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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Recordar: 80 Anos sobre o Assassinato dos Estudandes do grupo chamado "Weisse Rose" [Rosa Branca]

 


Fazendo parte, graças a professores e um ensino orientado por uma formação cívica, humana e social, promovendo a divulgação da História como parte fundamental da cidadania, não posso deixar de me lembrar destes estudantes, agrupados sob o nome de "Weisse Rose" [Rosa Branca].
Pelo facto de terem distribuídos panfletos contra a ditadura na Universidade, foram executados sem apelo nem agravo.
O facto dos malefícios da ditadura, tendo sido transmitido amplamente durante a minha juventude, contribuiu, sem dúvida, para uma consciência humana e cívica exemplar. Tenho pena que a Escola não continue a insistir na informação persistente sobre o período mais negro da história da Alemanha.
Quem quiser, veja aqui mais informação sobre o assunto:

https://www.weisse-rose-stiftung.de/white-rose-resistance-group/

Post de HMJ

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Apontamento 150: Não baixar a guarda

 



Passam, hoje, 90 anos sobre a tomada do poder pelo NSDAP na Alemanha e o apelo é para o cidadão se manter vigilante. Recordaria, a propósito, o imperativo categórico e a responsabilidade cívica de cada cidadão para evitar uma catástrofe semelhante.

Post de HMJ

domingo, 15 de novembro de 2020

Leituras Antigas XLV

O poste anterior deu origem a uma troca de ideias, nos comentários, a propósito da II Grande Guerra, o Holocausto e leituras temáticas sobre estes assuntos, com comentários entre MR, Mister Vertigo e eu próprio. O facto levou-me a procurar depois na minha biblioteca livros que li, talvez entre os 15 e os 30 anos, sobre estas matérias.


Facilmente encontrei três deles de que reproduzo as capas  em imagens. Dois deles foram-me oferecidos por colegas do Liceu, em aniversários e o terceiro The Rise and Fall of the Third Reich (1962), de William L. Shirer, foi comprado por mim em Paris, no mês de Setembro de 1963, por 11,35 francos franceses.



para MR e Mister Vertigo, especialmente e a propósito de um triálogo anterior.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Pinacoteca Pessoal 122


No ano em que se celebra o centenário da Revolução Russa, valerá a pena lembrar o talentoso caricaturista moscovita Viktor Deni (1893-1946). E, muito embora não seja conhecido como pintor, os seus cartazes, apoiando a ideologia comunista e as forças do Exército Vermelho contra os Brancos de Kerensky, merecem ser recordados, pela sua qualidade gráfica. As duas imagens de cartazes, acima, são de obras feitas em 1919.



Mas também a propaganda, contra o nazismo, no final dos anos 30 e início dos 40 merece ser lembrada pela eficácia do seu traço e pelo contributo indirecto para a vitória do exército soviético sobre as forças alemãs, na II Grande Guerra.


Nota: que me desculpem a incontinência excessiva das imagens, atendendo à exiguidade do texto...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Retro (68)


Provavelmente datado do início dos anos 40, este pequeno folheto de 24 páginas, de origem britânica, destinava-se a falantes de língua portuguesa, alertando-os para os malefícios do nazismo. Utilizando a ironia, quase sempre, as mensagens eram simples, mas eficazes. Terá sido obra dos serviços de propaganda ingleses e os folhetos terão sido distribuidos durante a II Grande Guerra, para criar um ambiente favorável aos Aliados, e à sua vitoria.

com grato reconhecimento a A. de A. M..

sexta-feira, 26 de julho de 2013

As guerras assépticas e metafísicas de Obama, ou "Arbeit macht frei"


Os duelos tinham regras cavalheirescas e eram um jogo bélico feito de equilíbrios. Nas guerras antigas há variadíssimos exemplos, hoje talvez incompreensíveis e irónicos, das normas e rituais de quem havia de disparar primeiro. A I Grande Guerra, tirando o gás, formatiza-se ainda sob regras humanas de respeito e princípios. Tudo começou a descambar com a II Grande Guerra, com a bomba atómica, as V-2 e o napalm. O desequilíbrio instalou-se, em definitivo, como lei selvagem permitida e aceite. Por força dos mais fortes.
Os drones são a última arma posta em prática. Se, dantes, na guerra, quem matava sabia que podia morrer, gerando-se assim um comportamento de equilíbrios, o uso desta última arma permite branquear as consciências, de uma forma perversa. Como se tudo não passasse de um agressivo, mas inócuo jogo de computador. O manuseador de um drone pode, às 17h00, matar 100 pessoas e, às 19h00, chegar a casa e brincar, tranquilamente, com os filhos. Depois, janta, vê a TV, deita-se, lê um pouco e adormece na paz dos anjos. Os carrascos de Auschwitz ouviam Schubert, na maior das tranquilidades de espírito...

Nota: para quem não saiba, o letreiro Arbeit macht frei (O trabalho liberta) encimava o portal de entrada dos campos de concentração nazis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A barbárie animalesca


Uma breve nota. De repúdio. Os islamitas rebeldes do Mali, perante o avanço das tropas fiéis ao regime legal, coadjuvadas por soldados franceses, retiraram de Tombuctu. Mas antes de o fazerem, deitaram fogo ao Ahmed-Baba Institute, cuja biblioteca continha um acervo precioso de cerca de 100.000 manuscritos, muitos deles medievais, que iam da Matemática à Astronomia.
Inominável e animalesco. Se se permitem já, há muito, através de interpretações abusivas do Livro Sagrado, mutilar corpos, querem agora fazê-lo aos espíritos. Quase 70 anos depois do nazismo, ele aí está de novo. Neste nosso mundo, e não muito longe de nós.

sábado, 11 de junho de 2011

Complacências


Vi ontem um belíssimo e isento documentário francês, sobre o período de ocupação nazi em terras gaulesas. E fiquei estupefacto com a grande complacência que houve, sobretudo, no mundo do espectáculo, em relação aos nazis ou suas forças representativas em Vichy (Marechal Pétain). De Sacha Guitry a Danielle Darrieux, de Fernandel a Chevalier, quase todos eles, se não colaboraram, pelo menos, assobiaram para o lado... Le Pen não caíu do céu aos trambolhões. Estamos sempre a aprender, como diz JAD.

para MR e JAD, com as melhores lembranças.