Mostrar mensagens com a etiqueta Norte de África. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Norte de África. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Adagiário CXLV : 4 ditados norte-africanos


1. O hipopótamo que sai do grande lago lambe o orvalho da relva.
2. Fazem o louco rir-se para depois, astuciosamente, lhe contarem os dentes.
3. Para um tolo o ranho é como se fosse sal.
4. Mesmo que a sede seja muita nunca se consegue beber o rio todo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Economia, política e hipocrisia


Por razões objectivas, os postes de ontem, no Arpose, tiveram um cariz político. Falei de intelectuais, interventivos ou não, dos parasitas sugadores das agências de rating, e de orgulho nacional. Mas se não falei de hipocrisia, pensei nela a propósito das tomadas de posição, agora, em relação ao Norte de África, por parte de alguns governos ocidentais. E, em relação à hipocrisia, há um poema de Sophia Andresen que talvez valha a pena lembrar. O seu título é:

As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas.

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Àquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o seu corpo
Porque não tinham outra.

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão".

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito.
Perdoai-lhes, Senhor,
Porque eles sabem o que fazem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A quente


É difícil e arriscado, ainda para mais de uma perspectiva centralista europaízante, interpretar, a quente, o "terramoto" político e social que varre o Norte de África. E nada garante o optimismo, nem que, de velhas ditaduras, estes países, não possam caminhar, a médio prazo, para novas ditaduras. Mas talvez valha a pena, a benefício de inventário, traduzir o início do editorial de Jean Daniel (pied-noir como Albert Camus), em Le Nouvel Observateur que saíu hoje. Segue:
"O que surpreende decisivamente mais nestas intifadas de mãos nuas que se oferecem ao combate, destes sublevados da «primavera árabe", é que eles não pegam em armas e, na Líbia sobretudo, oferecem o seu peito. Não temos aqui kamikazes, partidários fanáticos de atentados suicidas. Eles não matam, deixam o pecado de matar aos seus inimigos. Dir-se-ia que eles sabem aquilo que Albert Camus faz dizer a um dos seus heróis: «De cada vez que um oprimido pega em armas em nome da justiça, ele dá um passo no campo da injustiça.» Eles impõem a força imensa e colectiva da sua própria e única presença. Eis o que os separa dos cavaleiros do extremismo. ..."

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O tempo conforme a roupa


Em Portugal (Lisboa), uma antecipada Primavera, na Alemanha (Coblença) neva. O Norte de África: a ferro e fogo.