Mostrar mensagens com a etiqueta Miss Tolstoi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miss Tolstoi. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de julho de 2013

Para Miss Tolstoi, in extremis...

Eu sei que ainda faltam 3 horas, Miss Tolstoi, para acabar o dia. Por isso, ainda é próprio o Arpose, através de Schubert, enviar-lhe os parabéns.
A benefício de atenuantes, este dia modorrento põe a memória um pouco sonolenta ou quase adormecida. Felizmente que eu tive um sobressalto, de estima, no meio da modorra. E aqui venho, também, desejar-lhe um bom ano e um resto óptimo de dia de aniversário. Que conte muitos!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

quarta-feira, 13 de julho de 2011

No aniversário de Miss Tolstoi, com estima e parabéns



The Smile
(Her Word)

Não gostei da forma como ele se foi embora.
Aquele sorriso! Não veio de ele estar contente.
Mesmo assim sorriu - viste? - tenho a certeza.
Talvez porque lhe demos apenas pão
e o infeliz se apercebeu que eramos pobres.
Talvez porque permitiu que lhe dessemos
daquilo que tinhamos, o que ele podia levar.
Talvez se tivesse divertido por sermos casados
ou sermos muito jovens (e lhe deu prazer
imaginar-nos velhos ou já mortos).
Ponho-me a pensar até onde ele terá ido, longe, pela estrada.
E acho que nos está a ver, dos bosques, como se lá não estivesse.

Robert Frost

quarta-feira, 23 de março de 2011

(Uma) Osmose (14): diferente ( e tolstoiana)

Às vezes, atravessam-se-nos coisas diferentes vindas de partes diversas, como se houvesse um comum-colectivo que, por um pequeníssimo pormenor, nos une. Ou talvez, apenas, porque ouvimos uma frase que esquecemos no turbilhão do dia mas, à noite, regressa, intensa e insistente, percutiva, no silêncio, à nossa memória. ( Começa agora a Osmose:)
Havia nela um medo escondido, apesar da coragem, da frontalidade e do desassombro. E, também, da beleza. E, há que dizê-lo, em benefício de inventário: um passado, um tímido ideal muito discreto, e um futuro. Felizmente, quase sempre, há uma criança esquecida e silenciosa, dentro de nós. Que pode invocar os seus direitos, aliás, legítimos.
para Miss Tolstoi.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frost, para Miss Tolstoi


My November Guest

A minha pena, quando ela está comigo,
É que pensa que estes dias chuvosos e cinzentos
São tão belos quanto podem ser os dias;
Ela gosta destas árvores lisas e despidas;
Passeia nas veredas dos prados encharcados.

O seu prazer não me deixa sossegar.
Ela fala e eu resigno-me a ouvir:
Fica contente que as aves tenham partido,
Alegra-se que o cinzento se tenha transformado
Em prateado, agora, que a neblina sobe.

As árvores nuas, desoladas,
A terra desvanecida, o céu pesado,
As maravilhas que só ela vê,
Julga que eu não dou por elas,
E humilha-me com isso.

Não foi ontem que aprendi
O amor pelos ermos dias de Novembro
Pouco antes de chegar a neve,
Mas seria inútil eu dizer-lho,
Assim será melhor para sua exaltação.


Nota: foi Robert Frost (1874-1963) que disse: "Poetry is what gets lost in translation". Mesmo assim, eu gosto de arriscar E desafio as sábias palavras do Poeta americano, porque tinha um compromisso interior comigo mesmo, de traduzir, para português, este poema (de que gosto), desde que Miss Tolstoi, amavelmente, o transcreveu num comentário (7/1/2011) que fez no Arpose. Que me perdoem a veleidade, quer o poeta Frost, quer a Miss Tolstoi. Prometo não prevaricar muitas vezes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Para Miss Tolstoi, na sequência de um seu comentário





Aqui ficam o esboço e retrato de Thomas Moore, feitos por Hans Holbein; e a fotografia do actor inglês Lawrence Olivier, para cotejo. Na sequência do poste anterior e de um comentário de Miss Tolstoi.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Para LB, no seu Prosimetron, e por se recusar à dança


Dos "Elementos da Civilidade,..."(1788), que tenho vindo a citar (vide Civilidade), respigo este pequeno excerto, com estima, para Luís Barata, a propósito dum comentário "cunhalista" que fez à Miss Tolstoi.
"...Quando vos convidarem para dançar, deveis ir ao lugar, onde se principia a dança, fazer as cortezias, e não sabendo dançar, desculpar-vos-heis, com o pouco uso, que tendes feito da dança, ou dizendo que ha pouco tempo, que principiaste a aprender, ou que não tendes tido occasião de tomar mestre: deste modo acabadas as cortezias, ireis guiar a Senhora ao seu assento, e logo fareis cortezia a outra Senhora, para a convidar a vir fazer as cortezias comvosco, por não desfazer a ordem do baile. ..."

terça-feira, 13 de julho de 2010

O'Neill, sempre! (com destino eslavo[ aniversariante?])



já não é hoje?
não é aquihoje?

já foi ontem?
será amanhã?

já quandonde foi?
quandonde será?

eu queria um jázinho que fosse
aqui já
tuoje aquijá.

Alexandre O'Neill
(1924-1986)

P.S.: para Miss Tolstoi, com um ramo de louros o'neilliano, e parabéns!