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domingo, 7 de setembro de 2025

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Miscelânea cinéfila de Ano Novo


O nevoeiro de Amarcord (1973), de Federico Fellini, filme que vi ontem, fragmentariamente, antecipou-se em premonição curiosa à neblina de hoje, real. A mesma nebulosidade e mau tempo que aparecem no final de Casablanca (1942), na altura da partida do avião para Lisboa, que também passou na TV. Nos filmes, porém, tudo parecia arrumado nos seus lugares. E limpo.
Não era o caso da javardice que vi, esta manhã, em volta dos contentores do lixo, quando saí  para comprar o jornal. Tive mesmo que contornar os equipamentos, para poder meter embalagens, garrafas e papéis pela abertura dos contentores. Pelo chão, móveis partidos a monte, um grande espelho quebrado, chinelos rotos, e até 2 pneus ao deus dará...
O sentido de limpeza parece ter desaparecido desta gentinha composta de Brutti, sporchi e cattivi (1976) que parece cada vez mais alastrar pelas nossas sociedades ocidentais... Também Ettore Scola se foi antecipando, retratando em filme a javardice e as porcas maneiras, em todo o sentido por este mundo fora.

sábado, 1 de agosto de 2020

Um CD por mês (16)



Celebra-se este ano o centenário do nascimento de Federico Fellini (1920-1993). Realizador italiano, cujos filmes, na sua maioria, tiveram auspicioso acompanhamento de bandas sonoras criadas de propósito pelo grande compositor Nino Rota (1911-1979). Que, por sua vez, também trabalhou para Luchino Visconti e Coppola , entre outros cineastas.


Rota é dos tais casos dificeis de classificar. Se uma parte da sua obra cabe, perfeitamente, no cânone da música clássica, as composições para o cinema andam lá muito perto, pela sua qualidade.
O CD duplo de hoje foi editado em Itália, no ano de 2007.


segunda-feira, 6 de julho de 2020

Ennio Morricone (1928-2020)



Nota secundária e pessoal: 
é sempre aconselhável, ao escrever, ter algum cuidado com os adjectivos.
O plumitivo do blogue Da Literatura, será, com certeza, um homem generoso. Escreveu sobre Morricone que era: "o mais importante compositor de cinema de todos os tempos."
Passou por cima de Nino Rota, pelo menos. Não posso perdoar-lhe tal ligeireza, ainda que sentimental!...

terça-feira, 5 de maio de 2020

Um CD por Mês (13)



Para quem é apenas um mero amador e não um conhedor esclarecido da matéria, torna-se difícil classificar, muitas vezes, um compositor na categoria de clássico, quanto à musica que faz, ou apenas  situá-lo como um mero autor de música ligeira. Nas bandas sonoras de muitos filmes, o problema francamente é acrescido. E se não tenho dúvidas quanto à extrema qualidade da música de Nino Rota, que enriqueceu grande parte da filmografia de Fellini, arriscaria também a classificar o polaco Zbigniew Preisner (1955) como um clássico, pela sua colaboração musical nos filmes de Krzysztof Kieslowski (1941-1996).


Seja como for, o triplo CD que me ofereceram, aqui há uns bons anos atrás , encheu-me de alegria quando o recebi, e ouvi-o inúmeras vezes, depois. Até porque eu tinha gostado imenso da trilogia Cores do realizador polaco Kieslowski, e não menos da banda sonora dos 3 filmes.
E se esta temática do Arpose foi inicialmente pensada, por mim, para ser preenchida por leves apontamentos pessoais e gravações de música erudita, não tenho o menor escrúpulo em incluir as obras musicais lindíssimas de Preisner, no CD deste mês de Maio de 2020, pela sua alta qualidade - na minha modesta opinião...
O registo dos 3 CD foi feito em Varsóvia (Studio S4), em 2003.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

domingo, 19 de agosto de 2018

Música e Poesia LXX

Fellini teve a sorte de encontrar, em Nino Rota, o contraponto capaz ao seu génio. Mas, raramente, isto acontece: esse equilíbrio de divina proporção. E, com isso, as imagens acabam por ser obliteradas na memória do filme, pela música. Assim acontece, por exemplo, n'A Missão - filme menor, quanto a mim - largamente ultrapassado pela música de Ennio Morricone, apesar dos bons desempenhos de Robert de Niro e Jeremy Irons. Quantos de nós, provectos, não saberão assobiar, ainda, a marcha de A ponte do rio Kway? Ou atinar com algumas músicas de Bernstein, concebidas, especial e inspiradamente, para West Side Story. Alguém se lembra do nome do realizador do filme? Eu, não.
Kubrick, que era inteligente mas demasiado cauteloso, foi-se aos clássicos, desacertadamente. Se atinou bem - quanto a mim -, em Zaratrusta, banalizou-se, clamorosamente, no Danúbio Azul, que acompanha o movimento da nave, pelo espaço. Os Strauss, como família musical, nem todos eram magníficos. Assim como os Bach. Os genes evoluem, uns para melhor, outros, para pior...

sábado, 1 de outubro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

Nino Rota / Borislava Taneva : alguns dos "Prelúdios"


... uma atençãozinha especial ao Prelúdio nº 13, que começa por volta do 6º minuto do vídeo...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

domingo, 20 de outubro de 2013

O poder avassalador da imagem e da música, sobre a palavra


É um facto que começamos a ver muito antes de aprendermos a ler. E também é verdade que a memória das imagens, embora de natureza mais fragmentária e desordenada, é mais "fácil" do que a fixação memoriada de textos, e até frases.
Mas quantos de nós, ao ouvir falar de "Il Gattopardo" (O Leopardo), antes de pensarmos em Tomas de Lampedusa, lembramos Visconti, Nino Rota, Burt Lancaster, Claudia Cardinale. Mesmo que tenhamos lido, com intenso agrado, a obra-prima do escritor italiano. E a memória sobreleva, indiscutivelmente também, da "Morte em Veneza", o Adagietto de Mahler ou expressões de Dirk Bogarde, em prejuízo das palavras da novela de Thomas Mann.
E, até por cá, o célebre "Ninguém!", do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett - para quem viu o velho filme português - poderá ficar sombreado pela imagem luminosa de Maria Dulce, muito jovem, ou pelo avultado corpo e voz de João Villaret.

quarta-feira, 13 de março de 2013

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fellini, em sequência do poste "Músicos e Maestros"


Com agradecimentos a H. N., pela oportuna sugestão.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Centenário do nascimento de Nino Rota


Embora a predominância das imagens do vídeo vá para Fellini, ouve-se a voz de Nino Rota (nascido a 3 de Dezembro de 1911) na troca de impressões sobre um tema do filme que ele toca, no final, ao piano.

Obsv. : poste rectificado por novo vídeo, em 14/10/2012. O anterior tinha sido "sugado" pelo Youtube.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

No aniversário do nascimento de Nino Rota (1911-1979)


No aniversário do nascimento de Nino Rota, a 3 de Dezembro de 1911, lembrámo-lo através da música do tema do filme "The Godfather".