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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Divagações 190



Esta semana começou, finalmente, com um dia soalheiro, mas que pouco durou. Embora o azul regressasse. Pois que, na passada, depois das orvalhadas tipo S. João, amanhecia sempre por entre nevoeiros espessos que convidavam a perdermo-nos ao sair para a rua.
Coincidiu, nessa altura, que eu tentasse localizar, em data, o ano de publicação de algumas obras de Aquilino Ribeiro (1885-1963). Ora, ao contrário da Portugália, muito precisa nesse tipo de informações , ou da Relógio D'Água, a Bertrand nem sempre fornece, no livro, esses dados importantes. Suspeito das razões e, se não fosse Aquilino dar nota da data do final da escrita de algumas das suas obras, ou na dedicatória ou prefácio inicial, teríamos ainda mais dificuldade  em situá-las. A Editora Bertrand prefere falar de milheiros do que dos anos de publicação. E, deste modo, até podemos ficar perdidos pelo nevoeiro do tempo...



domingo, 5 de setembro de 2021

Por entre as brumas,

 


hoje, ao acordar, foi assim.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Osmose 112


O homem era discreto e cliente habitual do pequeno quiosque, que costumo frequentar. Não lhe conhecia extravagâncias nem demasias que não fossem esperadas. Mas também estou habituado a que falem ou me respondam, às vezes e inesperadamente, em verso - para alguma coisa e com motivo dizem que somos um país de poetas e desgarradas...
Convencionalmente, na loja e à saída, eu despedi-me dos outros fregueses com um Feliz Natal. Mas quedei-me na soleira da porta, antes de enfrentar o manto leitoso de nevoeiro, ao ouvir um trautear poético do tal cliente discreto. E até lhe fixei a quadra imperfeita, que, na altura, achei bonita:

Há que medir a vontade:
de sossego ou de distúrbio
- escolher
o natal que se procura.

E, intimamente, até concordei com ele.