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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Civilização e barbárie, o seu a seu dono

 

A coluna semanal de António Guerreiro na ípsilon do jornal Público contém sempre, ao fundo, uma espécie de P. S., em que o cronista comenta um dito anterior de um publicista; este último, de Miguel Sousa Tavares.
Esqueceram-se ambos, provavelmente, de referir que o tema já tinha sido abordado, de forma competente e mais aprofundada, aqui há alguns anos atrás, pelo ensaísta George Steiner (1929-2020).

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Algumas palavras de ontem, sobre jornalismo e redes sociais


A reflectir:

A tal cobardia anónima é, fatalmente, a primeira tentação irresistível: ofender, insultar, mentir, caluniar, difamar, inventar sobre o outro a coberto do anonimato, podendo tudo dizer sem nada arriscar, deve ser uma verdadeira catarse. A seguir vem o exibicionismo (a par do correspondente voyeurismo, para o qual existem os exibicionistas) e a noção de que se é tão importante quanto se expõe a vida aos outros, por mais idiota que ela seja.
...
A coragem das multidões é facílima, a sua cobardia é inevitável. Nas redes sociais este saudável exercício de ajuste de contas com tudo e mais alguma coisa está ao alcance de um simples teclado de computador...
...
Hoje, assistimos à morte acelerada do jornalismo às mãos daqueles que na sombra descobriram como manipular o sinistro algoritmo capaz de controlar os milhões de brothers das redes sociais.

(os extractos transcritos foram colhidos na crónica de Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 16/3/19).

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A insustentável leveza do feicebuque


O uso arbitrário das palavras, ou o seu abuso, é uma das marcas do nosso tempo. Basta referir o uso imoderado do verbo adorar, para expressar, por tudo e por nada, o gosto impensado por alguma coisa. O jargão Adorei! tornou-se uma banalidade insignificante que, de tão repetida, já não quer dizer nada. Ou vale pouco. Mas há mais...
Miguel Sousa Tavares e Günter Grass põem alguns pontos nos is. E muito bem, do meu ponto de vista.


com agradecimentos a JQ, no seu Indícios.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Coincidências


No mesmo dia (hoje), de três locais diversos (Jornal de Negócios, Revista ípsilon, jornal Público), três articulistas de quadrantes políticos diferentes (António Guerreiro, Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares) debruçam-se sobre a pálida figura que se alberga, temporariamente, no Palácio de Belém. Num tom mais ou menos sério, de forma mais ou menos inteligente. Mas, curiosamente, com um mesmo sentimento.
Deixo aqui, em imagem, o texto (de António Guerreiro, na ípsilon) que me parece mais bem articulado. Bastará clicar sobre a imagem, para a aumentar, e ler.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A ingenuidade dos sonhos infantis


Ontem, ouvi numa entrevista, Miguel Sousa Tavares contar que, quando era pequeno, o seu primeiro desejo, e sonho, era ser padre. Confessou, logo a seguir, que gostava muito de falar e que o ouvissem. Na infância, sermonava para as irmãs, com gosto, sempre que podia. Depois, o seu sonho era, quando fosse grande, tornar-se jornalista. E esse desejo realizou-o, e bem.
Hoje, no "Le Monde" de 9/3/12, li que Herta Müller (1953), escritora romena de língua  alemã e prémio Nobel de 2009, sonhava em criança vir a ser cabeleireira, quando fosse grande. O sonho não se realizou, e ela acabou por ser escritora. Herta explicava, pragmaticamente: "Eu queria vir a ser cabeleireira. Mas era impossível. Os salões de cabeleira interessam demasiado aos serviços secretos. São locais de influência". É preciso não esquecer que Herta Müller fala da Roménia do tempo de Ceausescu. Só em 1988 é que se fixou na Alemanha.