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domingo, 10 de novembro de 2019

Ligeiras e breves considerações a propósito de um poema de H. H.


O poema de Herberto Helder (1930-2015), acima reproduzido, integrava o terceiro número de O Tempo e o Modo (Março de 1963). Possivelmente, ter-lhe-á sido pedida colaboração poética para a revista, a que o poeta correspondeu.
Nem sempre as encomendas são supridas por artigos de primeira qualidade. E creio que este poema não veio a integrar nenhuma das Poesia Toda que ciclicamente Herberto Helder editava. Seja como for, e na minha magra opinião, ele tem a marca do Poeta.
Aqui fica para o lembrar.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Gurus


Trouxe ontem, quase em jeito de bónus quanto a preço, do meu alfarrabista de referência, juntamente com Ulisses, de Joyce, um número duplo (69/70) de O tempo e o modo dedicado a António Sérgio (1883-1969), com ampla colaboração de destacados intelectuais portugueses da altura (Março/Abril de 1969). O número é o primeiro dirigido por Bénard da Costa, que sucedeu a António Alçada Baptista, e reflecte já algumas vozes dissonantes (Arnaldo de Matos, por exemplo), no conteúdo, que, com o tempo, viriam a provocar uma deriva ideológica e resultar, mais tarde, na desaparição, pura e simples, desta revista, que foi de referência na vida intelectual portuguesa.
A minha geração, no geral creio, foi já pouco influenciada pelo método de pensar de António Sérgio, que foi decisivo para as duas gerações anteriores. Lembro-me bem que Mário Castrim, sempre que pronunciava o nome do ensaísta, o fazia com excessivo respeito e reverência. Mas eu li poucos livros do pensador português. Este número, que comprei, de O tempo e modo, reflecte à saciedade a diversidade ideológica dos seguidores deste maître à penser português. Do sucinto depoimento de Jorge de Sena, ao embrulhado artigo de Vasco Pulido Valente, há de tudo, quanto a qualidade. Do barroquismo erudito de Joel Serrão até à meridiana clareza do texto de Oliveira Marques.
Deste último colho o conselho, e hei-de ler, sem falta, a Introdução Geográfica à História de Portugal, que o historiador recomenda, elogiosamente.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Jorge de Sena e o cinema


No número 59 (Abril de 1968) de O tempo e o modo, que lhe é, quase inteiramente dedicado, em entrevista, Jorge de Sena refere os seus 10 filmes preferidos:
1. Limelight, de Charlie Chaplin
2. Zorba, o grego, de Cacoyannis
3. Oito e meio, de Federico Fellini
4. Blow-up, de Antonioni
5. Personna, de Ingmar Bergman
6. Les Enfants du Paradis, de Carné
7. Rocco e i suoi fratelli, de Visconti
8. The Quiet Man, de John Ford
9. Umberto D, de De Sica
10. Citizen Kane, de Orson Welles.