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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Do que fui lendo por aí... 38


A Taschen é um símbolo editorial de qualidade. Quer em textos ou iconografia. De bom gosto.
Este livro de 192 páginas é dedicado ao acervo fotográfico do Museu Ludwig, de Colónia, pequeno vlume que tenho vindo a folhear e ler, parcimoniosamente, nos últimos tempos.
Escolhi as imagens e texto das páginas 54/5, consagradas a Alfred Eisenstaedt (1898-1995), fotógrafo alemão que viria a radicar-se na América, a partir de 1935. E cuja obra eu muito aprecio.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Um museu à medida de Koblenz


Sem a riqueza do acervo do Museu Ludwig, de Colónia, o Mittellrhein-Museum de Koblenz integra, desde 2013, no centro da cidade e em edifício arejado e condigno, esteticamente bonito, vários focos museológicos, até essa data dispersos pela urbe renana. Variados segmentos, que compreendem a arqueologia, arte sacra, com um interessante grupo estatuário de madonas sorridentes, bem como um acervo pequeno, mas significativo de pintura antiga, de que eu destacaria um pequeno quadro representando Santa Ana, a Virgem e o Menino, de autor desconhecido, do início do século XVI;



muito próximo, se pode apreciar, do flamengo Lucas van Valckenborch (1535-1597), uma Torre de Babel (1585), finamente executada, apesar de nos lembrar outras obras da nesma época, sobre o mesmo tema, de outros pintores, embora talvez menos conseguidas.



O retrato está abundantemente representado, por obras de pintores regionais, menos conhecidos, alguns dos quais muito sugestivos na sua expressividade humana. O Mittellrhein-Museum tem também um acervo interessante de pintura moderna e contemporanea que integra, entre outras, pinturas de Munch e Nolde.
E quero por aqui arquivar, por gosto pessoal, uma pequena paisagem fluvial de Turner, de 1842, que muito me agradou e surpreendeu.



Ora, foi assim que gastamos, culturalmente, a nossa Quinta-feira, matinal, com prazer e proveito, em Koblenz, sem Sol, mas também sem que a chuva nos incomodasse.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pinacoteca Pessoal 46 : 2 escolhas do Museu Ludwig (Colónia)


Houve tempo em que não resistia a comprar livros com reproduções das obras dos meus pintores preferidos: Dürer, Botticelli, Van Gogh, Renoir, Modigliani, Dufy, Soutine... Mas cheguei à conclusão que, uma vez lido, raramente voltava a pegar no livro; a não ser, uma vez ou outra, para relembrar algum quadro específico, por algum motivo muito especial.
Por isso, comecei a evitar estas tentações, até porque os livros de arte, devido às reproduções a cores são, normalmente, caros. Contento-me, nos últimos tempos, em fazer uma escolha criteriosa de postais, das obras que mais gostei de ver, num museu ou numa exposição. Da última visita que fiz ao Museu Ludwig, de Colónia, trouxe 3 postais, de que deixo dois na imagem deste poste.
O quadro "Menina Espanhola" (1927), de Georg Grosz (1893-1959), e "Duas Raparigas a vestirem-se" pintado, em 1908, por Oskar Kokoschka (1886-1980). Esta última obra faz-me lembrar, talvez pelo tema, alguns quadros de Paula Rego.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Hockney em Colónia


Quando, a 9/2/12, aqui no Blogue, falei da grande exposição de David Hockney (1937), na Academy of Arts, de Londres, não me passou sequer pela cabeça que, decorridos menos de nove meses, eu estaria a vê-la, em Colónia, no Museu Ludwig. Mas, como dizia J. V. de Pina Martins, por outras palavras: as coisas de que gostamos, muitas vezes, vêm ter connosco...
Não tenho palavras para expressar o quanto me agradou ver todos os quadros e vídeos-instalação, de cores claras que vão do branco ao amarelo, do verde ao castanho da natureza de Yorkshire que Hockney, num revisitar de infância e adolescência, esboçou, pintou e filmou durante cerca de dois anos, com afecto. Dir-se-ia que é uma explosão primaveril de alegria. Muito embora o Outono e o Inverno, em vídeos desencontrados de 3 corpos, cada, também estejam presentes, num conjunto de uma sala de 4 paredes, e que parece personificar, num espaço autónomo, as 4 estações, em movimento.
A exposição, em Colónia, encerra a 3 de Março de 2013, mas creio que a itinerância programada a levará, por inteiro e posteriormente, ao Guggenheim, de Bilbau. Para quem, como eu, aprecia a obra de David Hockney, sempre fica mais perto.