Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza Morta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza Morta. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de março de 2019

Natureza viva, com brotos


São três dos quatro brotos do limoeiro da varanda a sul, nesta altura do mês de Março de 2019. O congénere da varanda a leste, responde com sete - cada um dá o que pode...
Curiosamente, tenho verificado que só uma pequena parte (15 a 20%) dos ramos têm rebentos, florescem e frutificam. A ramagem restante é estéril e/ou não produz.
Que um botânico sabedor nos venha esclarecer sobre este facto, que eu considero curioso ou insólito.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Pinacoteca Pessoal 132


A indiferença perante modos e temáticas, em Arte, é sempre desafiada quando estamos perante obras que se nos impõem pela sua grande qualidade. Não sendo eu um apreciador inato de naturezas mortas, há pintores que distingo e destaco como excepcionalmente dotados, nas suas realizações.
É o caso do espanhol Juan Sánchez Cotán, nascido em Orgaz em 1560 e falecido em Toledo a 8 de Setembro de 1627.



A sua obra é maioritariamente composta de naturezas mortas de um extremo realismo perfeccionista que os estudiosos arrumaram, para efeitos classificativos, entre o Maneirismo e o Barroco.
Juan Cotán professou por volta dos 43 anos, embora continuasse a pintar.


domingo, 21 de agosto de 2016

Natureza morta outrabandista


Derrama-se a figueira em braços retorcidos. Angustiosos - diria eu -, e na horizontal quase, porque raramente sobem muito alto, tal como os das oliveiras que por aqui abundam, por entre pequenos muros derruídos.
Por estes restos de subúrbios não urbanizados, são vestígios das frondosas quintas anteriores, que sobraram nas margens de baldios desprezados e sujos. Árvores abandonadas por um tempo novo que já não quer saber delas para nada.
E de que ninguém se dá ao trabalho de colher os frutos, que elas vão continuando a produzir, diligentemente.

domingo, 19 de junho de 2016

Sobre Pintura, inovação, e um quadro de 1770, em particular


Parece ser consensual entre os académicos, segundo o TLS (nº 5904), que a primeira natureza morta com flores terá sido executada por volta de 1603, pelo pintor holandês Roelandt Savery (1576-1639). Muito embora, anteriormente, tivesse havido algumas tentativas incipientes e mal sucedidas, ou de segunda ordem, na qualidade. A data coincide com um despertar de interesse, nos Países Baixos, pelos jardins e pela horticultura e botânica.

Cerca de 170 anos depois, o artista Joshua Reynolds (1723-1792), talvez num acesso de admiração e entusiasmo perante o quadro "A morte do general Wolfe", do pintor anglo-americano Benjamin West (1738-1820), terá afirmado: "...prevejo que esta pintura não só se tornará consensualmente apreciada, mas será também um ponto de partida importante na evolução da arte." O facto do general Wolfe ser um herói da Guerra dos Sete Anos e também gozar de grande popularidade na Inglaterra, terá decerto pesado no entusiasmo de Reynolds, por esta obra de cariz neoclássico, do seu colega pintor.


A tela, hoje pertença da National Gallery of Canada (Otava), representa a agonia do militar britânico, na curta (durou cerca de 15 minutos) batalha de Quebeque, entre franceses e ingleses, em que o General foi atingido mortalmente por vários tiros de mosquete. O aspecto dramático e compassivo dos circunstantes, bem como a arquitectura triangular do projecto ( a bandeira funciona como ângulo superior de um triângulo), singularizam esta obra, na sua época. Mas há também nela uma sugestão de descida da cruz que lembra representações anteriores e maiores de Van Dick e Dürer, sendo que estas eram de natureza sagrada. E o quadro de West ser, na sua laicidade, uma bela imagem espiritual do século das luzes...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Natureza morta, com livro


A família Dashwood há muito que se tinha estabelecido em Sussex. Os seus domínios eram vastos e a sua moradia em Norland Park, no centro da propriedade, onde por muitas gerações tinham vivido de uma maneira respeitável, de forma a conseguirem grangear um óptima opinião por parte dos seus vizinhos. O mais recente dono da propriedade era um homem solteiro, já com idade avançada, e que por muitos anos tinha contado com a permanente companhia e governo da casa de uma irmã. Mas a morte dela tinha acontecido dez anos atrás, antes da sua, provocando grandes alterações na rotina da casa;...

Jane Austen (1775-1817), início de Sense and Sensibility (1811).

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pinacoteca Pessoal 106



Não sendo eu grande apreciador da temática Natureza Morta, em pintura, abro sempre uma ou outra excepção para artistas ou obra singular de pintores cuja técnica e qualidade estética me surpreendem e maravilham.
Destaco hoje dois nomes que atestam a evolução da temática, em Itália. As duas primeiras imagens são da autoria da pintora Giovanna Garzoni (1600-1670), que foi também aguarelista celebrada. As suas obras eram muito disputadas e alcançavam altos preços, pelo menos, enquanto foi viva.
A última tela foi executada por volta de 1700 e é obra de Cristoforo Munari (1667-1720), incluído normalmente na escola do Barroco tardio, notável perfeccionista e considerado um dos maiores pintores de naturezas mortas, em Itália. A obra tentaria expressar os cinco sentidos do corpo humano, sendo que o relógio, dominante, chamava a atenção para a fugacidade da vida.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Pinacoteca Pessoal 99


Eu, que nem aprecio por aí além, em Pintura, as naturezas mortas, fui agradavelmente surpreendido por algumas obras do holandês Adriaen Coorte (1665?-1707). Devia ser um preciosista minucioso, este pintor nascido em Middelburg, muito pouco conhecido, enquanto vivo, para lá da sua região e que, ainda hoje, é pouco referido, embora esteja representado no Rijksmuseum.
Os seus motivos emblemáticos são, obsessivamente, os frutos, os vegetais, as conchas marinhas e pouco mais. Anos e anos, foi um pintor esquecido e confinado à região onde viveu, até que, nos anos 50 do século passado, o historiador de Arte Laurens J. Bol deu por ele e, entusiasmado, o deu a conhecer ao mundo e o fez ressuscitar do limbo estético onde estava esquecido...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Natureza Morta


A temática Natureza Morta, em pintura, parece estar na agenda artística ou colher e coincidir no interesse actual de curadores e museus europeus. Depois da magnífica exposição, em duas partes, no Museu Gulbenkian, recentemente, é a vez da Tate, com a mesma temática, apresentar a Dead Standing Things: Still life painting in Britain, 1660-1740 até 16 de Setembro. Os sub-temas da mostra incluem: arranjos de flores, baixelas de prata, , vanitas, pinturas trompe l'oeil...
Embora eu não seja um apreciador incondicional deste tema, em pintura, não posso deixar de admirar algumas obras, bem conseguidas, como por exemplo, o quadro, em imagem, intitulado Trompe l'oeil com objectos escritos (cca. 1702) de Edward Collier, pintor flamengo que viveu na Inglaterra alguns anos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Só mais 2 dias



É um microcosmo de diferenças: da Natureza, e cultural. Se, antes de entrar na exposição, escolhermos percorrer os jardins circundantes, iremos preparando o nosso olhar ao ver as vivas e pequenas flores brancas e amarelas do Inverno, e uma ou outra pétala singela tingida de lilás.
Não haverá, decerto, obras maiores se exceptuarmos, no meu entender, os "Ramos de Castanheiro em Flor", de Van Gogh, fascinante. E também  um Vieira da Silva ("Nature Morte Blue"), exposto de forma timidamente discreta. Mas é uma escolha muito harmoniosa, ou não houvesse um Soutine nesta exposição "A Natureza Morta na Europa" II, sécs. XIX-XX, na Gulbenkian.
A Exposição encerra a 8/1/2012. Mas, nos últimos 2 dias, estará aberta até às 23,00 horas. A não perder, absolutamente.