Este pequeno texto (4 páginas) de Jorge de Sena (1919-1978), escrito, tinha ele somente 24 anos, será um dos iniciais, se não o primeiro, a aparecer impresso numa publicação com alguma difusão nacional.
De Outubro de 1937 a Fevereiro de 1938, Sena integrou, como cadete da Escola Naval, a tripulação do navio-escola Sagres, que o levou a um périplo pelas (então) colónias portuguesas de África.
É, seguramente, dessa viagem marítima que o Poeta de Fidelidade veio a retirar os tópicos principais para o seu texto A Ilha que perdeu o Equador que viria a publicar mais tarde (Maio de 1944), no número 125 da revista O Mundo Português. Recordações de infância, ligeiras efabulações e a Ilha de S. Tomé constituem a base deste texto juvenil de Jorge de Sena.
E que penso não constar da bibliografia oficial e conhecida do Poeta, cujo centenário de nascimento este ano se comemora.