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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Divagações 162


São como as cerejas, as palavras - diz-se. E assim foram, para mim, contagiosas. De Agustina (O Susto), passei para Pascoaes (Regresso ao Paraíso) que, curiosa e poeticamente, nunca me contagiou muito; e ao ensaio e antologia escolhida por Sena (Brasília Editora) sobre o poeta de S. João de Gatão. Poupei-me a reler Os Afluentes do Silêncio, em que Eugénio traça um belo e comovido retrato de Teixeira de Pascoaes (1877-1952), real e não ficcionado como o de Bessa-Luís.


Pela biografia de René Char (Tempus, 2013) ando eu, há meses, mergulhado em leituras do maravilhoso texto de Laurent Greilsamer. Até que fui dar com umas palavras sobre o pintor russo Nicolas de Staël (1914-1955), amigos que eles foram, que me fez ir à estante buscar o livro de Antoine Tudal (Le Musée du Poche, 1958). Sucinto de escrita, como convém à biografia de um suicida, mas bastante. E de competente iconografia.
Fiquemos por aqui!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Pinacoteca Pessoal 115


Face a uma pintura abstracta, confesso que a minha opinião (de amador) é demorada, ao contrário de uma obra figurativa que desencadeia mais facilmente, em mim, uma adesão ou um desagrado, algum gosto e empatia, ou mera neutralidade. Perante uma tela abstracta dou-me conta, instintivamente, a procurar um pequeno indício ou sinal de coisa física, um rosto insinuado, a silhueta de um edifício no espaço da pintura que decifre para mim um qualquer simbolismo. Mas logo tendo a abandonar esse movimento interior de olhar que busca uma tradução que não existe, nem poderia existir, naturalmente. Mesmo nas obras de um amigo meu, que a pratica (arte abstracta), e porque o conheço razoavelmente, o mais que consigo é pressentir estados de espírito, por intuição nem sempre fundamentada.
Um dos casos raros de imediata adesão a uma pintura de natureza abstracta, aconteceu-me com a obra do pintor francês, de origem russa, Nicolas de Staël, que nasceu em 1914 e veio a suicidar-se, em Paris, no ano de 1955. Pelo meio da sua vida chegou a integrar a Legião Estrangeira, francesa (na Tunísia). As suas paisagens são marcadas por pinceladas espessas, mas de grande beleza estética no seu conjunto de harmonia que, de imediato, conquistaram a minha admiração.

Quanto às suas naturezas mortas de interior, também o seu lirismo pictórico e a sua simplicidade tiveram sobre mim um grande fascínio. Bem como algumas ilustrações que fez para livros do seu grande amigo e poeta René Char.

Não quero ainda deixar de referir a beleza esquemática, quase diria a tocar o osso e o essencial, que se podem surpreender em muitas das suas marinhas de inspiração abstracta. E de grande magia encantatória. De que aqui deixo um exemplo, em imagem final.




sexta-feira, 1 de julho de 2016

Adagiário CCLV : Julho (7)


1. Em Julho, boi no debulho.
2. Julho passado sempre foi melhor.
3. Pelo S. Tiago (25), cada pinga vale um cruzado.
4. Quem em Julho frio tiver, tem o juízo a arder.