, privado-confessional, seja de que natureza for. Não será atendido sem o reencaminhamento de um médico ou através de um serviço semelhante ao SNS 24 24 24 ou 112. O que, aliás, faz todo o sentido.

Então, a criatura com febre vai para o Hospital. Fazer o quê ? Infestar o ar do espaço do hospital, certamente !

Post de HMJ

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Contribuições

 
Parece que houve um rombo de cerca de dois milhões de euros* nos gastos do SNS. E também parece que duas gémeas e o nosso inefável e angelical PR mais o seu filho, do Brasil, ajudaram a este despesismo extravagante...
Os dois últimos bem poderiam ter recorrido ao privado, e solicitado uma ajuda da sra. Jonet, para o caso.

* Nota posterior: ao que parece, serão 4 milhões de euros o que custou o medicamento Zolgensma, para as 2 gémeas brasileiras, segundo Manuel Carvalho, no artigo do jornal Público de hoje (7/12/2023).

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Para que conste



É certo que eu tinha pedido a consulta de Oftalmologia há cerca de um ano, mas não era um assunto urgente ou grave. Foi agendada para ontem, Domingo, às 9h10, no Hospital dos Capuchos. O(s) médico(s) e as enfermeiras atenderam, até às 11h05, pelo menos 52 utentes, comigo incluído. Impecáveis, no meu caso. Como sempre tem acontecido até hoje.
Só quem não use o SNS, por soberba parola, ou seja pago (jornalistas mercenários, sobretudo) por interesses obscuros pode dizer mal dele. Mas sabemos o motivo: os privados também sabem que a saúde pode ser um bom negócio...

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Ideias fixas 69


Do alto da minha ignorância médica, eu ousaria dizer que há, pelo menos, 2 ciências ocultas na medicina, pela sua incipiência e falta de progressos práticos e até pelos nulos resultados obtidos ou conhecidos de experiências alheias. Essas áreas são: a dermatologia e as alergias.
Ambos (HMJ e eu) já fomos tratados, à primeira das especialidades, por uma jovem médica nortenha, que já não faz parte dos quadros do SNS, agora. O acompanhamento, entretanto, prescrito por ela, não deu quaisquer resultados que se vissem. E a senhora jovem e loura foi-se para o privado...
HMJ precisou de nova consulta, 3 semanas atrás. Ficaram de lhe indicar a data. Contactaram hoje para a informar que só poderiam marcar consulta para Janeiro de 2023 - assim são as delícias e prontidão da medicina privada, neste caso: CUF saúde.
Por trás de cada ataque ao SNS há, quase sempre, um vendido; um mercenário pago pelos privados ou por seguradoras gulosas (até se lhes pode ver a cara, nas televisões generalistas). Não há que ter grandes dúvidas. A Saúde pode ser para alguns um negócio chorudo. E, neste comércio, a ética não é essencial...

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Mercearias Finas 179



Pequeno almoço e lanche eram, sem dúvida, modestos de conteúdo, mas suficientes (sobretudo para quem tinha muito pouca actividade física diária): chá ou café com leite, uma carcaça e um pacotinho de manteiga, para barrar o pão. A matéria prima era boa e bastava.
Dos quatro utentes do espaço, creio que apenas o Julian (romeno?) era um pouco esquisito com o comer, e demasiado estridente quando falava ao telemóvel. Ismael, o angolano com anterior vivência de Liverpool, era discreto, comia e calava; o alentejano Mário, o mais velho e mais entubado de nós, que trabalhara com granito, na sua vida profissional, nunca se queixou, embora bicasse muito pouco às refeições.
Nada augurava a boa razoabilidade do sustento. Assim, tomei nota das viandas e ementas hospitalares, nos dias em que por lá estive. Segue:

Segunda-feira
Jantar
Sopa de Cenoura
Filete e meio de Salmão com 5 batatinhas novas acompanhado por grelos salteados
Banana, à sobremesa.

Terça-feira
Almoço
Sopa de Legumes
Feijoada de Chocos acompanhada de Feijão Verde
Triângulos pequenos de Ananás, para o final.

Jantar
Sopa de Nabiças
Vitela estufada com arroz, ervilhas e cenouras
À sobremesa: 2 Kiwis.

Na Quarta-feira, como pratos principais, ao almoço, previam-se como opções para os pacientes instalados: Bacalhau à Lagareiro ou Jardineira de Frango - boas expectativas, pelo menos. Eu iria no bacalhau, se não tivesse optado pela alta antecipada e por uma refeição caseira. Com sal e vinho...

Em suma, eu diria que, tirando o muito pouco sal e a falta de vinho a acompanhar, as iguarias simples eram apaladadas e faziam meças a qualquer gastronomia de uma pensão de província. Honesta e sadia.
Remato: o SNS trata bem e recomenda-se.

quinta-feira, 16 de junho de 2022

A globalização da Saúde

 


A primeira página do jornal Le Monde, de 3 de Junho de 2022, titulava assim sobre os hospitais gauleses.
As harpias portuguesas lobistas da medicina privada, capitaneadas pelo bastonário da Ordem dos Médicos, é claro que já não sabem ler francês... talvez só americano mascavado. Se soubessem, poupariam, ao menos, na histeria televisiva de criticar o SNS português, bem como a nossa ministra da Saúde.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

O SNS, no seu melhor


Já o sabíamos de há muito, em questões de eficiência, a ovelha negra do SNS é o sector administrativo e burocrático: ocioso, inútil-palavroso e, muitas vezes, tiranete. Sublinhe-se que as colaboradoras, embora telefonem, raramente atendem chamadas do exterior ou de potenciais pacientes.
O centro de vacinação, para o Covid 19, foi instalado no amplo espaço do Picadeiro do antigo Colégio dos Nobres, à Escola Politécnica, que foi adaptado com tendas, cadeiras, bem como enfermeiros e pessoal especializado. Este Centro abarca os habitantes das freguesias de Sto. António, Misericórdia e Estrela.
Tudo bem organizado e profissional. Tive a sorte de me calhar a versão Pfizer, da vacina. E pouco antes das 17h00, uma menina (que não se esquecia de dizer que era oferta da Câmara de Lisboa) oferecia, aos vacinados em recobro e vacinandos, um saquinho com embalagens de água lisa, bolachas de água e sal e uma maçã Gala. 
Chamei-lhe o kit Medina...

sexta-feira, 6 de março de 2020

Viva o SPS! *


"Junta-se a fome com a vontade de comer" - como diz o ditado. Num cenário de Idade Média, entre a paranóia emocional do povão e o aproveitamento pragmático dos agentes privados de saúde, o SNS tenta passar por entre os pingos da chuva e a irracionalidade mediática dos mercenários palermas e /ou oportunistas.

* Serviço Particular (ou Privado) de Saúde.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Apontamento 124: Manifesto do SNS - CODA



Cansada, confesso, de todo o coro da direita a falar do declínio do SNS, disfarçando as suas responsabilidades enquanto Governo, sucede que, no dia 13.4.2019, encontrei um artigo que acima se reproduz, parcialmente.

Com uma visão objectiva, de profissional conhecedora do funcionamento de dentro, vi, finalmente, um esclarecimento claro e acessível. É pena que o senhor bastonário – ao que parece em representação de médicos – não tenha a mesma clarividência, nem sentido cívico, para transmitir aos utentes uma visão desapaixonada, desígnio que se esperava dele, mas em vão, como temos visto pelas suas prestações paupérrimas.

O restante artigo da Drª Isabel do Carmo pode ser lido, certamente, na versão “on-line” do Público de 13.4.2019. O corte do texto final não foi intenção minha, mas surgiu por imposição do espaço disponível para a digitalização do artigo.

Sublinho, no entanto, que censurei, por imperativo cívico e democrático, a cara do senhor Cavaco e Silva, que acompanhava o artigo. E mais não digo por decoro, palavra que não costuma sair bem da boca de hipócritcas.

Post de HMJ

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Apontamento 122: Civismo


Resultado de imagem para E. Munch.Menina doente

Na esteira do manifesto anterior, aplicando-se o jargão economicista de sobrefacturação ao tratamento e “sofrimento” duplicados a que fui sujeita, não posso calar a minha indignação perante a falta de civismo dos utentes do SNS. Sejamos francos, há muito boa gente a abusar dos recursos, marimbando-se nas consequências económicas, financeiras e até humanas, do SNS, recorrendo aos Hospitais quando não é necessário.

Aliás, já há muitos anos que me dizia uma médica amiga o seguinte: “Quando precisares da urgência, a melhor hora é a das telenovelas. Ficamos às moscas. [sic]” Não me espanta, por isso, que, mesmo passados vários anos, ainda haja uma percentagem elevadíssima – de 40% - de emergências médicas não urgentes, i.e., de recurso a uma Urgência Hospitalar.

Confesso que não compreendo este gosto, para mim algo perturbador, de pensar, logo ao primeiro sinal, de se deslocar a um Hospital, já que é ambiente que não me é confortável e evito ao máximo. No entanto, já aconteceu ter tido a necessidade de utilizar este último recurso. Liguei para a Saúde 24, quando a minha ciência a capacidade de sofrimento ultrapassou o limite. Mesmo estando fora da residência habitual, encaminharam-me para o Hospital mais próximo, o Garcia de Orta de Almada. A chegada ao Hospital foi tranquilíssima. Na Recepção da Urgência já tinham todos os meus dados recolhidos no telefonema anterior e aguardei, conforme o parecer médico, pela ordem amarela atribuída, já que não vinha trucidada de nenhum membro. Posto isto, não partilho de nenhuma opinião catastrofistas quanto a este ou outro Hospital, a saber, o S. José em Lisboa.

O caso de haver, ainda, 40 % de casos – NÃO URGENTES – nos Hospitais portugueses, relaciona-se, quanto a mim, com uma enorme condescendência relativamente à falta de civismo com que muita gentinha utiliza os recursos.

Para elucidar como se processa lá fora, na Grande Alemanha, como cá por casa se conhece, conta-se, em poucas palavras, como se processa.

NÃO SE PODE IR PELO PRÓPRIO PÉ PARA UMA URGÊNCIA ! É mesmo assim, tal e qual. Ou vai, como se diz, de charola, ou pelo Serviço Saúde 24, i.e., um médico a dizer que tem de ser assistido em ambiente hospitalar.

Ora, um dia, há muitos anos, a minha mãe sofria de degenerescência de um fémur, provocando, por vezes, dores insuportáveis. Sucedeu que, ao circular numa estrada secundária, bati num buraco e o balanço do carro lhe devia ter provocado um movimento pouco saudável. Chegado ao destino, a casa. ela não conseguiu, com tantas dores, sair do carro, mesmo com a minha ajuda. Que fazer ? Fui com ela ao Hospital mais próximo. Estacionei no parque e, na Recepção, relatei o caso. Resposta: NADA. Não contactou o seu médico ? Não ligou para o 112 ? Assim não pode ser ! Só com muita insistência, lá foi um enfermeiro falar com a minha mãe, deram-lhe uma injecção contra as dores para, pouco depois, sob o efeito da mesma, poder ajudá-la a sair do carro e contactar o seu médico assistente para mais apoio.

Com efeito, o abuso por parte de prestadores e utilizadores apenas conhece, quanto a mim, uma regra clara de não complacência, quando a falta de civismo não ajuda.

Post de HMJ

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Apontamento 121 : Manifesto



[Juramento de Hipócrates, para recordar]

Olhando para as manifestações dos últimos tempos, sempre me pergunto onde toda esta gentinha andou, descansada, durante o tempo de “troicas e pafunços”. Depois, fixando bem o olhar nas figuras que aparecem nos écrans televisivos, não consigo calar a minha aversão profunda à falta de dignidade de criaturas que se dizem pertencer a profissões como médicos, professores, etc. Convenhamos, o respeito profissional não é um valor adquirido, nem se reclama, resulta, antes de mais, do cumprimento do dever inerente.

Querendo manifestar-me, hoje, em plenitude pelo SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS), confesso que há muito me incomoda aquela figura que se intitula Bastonário da Ordem dos Médicos, porque, do seu juramento profissional, pouco ou nada o cidadão comum vislumbra.

Atacando, quase diariamente o SNS, sem nenhuma proposta concreta para a solução dos problemas, pergunto para onde o senhor bastonário, sendo médico, como diz, vai enviar a grande maioria dos utentes do SNS que não têm seguros de saúde, nem outros subsistemas como a ADSE ? 

Relativamente a CUF’s, Hospitais de Luzes, etc., e sem pretender questionar, publicamente, a qualidade profissional de algumas pessoas, sucede que o “povinho” anda vislumbrado e enganado com o aspecto de “centro comercial” das ditas unidades privadas, dos profissionais, mais novos, na maioria dos casos, mas  todos formados em Universidades Públicas.

Senão vejamos. O tempo de marcação, para consultas, exames, etc., depende do seguro ou subsistema. Do SNS recebo uma carta em casa com o dia aprazado. O tempo de espera, no dia da consulta, NÃO é inferior ao de qualquer consulta em Hospitais públicos.

Numa consulta na CUF, esperei mais do que o razoável. Passou-me à frente uma pessoa que veio depois, sem mais explicação. Depois de questionar o médico pela demora, senti que não gostou do reparo e o atendimento foi mais ou menos gélido. Fiquei, para uns meses, com uns  óculos, que não me têm dado nenhuma confiança, mas que terei que usar pela quantia paga pelas lentes. Dito isto, dispenso, mesmo como beneficiária da ADSE os serviços da CUF, na parte da Oftalmologia.

Outro tanto, talvez pior pelo pagamento onoroso que sobrou para o SNS, posso testemunhar no caso de umas ecografias, cujo relatório dos serviços da CUF levantou dúvidas a uma amiga médica e à nossa, competentíssima e atentíssima, médica de família da Unidade de Saúde Familiar. O encaminhamento para o Hospital de S. José, para além de consultas de especialidade, levou à repetição das ecografias no respectivo Hospital, e confirmou, depois de várias diligências e resultados, que o “textinho” inicial do senhor Dr. médico da CUF revelava algumas “fragilidades de interpretação”. Sobrou, para mim, a chatice de repetir o mesmo exame inicial, na CUF, num prazo de 6 meses, i.e., mais dinheiro em caixa para os privados. Depois, foi no SNS que me atenderam, LIVRES de enganos de contabilidade espúria, sobrando para o Orçamento do Estado os “jeitinhos” dos privados no aparente atendimento “amigo do doente” dos Hospitais Privados.

Tenho pena de o SNS não ter a capacidade para atender o maior número de exames que os privados utilizam para captar o doente, indevidamente. O tempo de espera não compensa, e os resultados não convencem, na maior parte dos casos.

Como dizia um amigo nosso noutro dia: que nos livrem da ideologia de infantilização e envergonhada compaixão para com o doente e velhinho, fazendo dele um ser amorfo e ridículo, sem dignidade própria, como anda por aí nas ruas de Lisboa: “ o pó-pó para o vô-vô”. 


PS: Por conhecimento próprio e recente, aconselho o Senhor Bastonário a ter mais tino nos seus ataques, porque o serviço medico prestado aos doentes, designadamente, na Alemanha não é melhor, nem de maior confiança,

 Post de HMJ

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Democracia e isenção


Louve-se o equilíbrio da Legionella, que tanto se amerceia das instituições do SNS, como do particular CUF-Descobertas. O democrático vírus é insensível à lisonja e à corrupção nacional. Honra lhe seja!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Apontamento 29: Serviço Público



Decididamente, este Apontamento exige uma declaração inicial de interesse. Assim como este Governo, em particular, não sabe o que é serviço público, e por isso não “no estima” – como Camões dizia da Cultura -, anda por aí “mui gentinha” a viver à custa dele, arrasando-o, quanto pode nas suas conversas, e minando-o, silenciosa e quotidianamente, num caminho perigoso que põe em causa os princípios fundamentais da democracia. Neste, como noutros aspectos, os extremos tocam-se, ou seja, o “lumpen-proletariat” e a “lumpen-burguesia” encontram-se na perfeição.
O estrato social do meio, a chamada média-burguesia, constitui, pela sua defesa de valores e princípios, uma “camada” a abater. Pela dificuldade de subjugar o seu livre pensamento, assente na solidariedade e fraternidade, enfim na paz, assistimos, em todo o espaço europeu e, sobretudo no Sul, ao seu estrangulamento financeiro com o objectivo de o arregimentar, ou seja, “reunindo-o no bando” daqueles que carecem de uma noção mínima de respeito para com a democracia.
No meio deste “turbilhão” a que assistimos, existem alguns pretensos “servidores do Estado” que se põem à jeito, servindo os interesses governamentais da declarada ineficácia do serviço público com uma prestação autoritária, alimentada com pequenos truques de conivência e até pequeno “tráfego de influência” perante os “lumpen” inferiores e superiores. Enfim, fizeram a sua opção de sobrevivência num mundo de descalabro em que vivemos.
Com efeito, aqueles que, ainda, nos idos de 1973 frequentavam os Centros de Saúde, e até os Hospitais, guardarão, certamente, uma memória inesquecível do país. A diferença na evolução dos chamados “cuidados de saúde” é abissal, sem dúvida. Infelizmente, o que se está a recuperar é uma “cortina de fumo” anti-democrática, feita de “funcionários e siguranças [sic]”, que impede e dificulta o acesso ao tratamento.
Como não acredito na ingenuidade da presente política para o SNS, julgo que o estrangulamento se voltou para a parte administrativa do seu acesso, favorecendo esquemas, conivências e influências abjectas.
À semelhança de outro direito, a saber, a livre circulação dentro das cidades, em que a segurança se transferiu para os “arrumadores”, também passamos a ter “siguranças” para o acesso à saúde.
É pena que alguns já se esqueceram desse “longínquo” passado e que não se levantem em peso contra essa nova cortina de fumo que se vai instalando paulatinamente.

 Post de HMJ

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quotidianos : SNS


O homem é conciso, de poucas falas, ao contrário da maioria dos portugueses e, à revelia lusa, contrapõe também uma rigorosa pontualidade. Deve ter pouco menos de 60 anos, e é médico do SNS. Foi a segunda vez que lá fui e pareceu-me mais sonolento do que da primeira vez. Estudou com vagar as análises, em silêncio absoluto. Só depois é que começou a fazer perguntas.
Mas quando eu, depois de perguntado, comecei a responder e falei, episodicamente, do vinho verde, o homem pareceu acordar e interessar-se pelo assunto. Falou da quinta da Mulher, em Ponte do Lima, e acertadamente da casta Loureiro, do desprezo dos governos pela Agricultura. Foi, então, que eu pensei no filme "Casablanca",  e nas palavras finais, do que poderia ser o começo "de uma bela amizade"...