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sábado, 21 de dezembro de 2024

A saber

 

Há mistérios insolúveis, que sabemos quase impossíveis de decifrar. Parauta, por exemplo, era o nome afectuoso por que tratávamos a empregada dos meus primos, mas já nenhum de nós sabe o seu nome natural, nem ela é viva para nos elucidar devidamente.
Sobre este quadro (2004) de Paula Rego, intitulado "A Bruxa de Lordosa", que foi vendido em Londres, recentemente, por meio milhão de euros, tecem-se várias teorias. Na tela se agrupam, pelo menos, Salazar na horizontal e já falecido, a múmia paralítica cavaquiana e a sua "afilhada" Leite, mas também a actual ministra da Cultura. Será?
Quem souber da história, que esclareça.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Mistérios e falsos títulos ou soluções


Cheira a pão quente na rua, inexplicavelmente. À sugestão de flanela húmida, que a chuva deixou no ar. E ao passar junto ao pequeno e despretencioso café-restaurante, contíguo ao quiosque, aonde vou comprar o jornal, vem-me o odor intenso que tanto pode ser da base de um guisado como do estrugido para um arroz de acompanhamento, para o almoço de hoje. Não virei a saber, porém, qual deles se prepara, no interior do estabelecimento...
Nunca gostei muito de mistérios, a não ser para solucioná-los ou para ensaiar hipóteses de explicação.
Daí o meu gosto, desde jovem, por romances policiais, desde que cumprissem as regras clássicas e, ao longo da leitura, eu pudesse ir especulando sobre quem seria o possível assassino, baseando-me nos indícios concretos da narrativa.
Na adolescência, interessei-me largamente e durante muito tempo pelas misteriosas estátuas das Ilhas de Páscoa, que constituem território do Chile. Os gigantescos blocos de pedra, em local onde ela era escassa, eram um fenómeno estranho e de difícil explicação. Datados de meados do século XIII, os meios de transporte naval eram pouco mais que rudimentares, na altura e, assim, pareceria impossível que a pedra tivesse vindo de outros locais, para as Ilhas, por mar. Por terra, dado o isolamento  islenho, também não.
Creio que li, há muito tempo, 2 ou 3 livros sobre o assunto, mas que não avançavam nenhuma credível explicação ou solução para a existência, nesse local, das centenas de estátuas de pedra lá erigidas. O mistério ficou assim por resolver.
Ora, hoje de manhã, no Expresso-online, deparo-me com o pomposo título: Resolvido enigma das estátuas gigantescas da Ilha de Páscoa. Rejubilei! Ia finalmente conhecer a explicação do mistério. Depois, foi a desilusão total. Que "uns arqueólogos norte-americanos", que "junto a fontes de água doce", que na "revista Plos One", que "de terras férteis para culturas agrícolas, como a batata doce"... Sobre como a pedra, de que foram feitas as estátuas, lá fora parar: NADA! A montanha (título) tinha parido um rato (notícia vaga, sem a concreta explicação).
É assim que o jornalismo irresponsável e rasteiro engana e ilude o pagode com títulos bombásticos e apelativos.
Por isso, o mistério continua...

quarta-feira, 28 de março de 2018

Mistérios


A Amazon.com, Ashton visitou, hoje, o Arpose (até agora) por oito vezes. Cerca de 1/4 do total das visitas, é obra! Ou obsessão.
Será que a Cambridge Analytica resolveu criar um pseudónimo? Isto, com anglo-americanos, nunca se sabe. Já não nos bastava a NSA e a suja promiscuidade do sandeu do Zuckerberg, a aproveitar-se da ingenuidade inocente dos clientes do Facebook...
Seja como for, aqui fica um esconjuro.