Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel de Cervantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel de Cervantes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Efemérides


Passa, hoje, o que se convencionou chamar Dia Mundial do Livro, a pretexto da celebração da morte de William Shakespeare (?/4/1564 - 23/4/1616). Um dia antes (22/4/1616), que fora, e Miguel de Cervantes poderia servir de patrono.
Se, para a civilização ocidental, quando se diz o Livro, se quer significar a Bíblia e, porventura, para o Islão, o Corão, para nós portugueses, o símbolo maior teria que ser de Camões, Os Lusíadas. Quanto a efemérides, cada qual escolhe a sua.
Convencionalmente...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Livro raro?


De uma informal conversa  do novel ficcionista com a Revista Estante (FNAC), fiquei a saber que ele não frequenta alfarrabistas. Está no seu pleníssimo direito, evidentemente. Mas diz que tem uma obra particularmente rara na sua biblioteca: um D. Quixote de La Mancha, dos anos 60, escrito em espanhol.
Mais de 350 anos depois da edição original (1605-1615) do livro de Cervantes, em castelhano, que edição será esta, assim rara? Fac-similada? Luxuosamente ilustrada, e por quem? Com tiragem numerada de poucos exemplares?
Fiquei curiosíssimo...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Desabafo (21)


De quando eu era pequenino, tenho na memória alguns episódios pitorescos e ingénuos, que me fazem considerar, agora, ter sido uma criança imbuída de princípios que se poderiam considerar típicos - quando hoje os penso - de um defensor estrénuo dos fracos e oprimidos. Com essa atitude épica, muito cristã, cheguei a correr alguns perigos físicos, menores. Mas quem sabe o que é a prudência e a complacência, burguesas, na infância?
É certo, e com atenuantes com que agora me defendo, que eu já tinha lido O Quixote, numa versão resumida, e me tinha emocionado com O Orlando, de Ariosto, lido em quadradinhos. Por outro lado, eram tempos de Guerra Fria e de coboiadas, em que o Bem havia sempre de triunfar do Mal, por invenção ou intervenção divinas, ou de algum realizador americano de cinema. E as almas núbeis ficavam, tranquilamente, na paz dos deuses, ainda existentes. Porque, depois, chegaram o Nietzsche e o Sade à minha vida. Para não falar do Tarantino ou do Buñuel.
Porque, hoje, tenho já muito pouca paciência para pactuar com a imprevidência estúpida, a carneirada mental e com a burrice arrogante. Até mesmo para com a beleza pura, sem miolos. De alguns adultos.
Hoje, que é o  Dia Mundial da Criança.

sábado, 23 de abril de 2016

Bibliofilia 133


Toda a arte é feita dum ponto de vista. Toda a história é feita dum ponto de vista. Toda a crítica é feita dum ponto de vista. E, em cada momento, há arte, há história, há crítica de pontos de vista contrários. ...

Quando li estas palavras iniciais do livro "Ensaios de Domingo", de Mário Sacramento (1920-1969), disse para comigo: este homem fala no comprimento de onda do meu tempo. Ou seja, com a linguagem da época de formação do meu sentido crítico. E fiquei satisfeito por ter comprado a obra que, hoje em dia, já não é muito frequente aparecer à venda, nos alfarrabistas. Por outro lado, esta forma de abordar escritores e literatura já não se usa. Porque as recensões que aparecem (ou são encomendadas...), são de água chilra ou "em forma de assim..." Para, acriticamente, incitar à compra indiscriminada dos desprevenidos leitores, de obras de duvidosa qualidade.
Médico e ensaísta, Mário Sacramento, nascido em Ílhavo, distinguiu-se sobretudo pela oposição coerente que manteve, sempre, contra a ditadura estadonovista. E pela forma apurada como exerceu o seu magistério crítico, distinguindo, apontando e separando o trigo do joio, nos livros que foi lendo ao longo da sua curta vida exemplarmente cívica.
O livro, que tem aposta uma dedicatória manuscrita, comprei-o recentemente num alfarrabista de Campo de Ourique, e dei por ele 5 euros. Está em muito bom estado e é uma primeira edição (1959), mas creio que veio a ter uma segunda tiragem. Pena é que, nos dias de hoje, o nome de Mário Sacramento seja conhecido por tão pouca gente.

Anote-se que se celebra hoje, dia de aniversário das mortes de Shakespeare e de Cervantes (em 1616), o Dia Internacional do Livro.

domingo, 29 de março de 2015

Citações CCXXXI

O papel mais difícil numa comédia é o do bobo, e essa parte não deve ser entregue a um simplório qualquer.

Miguel de Cervantes (1547-1616).

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Retrato de Cervantes por ele próprio, e em palavras


É axiomático que não somos bons juízes em causa própria, porque haverá sempre alguma benevolência na forma como nos vemos, seja através da pintura, seja por palavras. Mas um auto-retrato será sempre um testemunho importante, para não dizer: essencial. O auto-retrato de Cervantes (1547-1616), que irei transcrever, integra o prólogo de "Las Novelas Ejemplares", tinha o escritor espanhol cerca de 66 anos. O retrato, em imagem, que dele fez o pintor Juan Juarégui y Aguilar (1583-1641), é mais temporão, porque foi executado cerca de 1600, era o autor de "Don Quixote de la Mancha" ainda cinquentenário.
Seguem as palavras cervantinas:
"Aquele que aqui se vê com rosto aquilino, cabelo castanho, sobrancelhas lisas e regulares, olhos vivos, e nariz arqueado, mas bem proporcionado, barba prateada, embora alourada não há ainda vinte anos, bigode largo, boca pequena, dentes sem importância, porque só lhe restam seis e, mesmo esses, em pobre condição e pior implantação, porque não correspondem uns com os outros, o corpo entre os dois extremos, nem muito comprido nem pequeno, embora de compleição mais para o alto, mais branco do que moreno; algo pesado de ombros e de pés não muito ligeiros; isto, diria eu, que é o retrato do autor de "Galatea" e de "Don Quixote de la Mancha". ..."

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Recomendado : vinte e sete



É uma equipa de luxo, ora vejam: Cervantes, Drummond, Portinari - vai por ordem alfabética (qual deles o mais alto?). A matriz é o Quixote, as 21 glosas são de Drummond de Andrade, as ilustrações do mestre Portinari. Prazer para a vista e leitura, oferenda mimosa de um Amigo.
A edição, de Abril de 2005, é da editora homónima, e de fino gosto. Recomendadíssimo!

com grato reconhecimento a H. N..

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Leituras Antigas XV : Cervantes e Mário Domingues



Os dois livros, cujas imagens de capa se reproduzem, fazem parte da minha memória e imaginário infanto-juvenil. Devo tê-los lido no início dos anos 50. O "D. Quichóte de la Mancha..." deve ter sido impresso na década de 40, pela Empresa Literária Universal (Rua da Hera, 17 - Lisboa), e custava Esc. 7$00. É uma versão condensada e abreviada do grande Clássico espanhol, de Miguel de Cervantes (1547-1616). O desenho da capa é da autoria de Silva e Souza.
"A vida grandiosa do Condestável" (1954?, a segunda edição é de 1957), por Mário Domingues, foi publicado pela Edição Romano Torres, e custou Esc. 15$00. Da mesma série (histórica), tenho ainda "O Infante D. Henrique" e "O Marquês de Pombal", todos escritos por Mário Domingues, dinâmico divulgador cultural dessa época. Nuno Álvares Pereira foi um dos meus (poucos) heróis, idealizados, da infância-adolescência.