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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Máxima ou mínima?


Quase todas as ruinas têm um ar de nostalgia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Despojos e nostalgia


As casas, hoje em dia, são pequenas e, normalmente, apenas andares onde desaguam as coisas de família. Tornam-se exíguas, para tanto passado e memória. O espaço nimba-se de uma claustrofobia irritante, por onde a circulação acaba por se tornar difícil.
O acto solene da leitura de um testamento e a venda em leilão do acervo de alguém conhecido, despertam em mim, quase sempre, um semelhante tipo de sensações, mistas de expectativas singulares, melancolia e desconforto físico, difícil de explicar.
A firma de leilões do Correio Velho começou a leiloar, a 4 e termina a 7 de Dezembro de 2018, uma parte do acervo pictórico de Victor Palla (1922-2006), em almoeda anunciada.
E a mesma sensação estranha toma conta de mim...


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Divagações 74


As gamboas já chegaram, a semana passada, e a marmelada já está feita - foi quase um dia de trabalho para a HMJ. Agora falta só esperar pelos frutos secos: castanhas, nozes, pinhões. E pelos afogueados diospiros, vermelhos ou translúcidos, de veios amarelados.
As camisas de manga curta são substituídas pelas de manga comprida, os casacos ficam à mão, nos guarda-vestidos; a lã, gradualmente, vai ocupando o lugar do algodão - vamo-nos preparando para enfrentar o Inverno. Mas é pelo Outono, já começado, que a palavra melancolia ou nostalgia se insinua, por causa desses dias de Sol, já extintos, do Verão. A chuva regressou e a luz é quase só penumbra pelo interior das casas.
Por vezes é difícil situar ou datar o nascimento de uma palavra. Não será o caso do neologismo nostalgia, que nasceu no ano já distante de 1688, numa dissertação (Dissertio medica de Nostalgia oder Heimweh) apresentada por Johannes Hofer (1669-1752), na Universidade de Basileia. O então futuro médico, suíço, criou o vocábulo para caracterizar o estado de espírito doentio que dominava os jovens soldados helvéticos que combatiam longe de casa, e tinham saudades.
A palavra é formada por 2 étimos gregos: nóstos (reencontro/ regresso a casa) e álgos (dor, sofrimento), segundo apurei. Só não consegui saber se, a primeira vez que foi escrita e dita, terá sido no Outono desse ano de 1688...