Mostrar mensagens com a etiqueta Merkenich. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Merkenich. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Foi assim, ontem

 


Lá longe, em Merkenich, ao cair da noite.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Uma rosa de...

 

...Inverno, que veio de longe, para quem a mereça.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... 200

 

A meio caminho entre Merkenich e Leverkusen, este girassol de rosto humano, parece sorrir para quem passa.
(No Dia Mundial da Fotografia)

domingo, 1 de junho de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... 196

 


Terá sido assim, há dias, este pequeno almoço renano e abundante, na presença do felino entediado que, pelo traçado do olhar, costumam apelidar de Schlafzimmeraugen. Ou seja: olhos de quarto de dormir...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Mercearias Finas 207

 


As nozes chegaram cá a casa, ainda neste passado Janeiro: estão caras, mas são boas.
Das nogueiras lembro-me das duas de Merkenich, plantadas por um antepassado de HMJ, e que eram para, crescendo, vir a ser fabricada a nova mobília doméstica, com madeira fina e nobre. Perdeu-se no entanto a intenção pelo caminho, mas os frutos secos foram sendo produzidos todos os anos para prazer da família. Também me recordo das nogueiras vimaranenses da Inha e do seu quintal campesino. Bem como dos boníssimos bolos de nozes que ela fazia, para nos deliciar, ao lanche.
As recentes e sobrantes estão agora na cozinha à guarda do metálico cão quebra-nozes que, há mais de 60 anos, cumpre bem o seu serviço mandibular.

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Uma fotografia, de vez em quando... (189)

 

Manhã cedo, Merkenich com diáfana neblina junto ao Reno, dois vagos cães, à esquerda, e a que falta a cuidadora. Ao longe, a igreja de Sankt Brictius, predominante.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Panteísmo e política, uma miscelânea a despropósito


Anda por aí um partido, sem ideologia que eu saiba, oportunista e vago de ideais, mas que aproveitou bem o nicho português da causa, que estava vago, para conquistar terreno e eleitores nessa amálgama  de gente lusa que faz manifestações por tudo e por nada e segue, fanaticamente, aquela adolescente sueca e autista, que é filha de boas famílias e se arrisca, com grandes probabilidades, ao Nobel da Paz (depois de Dylan, na Literatura, o que é que poderemos esperar?).
Bem fez o nosso simpático e realista Jerónimo que pôs Os Verdes com dono e a render, ao empurrar a estridente Heloísa para a difícil conquista de Leiria, nas próximas legislativas. Esse partido, pioneiro em terras lusas, nunca foi capaz de ganhar espaço nem implantar bandeira efectiva nas questões do Ambiente. Veio assim um Silva de nenhures, um pouco bronco e limitado no pensamento, primário e populista nos discursos, a ocupar o  terreno vago, com a sua tenda de acampamento verde. Burro não é ele, mas gosta de animais.
Embora, se calhar, nunca tivesse lido Baruch Spinoza, nem seja particularmente panteísta...
Mas passemos a outro assunto, em sequência.
Tenho para mim, embora sem fundamentos de absoluto rigor, que o panteísmo teve, desde há muito, como pioneiros europeus e terrenos de eleição a Grã-Bretanha e os Antigos Estados Alemães. A mera agricultura e subsistência subiu neles cedo à prática idealista de uma filosofia e de uma exigência de vida e respeito pela Natureza. Adiante.


Ora, uma nossa amiga, que vive numa pequena aldeia nas proximidades de Colónia, encontrou na rua, quase ainda implume e caída do ninho, uma pequena pega (-rabuda? pernilonga?) piando, abandonada.
E, embora essas aves tenham associada uma certa má fama de ladras e destruidoras de ninhos e ovos alheios, logo a recolheu caridosamente e a levou para casa, onde já tinha duas pombas. Uma de asa quebrada, outra, de pata partida, assim fazendo jus ao intrínseco sentimento panteísta dos lídimos alemães. Só que agora tem um trabalho acrescido todas as duas horas, porque as pegas são muito vorazes e esta está a crescer (normalmente, chegam ao comprimento de cerca de 45 centímetros). E a nossa amiga, pontualmente, tem que lhe dar de comer ou ela reclama, de forma estridente...



quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Sobrevivência e adaptação


Improbabilíssimo, este bando de Alexandersittiche fixou-se e foi procriando em Merkenich, pequena aldeia próximo de Colónia (Alemanha) e à beira do Reno. Já os vi por diversas vezes, fazendo pequenos voos, em grupo algo ruidoso, de árvore para árvore, mas no Verão. Originários do Sul da Ásia, algum casal destas aves se terá escapado ao aconchego doméstico da casa dos donos, tendo-se adaptado à aventura da liberdade, apesar dos rigores adversos do clima germânico. Hoje, em Merkenich, já atingem cerca de duas dezenas de exemplares voadores, insólitos locais.
Chamam-se, em Portugal, Papagaios Alexandre (Psittacula eupatria) e até há quem os venda (em Torres Vedras) a 200 euros, cada.
Pois, a nossa amiga R. J. decidiu hoje, e bem, mandar-nos uma fotografia dos pássaros tropicais, empoleirados numa árvore de Merkenich, em pleno rigor de um nevão de Janeiro. Orientais, de origem, habituados a climas bem mais amenos, como sobreviveram e sobrevivem é que eu não sei dizer...

domingo, 23 de dezembro de 2018

Recuperado de um moleskine (32)


Nos últimos dias, impetuosamente, o Reno subiu mais 6,80 metros e o Mosela, ultrapassando-o, 9. As águas já lambem as bermas das estradas, por causa das chuvas diluvianas oriundas da Floresta Negra. Nascem pequenas ilhas irreais, aqui e ali. E a viagem, pela marginal, até parece fazer-se de barco.
Três pombas, um corvo, duas rolas nervosas e uma pêga terão sobrado da arca e procuram um lugar seco onde pousar... Um homem, no caiaque, tenta contrariar a corrente do Reno, com gestos aflitivos ou, pelo menos, desordenados. Só um grupo de patos selvagens assume, em tudo isto, uma postura  calma e quase normal.
Como eu, depois, dentro do metropolitano aquecido me encaminho, já tranquilo, para Colónia.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Recuperado de um moleskine (30)


... em discretos pés de lã, mal pressentidos, os pequenos felinos silenciosos inspeccionam os recantos, vigiam o seu próprio espaço, assegurando a sua posse, e deslocam-se, subtis, por toda a casa. Mais raramente há um arrufo entre eles, com ameaça levantada de patas em que as unhas se descarnam como lâminas afiadas.
A Miki vem recolher dos humanos, ciclicamente, algum afago, ou com blandícia vem rodear e roçar as nossas pernas, de rabo alçado como se fora uma cobra vertical em contorções medidas. De todos, só Il Divo (assim o nomeio, para mim) totalmente nos ignora, olímpico e distante. Assumindo uma postura altiva e imponente, a que o seu pêlo angorá, e a enorme mancha branca, no peito, dá contornos de juba leonina em miniatura. Domésticos e domesticados, quase nunca miam.
Só o ruído longínquo da tempestade, se se repetirem os trovões, poderá perturbar a sua segurança altiva, transformando-os, por momentos, em simples gatos ansiosos, possuídos pela desordem das emoções, a que nem a presença dos humanos dá qualquer serenidade animal, em relação à Natureza.
Eles lá saberão porquê...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Balancete de um Dezembro heterodoxo


Evitando convocar, para aqui, John Lennon, imagine-se:

- um céu cinzento que nada promete.
- a morrinha galega de Rosalía, que polvilha a rua e os caminhos, por onde andamos.
- 9 (ou 11) periquitos Alexandre, formando uma colónia inesperada e alacre, numa aldeia à beira Reno.
- uma jovem empregada simpática, mas indiferenciada e ignorante, num quiosque de Koblenz, que nada sabia de revistas estrangeiras, nem sequer onde estavam arrumadas, nos escaparates.
- a recordada memória de 8 gatos (Miki, o pomposo "Il Divo" - que assim lhe chamei -, o Santos...), mais a Rita, muito vivaz rafeira que veio do Brasil. E  ainda 7 porcos-espinhos, quase prontos a hibernar.
- mais o ganso assado com couve roxa, mais um Primitivo tinto, italiano, ontem à noite, servido pelo Mario, croata que mais parecia italiano, na sua loquocidade gesticulante, e que, pelo seu aspecto físico, passaria muito bem por filho de Bashar al-Assad, na sua vera imagem.
- duas ou mais grappas, de Barolo, Chardonnay, Muscat, distribuídas por estes 3 dias, para acalentar o desconforto, relativo, de longes terras, e escrevinhar com gana estas notícias renanas, que por aqui deixo.

E agora acrescentem a personagem invisível do desesperado Blogger a escrever um poste, evitando o til e outros preciosismos ortográficos lusos, que o soberano computador renano, ostensivamente, ignora...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O ralo estreito das escolhas pessoais


De vez em quando, mas muito raramente, um nome novo passa no meu crivo. Se quanto a pintores, os últimos a ganharem preferência (há 15?, 20 anos?) foram Turner e Hockney, os realizadores de cinema também não têm aumentado, muito, ultimamente. O mais recente, talvez tenha sido Tornatore, depois de Sorrentino e Moretti, na minha parca lista de favoritos de referência. E, quanto a escritores de policiais, já fechei o círculo restrito, em que ocupam lugar de honra S. S. van Dine e Simenon. Porque, com a minha idade, é salutar não perder tempo com frioleiras que nada trazem de novo e, por isso, tento exercer o meu sentido crítico com rigor austero.
Claro que não sou imune a nomes que se repetem freneticamente nas páginas literárias - quanto a escritores - e que são aconselhados por recenseadores sérios (críticos é que já não há...). Mas basta-me folhear, numa livraria, alguma obra muito falada, para tomar posição definitiva sobre um autor. Raramente me deixo impressionar com a moda. Muito menos, por esses enxames de (falsos) blogues, em que algumas domésticas (a soldo de editoras) e mulherzinhas, com vocação de costureiras, tecem loas altíssimas a obras pindéricas, normalmente mal escritas, publicadas por núbeis ou velhos "suspeitos do costume"...
Para mais, estamos a atravessar a época natalícia das miragens, com recomendações equívocas e fraudulentas de vinhos, livros, filmes e quejandos, de qualidade muito duvidosa. Acresce o facto de eu precisar de levar para longe, comigo, alguns livros (3?) que me acompanhem de entretém mental, nesse país distante onde, por esta altura, neva, e em casa alheia. Lembro-me que, de uma vez, me fiz escoltar de Vergílio Ferreira, Steiner e Xavier de Matos, para uma aldeia renana, a que se juntou um livro de René Char, comprado, depois, em Liége. E bem. Que a escolha foi avisada!...
Por agora, vai curta a selecção e próxima a partida, e tinha apenas para levar Pátria apátrida, de W. G. Sebald (1944-2001), autor alemão que recentemente passou na inspecção apertada do meu crivo de referências. Deus me inspire a descobrir mais dois ou três livros, para levar e ler! O que vai ser difícil e um bico de obra, no já pouco tempo que me resta, para seguir viagem.
Mas, hoje de manhã, lá consegui descobrir na (Livraria) Escriba, mais uma obra que promete, muito bem traduzida por Aníbal Fernandes. E de uma editora alternativa (sistema solar) que, como vai sendo hábito, as páginas literárias conceituadas nem sequer falam...


segunda-feira, 6 de março de 2017

Sinais aéreos


... As pombas andam em bandas,
voam grous postos em az;...

                                                                                            F. Sá de Miranda, in Écloga Basto 


Diz-nos a nossa amiga Ruth, ao enviar-nos a surpreendente fotografia, que a passagem dos grous nos altos, mas ainda frios, céus de Merkenich, anuncia garantidamente a próxima chegada da Primavera.
Eu contei 139 das aves pernilongas migradoras, mas posso ter-me enganado em 1 ou 2, a menos...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cores


Daí se dizer, talvez, que o azul é uma cor fria...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A caminho do Reno


Recuadas na memória tenho imagens minhotas de pequenas poças cristalizadas, nas manhãs frias do pico e rigor do Inverno. Mas era uma capa finíssima que estilhaçava, como mica transparente, à menor pressão do meu sapato, quando descia ao quintal. E donde a água se libertava e adquiria a sua consistência natural - líquida.
Nada que se compare, porém, à solidez e beleza das fotografias das poças semi-geladas renanas, que uma amiga nossa, afectuosamente, nos enviou.


Entre a pequena aldeia de Merkenich e o curso natural do Reno, há um pequeno território onde não se podem construir habitações. Mas onde se podem, na Primavera e Verão, cultivar couves, tomates, batatas, abóboras, porque a terra é úbere e generosa. Mas, agora, a terra está dura, enregelada, imprestável para produzir. E foi nos seus sulcos que se criaram estes singulares e estranhos arabescos, que a Ruth nos mandou, em fotografia, para avaliarmos o rigor deste Inverno alemão de 2017, na região de Nordrhein-Westfalen.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

O quintal-bonsai


Conheci alguém que se sentava, ao fim da tarde, num banco de madeira, a contemplar, com delícia provável, o progresso da Natureza e o resultado do seu trabalho, na pequena horta familiar. E, vê-lo assim em contemplação silenciosa e feliz, fazia-me recordar a velha fotografia emblemática de Alexandre Herculano, em Vale de Lobos, derreado aparentemente, e sentado num cesto vindimeiro, em abandono relaxante, depois do trabalho agrícola. Convém lembrar que o nosso grande historiador produzia, na sua quinta, o melhor azeite português, na altura.
A Norte, no minifúndio secular, o meu quintal de infância era minúsculo: couves tronchas, alguns tomates, ameixas vermelhas deliciosas que, quando a árvore secou, foram substituidas por limões (...fruto de inverno/ por onde passa/ o verão.), escassas alfaces tenras, porque o terreno era muito limitado, embora fosse tratado com zelo exemplar por minha Mãe e pela sacrificada Maria.
Agora, ainda é menor o espaço, mas as emoções não se alteraram muito. Ao ver estes poucos e pequenos, lindos tomates, as pequenas azeitonas a crescer, os três limões rugosos, na varanda a leste, posso afirmar, sem vergonha nenhuma, que me sinto feliz.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Regressar, pouco a pouco


Reaprender o acender das luzes, quando se muda de casa, é essencial, como um cego adivinhar os interruptores da alma, em lugares diversos.
Finou-se, entretanto, a rosa de 36 pétalas, que pensei que durasse até Dezembro. Mas, no jardim de R. J., em Merkenich, o azevinho já tem pequenas bagas brancas e amarelas. Pelo Natal, vermelhas, como em Portugal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Novembro, 22

Por entre o canto rouco das gralhas, corvos e pegas que, por aqui, as pombas pouco aparecem, as folhas de Outono atapetam as ruas húmidas e frias. Castanhos matizados, verdes desbotados, brancos sujos e amarelos predominantes. Mas há um pequeno Sol tímido que iluminará as cerimónias, daqui a pouco. E, depois, em Antuérpia, devem aparecer as gaivotas, que o Reno, por agora, nem sequer trouxe às margens.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A rosa


Os pássaros pareciam desaustinados, pelo vento forte e gelado, em voos descordenados e caóticos, paralelamente acompanhados, da terra, pelos gatos que pareciam perseguir-lhes as sombras fugidias, em saltos felinos, pelos canteiros desvastados e húmidos de orvalho.
Mas a rosa senhoril, enorme e perfeita, quase rubra, presidia imperturbável no centro da mesa interior, na sua jarra alta e, apesar de colhida há já dois dias, mantinha a compostura e beleza inicial. Pus-me a contar as pétalas: e eram 6, cada vez menores, em 6 círculos concentricos, que se iam fechando sobre os estames interiores, pouco visíveis. Eram, portanto, 36 pétalas, numa simetria que, embora natural, tinha qualquer coisa de divino, na sua totalidade rigorosa.
Sabia como as rosas naturais eram "difíceis em Dezembro". Talvez esta, por ser perfeita, possa chegar até lá. E eu ainda estarei cá para ver, se ela resiste, na sua grande beleza.  

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Gatos, gansos e panteísmo

Vai o Arpose, cada vez mais, panteísta, porque é difícil ir resistindo ao verde já raro, que tenta subsistir por entre o amarelo predominante e o castanho escuro do que vai morrendo, o ocre da terra e o azul palidíssimo do céu. Porque, depois, além das pegas gordas que pousam no cocuruto dos abetos, sempre verdes, há os gatos, quase sempre presentes. Uns atrevidos (Thom, a quem eu chamo: Rodrigues), outros ronronando sonolentos e misteriosos; e, ainda, a blandiciosa "Molly" que, noutra mais tenra idade, terá sido agressiva e valquiriana, q.b..
Mas tenho, absolutamente, que lembrar os gansos. As suas penas macias e pródigas, que nos aquecem, de noite, em édredons levíssimos,  quase celestiais no aconchego e quentura. E, imperdoável seria, eu esquecer, no dia de chegada, a tenríssima perna de ganso, assada, com a inevitável couve roxa saborosa. Troquei as "Knödel" (uma espécie de pequenas bolas de puré), pelas batatas fritas, que prefiro. E, na dúvida, dos vinhos, atirei-me a uma "kölsch", bem fresca, que o restaurante era "cosy", e estava aquecido, como devia.