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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Criancinhas

 

Por vezes, é preciso algum tempo para vir a perceber amplamente umas coisas que nos parecem inexplicáveis.
Lembro-me de infância que o sr. Coutinho, vizinho de rua, me mentia, por vezes, ao dizer que o Quim, neto dele, não estava em casa, quando me abria porta, para eu lá ir brincar. Percebo hoje que ele queria era o sossego e silêncio doméstico, e o da D. Amélia, sem a perturbação frenética dos gritos e agitação infantil da brincadeira, lá por casa.
Um grande amigo meu, já falecido, quando recebia os netos lá em casa, costumava dizer-me que era uma grande alegria quando eles entravam e um alívio enorme quando eles se iam embora. Acrescentava, às vezes, quando as coisas corriam melhor, que os netos "eram a sobremesa da velhice". 

domingo, 2 de janeiro de 2022

Um pequeno Álbum de Família



Matilde (2000)

Por ti começa a esperança de mais longe
pudesse ser a vida. Noutra forma
seja de amor que veio adolescendo
seja da parte que faço de tu seres. 

Rita (2008)

Que sombra de pensar-te ainda em nome
tão sem saber o tudo que transportas
e tanto de carinho, que esse sim
nem nomeá-lo sei de tão intenso.

Carolina (2010)

Tão leve passa, brisa, coruscando
os negros olhos a sedução inata
no elegante passar, sabendo bem
se rendem ao encanto sendo inato.

Tiago (2012)

Que novelo de sol e de ternura
irrompe pelo dia um sorriso quente
poucas palavras, ainda, neste tempo
os olhos a falar quanto não diz.


António de Almeida Mattos (26/7/1944--2/1/2020).


Nota: inéditos e não datados, estes 4 pequenos poemas do Poeta, são um legado imaterial e afectuoso aos 4 netos.