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sábado, 1 de fevereiro de 2025

Pinacoteca Pessoal 210

 

A informação virá atrasada, porque a exposição de pintura, com cerca de 70 quadros de Gustave Caillebotte (1848-1894), no Museu d'Orsay (Paris), encerrou no passado dia 19 de Janeiro. E, aqui pelo Arpose, já faláramos do artista, a 18/8/2013, a propósito das vicissitudes da sua herança, rica em pintores coevos e amigos.




Mais do que impressionista, Caillebotte foi um expressivo e realista pintor de interiores, com uma predilecção por figuras masculinas. Tantas vezes esquecido, o seu "reaparecimento", deu-se a partir da retrospectiva da sua obra acontecida nos E. U. A., em 1977. E agora, mais recentemente.



sábado, 20 de setembro de 2014

Carpeaux


Dentro de 8 dias, encerrará ao público, no Museu d'Orsay, uma grande exposição sobre a obra do escultor francês Jean-Baptiste Carpeaux (1827-1875). Numa sequência genética curiosa (o pai era pedreiro) a evolução familiar transformou em arte o que, anteriormente, tinha sido ofício...
A sua obra mais conhecida, "La Danse", provocou intensa polémica na sociedade francesa do tempo de Napoleão III. Tinha sido uma encomenda para adornar a nova Ópera de Paris, projectada por Charles Garnier, mas as reacções foram tão negativas, que a escultura acabou por ser retirada da fachada do edifício. Hoje, esta censura pública parece-nos um absurdo.
Desse acto e sobre a peça escultórica, Zola escreveu na altura: "O grupo do sr. Carpeaux é o império: é a sátira violenta da dança contemporânea dos milhões, de mulheres à venda e dos homens que já todos se venderam. Na estúpida e pretensiosa fachada da nova Ópera, no meio desta híbrida, vergonhosamente vulgar arquitectura no estilo de Napoleão III, explode um verdadeiro símbolo do império... O sr. Carpeaux, ingenuamente pensando que estava a esculpir um grupo completamente inocente, gravou uma hostil alegoria que a posteridade não terá dúvidas em intitular: os prazeres do Segundo Império".