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quarta-feira, 28 de maio de 2025

Refeiçoar à antiga



Desde que as vacas enlouqueceram que as miudezas das ditas quase desapareceram dos restaurantes. Rins, fressuras, bofes, é vê-los!...
Ora eu que sempre gostei de língua de vitela estufada, se a quiser comer, já sei que tenho que amesendar no balcão de O Galeto, na avenida da República.
Que o espaço ao balcão é muito curto para as minhas pernas, eu sabia, que o arquitecto Vitor Palla (1922-2006), em 1966 ao projectá-lo, não teve em linha de conta que os íncolas nacionais iam crescer...
Confirmei o serviço desordenado (já dele aqui falei em 22/9/24), que não por escassez de empregados, mas ausência de organização e chefia competente. E a falta de vnhos que até eram recomendados na ementa!...
Da cozinha, tirando o espúrio Toucinho do Céu, que em vez de amêndoa, tinha coco, só posso dizer bem. E a Língua Estufada, acompanhada de puré e folhas de agrião e rúcula, estava óptima.

domingo, 22 de setembro de 2024

Língua estufada e altas cavalarias

 

O meu amigo Américo Guerreiro de Sousa (1942) chamou-lhe em ficção "O Cavalo"* (Os Cornos de Cronos, pg. 81), talvez por uma má impressão que lhe ficou de uma noite que por lá passámos, em companhia gentil, já altas horas nocturnas. O Galeto, inaugurado a 29/7/1966, criação de Vitor Pala e Bento d''Almeida, arquitectos, era um snack simpático, na Avenida da República, embora com muito pouco espaço ao balcão, para quem tinha pernas longas... Ainda hoje se mantém assim, curto de espaços. A cozinha é que continua merecedora dos melhores elogios.
Voltei lá, recentemente, para uma língua de vitela estufada, iguaria que não abunda pelos menus dos restaurantes de Lisboa. Muito boa, diga-se. Não fosse o serviço, pouco atento, e o tal espaço diminuto, por baixo do balcão, tudo iria muito bem.



* A que, na sequência associativa e embalado, acrescentou: "Havia cavalgaduras em barda por toda a parte: escarranchadas nas banquetas de couro, nas baias da estrebaria, de pé e amarradas à manjedoura. Viam-se ali todos os tipos de muares: éguas rabonas; garranos de pescoço magro com sotaque transmontano; alteres reais de alta-escola e bem feitos para o toureio a cavalo, à cernelha com belas guadianas, que nitriam alto pedindo cerveja e se saracoteavam no pequeno espaço de que dispunham; ..."