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segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Cinema em Casa VI (e último)


O "Álbum dos Artistas", publicação da Agência Portuguesa de Revistas (Edição de Aguiar & Dias, Lda.), era de início monocromático mas, ainda em finais dos anos 50, passou a ter capas policromadas e tamanho menor. Custava Esc. 2$00. Trazia biografias detalhadas de artista de cinema, filmografia e curiosidades. E, por vezes, até um ou outro pequeno apontamento cultural. No "Álbum dos Artistas" nº 43, sobre Brigitte Bardot, há, por exemplo, uma citação de Roland Barthes a propósito da actriz do cinema francês, que diz: "Brigitte Bardot representa um erotismo mais aberto despojado dos substitutos falsamente protectores que eram o semi-vestuário, a caracterização, a alusão, a fuga."

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Cinema em Casa V



Anteriores ao "Cine-Romance", estes fascículos "Colecção Cinema", também da Agência Portuguesa de Revistas, continham, cada um, 4 filmes em novelização, e fotografias. Os da imagem foram editados em 1955 e 1956. Os fascículos saíam nos dias 10 e 25 de cada mês, e custavam Esc. 3$00. Os organizadores desta publicação eram Luís Miranda (director) e Mário de Aguiar. Glenn Ford, Gregory Peck, Doris Day, Jane Wyman, Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Clark Gable, Jane Russel, Jack Hawkins e Joan Collins eram alguns dos actores mais conhecidos que entravam nestes filmes, hoje, completamente esquecidos no tempo.

domingo, 10 de abril de 2011

O Cinema em Casa IV



Mais 2 fascículos da colecção Cine-Romance, da Agência Portuguesa de Revistas, editados semanalmente às quintas-feiras, e com o preço de venda de Esc. 1$50. O filme "Anastasia", que foi um grande sucesso comercial, foi estreado no Cinema Tivoli, em 11/3/1957. A película foi realizada por Anatole Litvak, tendo como actores principais: Ingrid Bergman e Yul Brynner. O filme foi novelizado para a Agência Portuguesa de Revistas por J. de Oliveira Cosme. "Enamorados", filme completamente esquecido, teve realização de Mauro Bolognini e, como actores, Antonella Lualdi e Franco Interlenghi. A adaptação e novelização da película italiana esteve a cargo de Vitoriano Rosa. Na contracapa as breves biografias de Marina Vlady e Toni Curtis, em imagem.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O Cinema em Casa III



Após o Cine-Romance, a Agência Portuguesa de Revistas começou a publicar A "Colecção Cinema", com capa e contracapa a cores, semanalmente às quintas-feiras, ao preço de Esc. 1$50. A edição foi bem recebida e, creio, que teve vida longa, nos anos 50 do séc. XX. Dos vários fascículos que tive, restam muito poucos. Em imagem, por agora, deixo dois. O filme "O Quinteto era de Cordas" contava, no elenco, com Alec Guinness e o jovem Peter Selers (o filme é de 1956), e foi estreado no Cinema S. Jorge. Quanto ao "Fúria de Viver", de Nicholas Ray, os actores principais eram James Dean e Natalie Wood. E é também do ano de 1956. Na contracapa o bónus colorido de Ava Gardner e a nossa "azougada" (como se dizia na época) Laura Alves.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Cinema em casa II



Dois filmes, dois mitos do cinema americano: Marilyn Monroe (1926-1962) e James Dean (1931-1955). " O Pecado mora ao lado" foi realizado por Billy Wilder, em 1955, e estreou no cinema Tivoli. Mostra-se também uma imagem emblemática de Marilyn que contracenou com Tom Ewell. O filme "O Gigante", de George Stevens, teve o Óscar de 1956, para o melhor realizador. Quando estreou já James Dean tinha morrido num violento acidente de viação. Contracenava, na película, com Rock Hudson e Elizabeth Taylor. Em Portugal iniciou a sua carreira, a 16 de Abril de 1956, no Cinema Império, hoje transformado em local de culto, da seita IURD.
E era assim, através dos "Cine-Romances" que, quem não podia ir ao cinema, lia os filmes em casa.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Cinema em casa I



Andava eu no "Baú" à procura de BD do "Fantasma" de Lee Falk, que se iniciou em 17/2/1936, quando se me depararam estes fascículos de Cinema dos anos 50. Permitiam, a quem não pudesse ver os filmes, ler as novelizações e contemplar algumas fotografias da película. Tinham também a ficha técnica com os actores, realizador, etc. Informavam também a casa de espectáculos portuguesa onde o filme se tinha estreado. Por exemplo, "O rei e eu" de Walter Lang, com Yul Brinner e Deborah Kerr, foi estreado no Tivoli, em 22 de Outubro de 1956. O filme de Luchino Visconti, "Sentimento", iniciou as suas projecções no Cinema Monumental. Os fascículos cinematográficos tinham como editor António Feio. Vai também, em imagem, a reprodução das últimas páginas de "O Rei e eu", para se ter uma ideia dos filmes que passavam, na altura, pelas outras casas de cinema. Infelizmente, nenhum destes cinemas funciona, hoje.