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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Nomes

 
Vim parar, acidentalmente mas por associação também, ao sufixo "linda" que proliferava, aqui há meio século, pelos nomes de muitas raparigas que conheci. Deolinda, Ermelinda, Florinda, Olinda, Teolinda... Hoje, talvez seja preciso coragem para os baptismos clássicos de Alice, Amélia, Fernanda, Glória, Rosa... Que também denunciam um certo bom gosto tradicional patronímico.
Já lá lembrava António Variações, com propósito e ironia, as vanessas mai-las albertinas, da moda na altura,,,

sábado, 11 de maio de 2024

A erosão dos nomes

 


Há fenómenos pessoais e humanos curiosos, muitos dos quais estão ligados à memória.
Constato que, dos meus amigos de infância e primeira juventude, retenho os nomes completos inteiramente, enquanto, mais tarde, fixei apenas o primeiro nome e o último apelido. Ou apenas um deles, a menos que a pessoa em si, quotidianamente, ainda me acompanhe no presente.


segunda-feira, 26 de junho de 2023

Osmose 131


Nomear é conhecer, de algum modo. Daí a obsessão por um nome esquecido que nos fugiu da memória, e que, de noite e na escuridão, perseguimos incansavelmente pela insónia dentro.
Os números são mais para situar geografias e estados. Contento-me, satisfeito e tranquilo, com aqueles que esta manhã o corpo acusou: 126, 68, 76 sem arritmia. Saúde-se a boa proporção.

domingo, 3 de junho de 2018

Onomástica


À mesa, António, cada um dos três.
Dois à minha direita, o terceiro, à esquerda. Quando falo para a direita, vejo-me obrigado a acrescentar o apelido, para cada um deles saber a quem me dirijo. Amigos de longa data, somos da geração em que predominavam os José, João, Joaquim, Manuel, Francisco e António.
Hoje em dia, diversificaram-se um pouco mais os nomes de baptismo. Embora também haja, por aí, inúmeras Marias, Cláudias, Joanas, Vanessas e Bárbaras. E Tiagos. E, não há dúvida, que os Antónios regrediram... Até, talvez, uma próxima revoada da moda.

sábado, 25 de novembro de 2017

Nomes e apelidos


Um apelido, normalmente, cuida-se, cultiva-se e conserva-se. Está muitas vezes colado à pele. Um nome pode ganhar outra liberdade, mas revela também um ADN. E um gosto paterno, normalmente, que a mãe na altura do registo ainda está de cama, quase sempre. Pode indiciar um afecto, cultura, uma tradição familiar, um amor antigo sibilino e secreto. Mas pode vir a ser um anátema, no futuro da criancinha.
E também pode revelar um incrível mau gosto. Não me passaria pela cabeça registar, uma filha que tivesse tido, com o nome de Leonete. Ou Vanessa, a tal vanessinha de que fala o António Variações na sua canção dirigida à Maria Albertina. E isto, porque mesmo tendo-se nascido em Vila Verde, podemos ter sentido crítico e do ridículo, bem como algum mundo mental, para além das telenovelas do costume.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Tratamentos


Tenho verificado, ao longo da minha vida, que, numa relação de serviço sem conhecimento prévio dos intervenientes, o prestador do serviço me trata quase sempre pelo nome e não pelo apelido. Eu tento sempre fazer o inverso, a menos que não conheça o nome de família do indivíduo.
Mais raramente, o meu interlocutor acrescenta o meu nome ao apelido, na conversa. São escassas porém as vezes em que sou tratado apenas pelo(s) apelido(s). E creio que esta impropriedade é genuinamente portuguesa. Porque, lá fora, isso só excepcionalmente acontece, e só depois de alguma intimidade de convivência, seja de serviço ou social.
Sou levado a crer que o facto é resultado de sermos um país pequeno em que tudo parece contíguo. Mas posso estar enganado...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Abusos


É certo que ninguém está livre de lhe usurparem o nome, ou de se apropriarem dele, de forma soez, mas comigo tem sido demais, embora eu o ache banal e pouco impressivo e, talvez por isso mesmo, goste dele, como coisa própria, identificativa e muito pessoal. Mas é melhor eu dizer ao que venho. Primeiro, foi o Pessoa que me usou o primeiro nome e último apelido, para um heterónimo insignificante e de obra breve e curta. Depois, veio o Vergílio Ferreira que, sem me dar cavaco, me meteu num romance (Aparição, 1959), como protagonista. Há uns anos (1979), ainda, Cardoso Pires enfiou-me à força num conto (de O Burro em pé), sem me pedir licença - fiquei fulo!...
Mas o pior ainda está para vir, e vou, nitidamente, baixar de categoria literária. Tive hoje notícia que uma senhora light da literatura (?) portuguesa, que eu não conheço de lado nenhum, se prepara para lançar um romance, em Dezembro próximo, em que eu apareço, nominalmente, como lorde Marçal (eu que até sou republicano!), e que ao meu último apelido acrescentou, pomposamente, de Mello (com 2 eles), imaginem!!! Não fora a idade e o gosto que tenho em me chamar como chamo, eu ia era crismar-me.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nomes


Também os nomes e apelidos passam. Têm seu tempo e moda e, depois, apagam-se, muitas vezes, para sempre. Talvez como os de hoje em dia, alguns deles inspirados em telenovelas e em heróis efémeros e mediáticos...
De uma monografia sobre uma pequena aldeia ou vila minhota, recolhi, pelo exotismo a que me sabem, alguns exemplos antigos de nomes e apelidos, então, usados (Século XI). Aqui ficam:
- Salamiro Fafilaz
- Rodrigo Riquilaz
- Pelágio Justiz (filho de Justo)
- Rodorigo (variante de Rodrigo e Rorigo)
- Gundisalvo
- Odório
- (Dona) Aragunte
- Eldega
Todos eles curiosos e estranhos, nos dias de hoje...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Curiosidades 25


Penso que toda a gente, ao longo da sua vida, se cruzou com pessoas de nomes insólitos ou com apelidos extravagantes. Até que ponto esses nomes e apelidos marcaram, para bem ou para mal, a vida dessas pessoas, é que só os próprios o poderiam dizer.
O Alentejo e as Américas, na minha convicção, são lugares onde, por vezes, se abusa em relação à onomástica, muito embora, em quase todos os países, por motivos políticos, religiosos, ou outros, haja nomes em moda, ciclicamente. Foi o caso, em Portugal, de nomes brasileiros, por influência das telenovelas. O que, porventura, indicia alguma falta de imaginação ou um determinado horizonte cultural.
O último "Obs.", sob o apropriado título "Des prénoms qui détonent" refere que, nos Estados Unidos, em 2002, pelo menos 194 bebés, foram baptizados sob o nome de "Colt". E, em França, durante o ano de 2010, 30 criancinhas receberam o nome de "Jihad". E, em Setembro de 2013, houve até uma extremosa mãe que mandou o filho para a Escola, com uma tee-shirt onde se lia, de frente, "Je suis une bombe", e nas costas: "Jihad, né le 11 de Setembre". Um tribunal francês condenou-a a um mês de prisão, com pena suspensa, e uma multa de 2.000 euros.

sábado, 31 de agosto de 2013

Discretear sobre patronímica, com algumas implicações governativas


Nem sempre os nomes e apelidos são felizes. Alguns são ferretes e labéus insólitos que se colam a pessoas, para toda a vida. Há quem, muito justamente, se crisme ou registe em adulto, de outro modo, para escapar a classificações injustas e infamantes, outros...habituam-se. Até dos lugares, vilas ou cidades, há quem se liberte, razoavelmente: os naturais da antiga Porcalhota, transformaram-na na asséptica Amadora, os de Punhete adoptaram o sossegado nome de Constância. Mas se, com os nomes de terras, a resolução do problema é facil, com os nomes e apelidos de família, os casos fiam mais fino.
Atente-se no apelido Futre que significa: bandalho, homem desprezível, sovina. Ou no Cristas que talvez se aplicasse bem a um, ou uma, gerente de aviário; ou até Rosalino, com as suas conotações silvestres e florais, que se poderia aplicar lindamente a um pastor de cabras ou a um jardineiro profissional... Como é que um bebé, uma inocente criança fica logo, desde tenra meninice, marcado por esta irrisão para toda a vida? É, no mínimo, uma injustiça e uma crueldade patronímica.
Além disso, há expressões populares, criadas não se sabe bem como, que desaconselham em absoluto alguns nomes, para baptismo. Lembro-me de três casos, e aqui os deixo para reflexão, a quem goste desses nomes que, sendo ditos, provocam logo sorrisos:
- Isto não é da Joana!
- Ó Barnabé, toca tangos!
- Chamar pelo Gregório.
E haverá mais, decerto...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Da importância dos nomes em literatura


Para a grande maioria dos escritores, não são inteiramente indiferentes os nomes que usam, para os protagonistas, nas suas obras de ficção - às vezes, são maduramente pensados, por várias razões. Fixáveis, sonantes, sugestivos.
Henry James costumava coleccionar nomes que apareciam em "The Times", para depois os vir a utilizar nos seus romances. Simenon, quando se hospedava em hotéis estrangeiros, frequentemente folheava as listas telefónicas dessas cidades, anotando nomes que lhe parecessem memoráveis, para futuras obras de ficção. T. S. Eliot era mais original e criativo, ideando nomes exóticos e inexistentes, até aí: Prufrock, Madame Sosotris, Mr. Apollinax...
Por cá, Eça era sucinto, normalmente: "Os Maias", "O Primo Basílio". Quanto a Camilo, atente-se nestes dois títulos de romances:
- "Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado"
- "O carrasco de Víctor Hugo José Alves",
que, apesar de longos, são nomes facilmente fixáveis. E eu quero crer que Camilo não os usou por mero acaso.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Nomes


 Já em tempos aqui referi que, antigamente, muitos dos nomes dos pais se transformavam, numa espécie de plural, em apelidos dos filhos, deste modo indicando a sua origem ou paternidade. Assim, por exemplo: Nuno/ Nunes, Henrique/ Henriques...
Hoje tive à mão um livro francês ( Origines des noms de personnes, de Pierre Chessex) que explicava a origem e até o significado de alguns nomes gauleses. Dos que anotei, aqui segue uma parte:
-Agnés (Inês): pura e casta.
-Albert ou Adal-berhto (Alberto): de origem germânica (Albrecht) - de brilhante nobreza.
-Albinus (Albino): de tez clara.
-Casimir (de origem polaca): o que prega a paz.
-Denys, Denis (Dinis): consagrado a Dionisus ou Baco.
-Iphigénie (Ifigénia): mulher de queixo pronunciado.
-Marcus, Marc (Marco): martelo.
-Romeu: está ligado a peregrino, romeiro.
-Théophile (Teófilo): amado de Deus.
-Victor: significava o vencedor.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Os nomes: ...Silvestre, Silvério...


Hoje, é o dia de S. Silvestre, que foi Papa, mas o nome, em si, pouco me diz: é-me neutro. Mas o único Silvério que eu conhecia, e também estimava, morreu, subitamente, em Novembro passado. Era baixo, gorducho, folgazão, de cabelo encaracolado, minhoto ( de Vila Verde) e um óptimo profissional na sua arte. Vou ter saudades dele.
Muitos nomes, desde a infância, ou adolescência, ganham na nossa memória conotações positivas ou negativas que inquinam abordagens, ou favorecem, à partida, os contactos, no futuro, com pessoas do mesmo nome, que vamos conhecendo ao longo da nossa vida. Na minha memória e, pela positiva e boa recordação inscrita, poderia referir: António, Carlos, Eugénio, Fernanda/Fernando, Francisco (Chico), Isabel, Jorge, Lúcia, Manuel/Manuela, Miguel, Pedro..., entre outros.
Pela negativa e má recordação, lembro-me de Ernesto, Rui e, sobretudo, os apelidos Carneiro, Faro e Miranda. No entanto, muitos nomes e apelidos são-me absolutamente neutros, na memória. Será injusto, à partida, este preconceito instintivo e irracional que a memória grava para conhecimentos a vir; mas que podemos fazer? Se as palavras têm mais força do que a gente pensa...