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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Guloso, mas ligeirinho...


É fantástica a capacidade de absorção e a rapidez vertiginosa de consulta de alguns internautas!
Ora, reparem, ontem, um lisbonense, provavelmente fervoroso, amador de Pintura veio ao Arpose consultar um poste sobre Nikias Skapinakis (1931), de 27/1/2013. Satisfeito, creio eu, pediu mais. Clicou no label Pinacoteca Pessoal, que tem nada menos de 100 postes, e gastou, perdulariamente, 31 segundos do seu, decerto, precioso tempo, nesta temática.
Ou ter-se-á chateado, e desistido logo ao princípio? Não, não creio que fosse tão inconsequente, volúvel e impaciente, o culto visitante...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mistérios da net


Num espaço de apenas 46 minutos, entre as 22h19 e as 23h05, o Arpose recebeu 115 visitas todas dirigidas ao poste "Pinacoteca Pessoal 44 : Nikias Skapinakis" (de 27/1/2013).
Globalização acéfala? Seguidismo acarneirado? Mera coincidência?
Nunca tal tinha acontecido. Será que alguém me saberá explicar?

Nota posterior: a demanda totalizou 129 carneirinhos - dá para pegar o sono...

terça-feira, 30 de abril de 2013

As visitas caprichosas


Não fora eu gostar muito da pintura de Nikias Skapinakis (1931) e teria ficado agastado com a visita, até ontem, nas habituais revoadas acarneiradas, de imensos curiosos sobre um poste esquecido do pintor português de origem grega, que não era visto há imenso tempo e que, na altura, pouco foi visitado. A intensidade foi tal, que até pensei que Nikias teria morrido - mas não. Porque é nestas alturas que os abutres mais se interessam pelos cadáveres, necrofogamente...
Ontem e hoje, também, tivemos uma visita obsessiva que, teimosamente (6, 7 vezes...), clicava obstinada: "joana Pombeiro machado vende capulanas los moçambique", e o Google, pobre coitado, mandava-a invariavelmente para o poste "Apontamento banal" (19/9/12), onde se fala, muito em diagonal, de capulanas...
Mas tenho que agradecer, para ser justo e porque me deu boa disposição, à visita que veio ao Blogue em busca de "Jogo de barbie sem carro parágrafo buicas ceus amigos". Esta, sim, sabia o que queria! Mas o palerma do Google não lhe percebeu a inquietação metafísica e remeteu-a para o poste "Jogos Infantis 9 - Dominó de animais, aviões e carros" (de 11/9/10). O malandro!!!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pinacoteca Pessoal 44 : Nikias Skapinakis


Pintor discreto mas interveniente, Nikias Skapinakis (1931), português de ascendência grega, autodidacta, com curta frequência da Escola de Belas Artes, tem um lugar cativo e seguro na história de arte portuguesa do século XX.
Retratista notável, nas suas telas de cores alacres, há também lugar para um espaço de temperada melancolia. Mas dêmos-lhe a palavra:
"...Não se trata de um estudo de intenção sociológica mas de um discurso, utilizando a linguagem não discursiva da pintura, sobre alguns aspectos da sociedade portuguesa contemporânea e, mais ambiciosamente, sobre alguns aspectos da situação da mulher no mundo, num espaço e tempo cujas coordenadas reais não são só daqui.
E se um olhar irónico envolve esse tal discurso, convém não esquecer que ironia significa, na sua origem grega, interrogação. Se, todavia, a pintura resulta convincente e disponível para uma comunicação de acordo com a exigência de um público que, em toda a parte, tende a alargar-se, não cabe ao pintor afirmar. ..."

Nota: o quadro, em imagem, retrata as escritoras Natália Correia, Fernanda Botelho e a pianista Maria João Pires. Foi pintado em 1974.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Não há duas sem três, a Pintura outra vez



O Blogue parece estar, hoje, sob o signo ou influxo da Pintura. Seja! Porque é por bons motivos. Desta vez para dar notícia, de uma exposição, no CCB, de uma retrospectiva do pintor português, de ascendência grega, Nikias Skapinakis (1931). Decorre até 24 de Junho e é, no meu entender, imperdível, por várias razões.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Divagações 14


Gosto de descer a Avenida das Azáleas, ao fim da tarde, enquanto a luz não morre de todo, por entre o intervalo das vivendas. Andar a pé, dá para ver e conhecer melhor o mundo.
A avenida vem duma estrada principal, mas tem muito recato. E silêncio, a princípio. Há muito poucas pessoas no passeio, e raros automóveis a atravessam.
Mas sobram rescendentes aromas naturais, e a visão soberana de arbustos e pequenas árvores exóticas, nos jardins das casas, dá um particular encanto a esta travessia. A avenida não é muito comprida.
Respiro esta pequena felicidade nos primeiros vinte metros, e talvez  nos últimos dez, porque nos cerca de 70 metros intermédios, uma cascata sucessiva de ladridos agressivos, insolentes e dissonantes, vinda das vivendas, destrói e interrompe a quietude da Avenida das Azáleas - os cães de guarda dos donos ausentes.
Donde concluo, com ironia para evitar a mágoa, que a insegurança dá cabo da poesia.