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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Migrações


Creio que haverá abundante bibliografia sobre a emigração portuguesa. Explicando, sociologicamente, esse fenómeno que teve particular incidência e intensidade, sobretudo nos séculos XVI, XIX, XX, e que no presente século XXI, infelizmente, voltou a ter evidência, por motivos negativos que são amplamente conhecidos. Nos últimos três séculos, a França foi um destino marcante.
O último L'Obs (nº 2656) dedica duas páginas à emigração para França, de 1893 a 2015, com um significativo acervo fotográfico, a ilustrar o texto. Reproduzimos, em imagem, a segunda página, em que Portugal, ou os portugueses, aparecem em lugar destacado, ao fundo, do lado esquerdo, com a indicação do ano de 1965. Agora, de algum modo, são outros os destinos, para os portugueses...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vontade política e solidariedade europeia


Tenho de confessar, à puridade, que quase já me sinto incapaz, do ponto de vista de resistência humana, para assistir em jornais televisivos ou para ler, em jornais, artigos e reportagens sobre  mais mortes e tragédias de migrantes no Mediterrâneo.
O chutar da bola entre vários dos governos europeus, o negócio de ciganos, quanto a quotas de recepção de refugiados, por parte de alguns primeiros-ministros (o nosso, por exemplo, que é casado com uma guineense) deixa-me perplexo e quase revoltado.
Não quero exceder-me em considerandos, mas gostaria de lembrar alguns factos em que Portugal foi protagonista. Durante a II Grande Guerra, um número considerável de refugiados passou por cá. Alguns, aqui se fixaram, sem problemas. Entre 1945 e 1950, cerca de 1.000 crianças austríacas vieram e foram acolhidas por famílias portuguesas. Em Coimbra, e nos anos 60, tive um casal de austríacos como colegas universitários, que fizeram carreira académica notável. Entre 1974 e 1975, Portugal recebeu cerca de 500.000 retornados das ex-colónias, cuja integração se fez de modo quase exemplar, embora gradual.
Dirão alguns que eram outros tempos e outras gentes - é uma forma cínica de ver as coisas, uma maneira egoista de assobiar para o lado, na minha opinião. De qualquer forma, segundo as previsões, mesmo sem solidariedade, a Europa será um continente de mestiços, em 2050. Não vale a pena tentar iludir a realidade e o futuro. Era muitíssimo mais realista e clarividente prepará-lo, simplesmente.