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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apontamento 37: As poderosas senhoras e os pobrezinhos



Ontem, um amigo trouxe-nos um jornal francês que aproveitou um "cartoon" de António, anteriormente publicado no "Expresso", com as "pobres" figuras das duas senhoras poderosas reproduzidas acima.
A "lagarta", que costuma apresentar-se com roupagens de alta costura, à francesa", afinou, ultimamente, o seu discurso hipócrita, falando dos "pobrezinhos", coitados, a sofrerem com os programas do FMI. 
A "senhora" Merkel, a quem o António, certamente por deferência, não pôs os soquetes que ela costuma usar mesmo debaixo de vestidos de cerimónia, é conhecida pelos seus casacos "chapa zero".
No entanto, a pretensa sovinice merkeliana vale apenas para os pobrezinhos, já que ela bebe da mesma fonte ideológica da "lagarta".
E, para centrar a questão naquilo que verdadeiramente interessa, nada melhor do que terminar com a brilhante síntese de Viriato de Soromenho-Marques, publicada, hoje, no "DN".


Post de HMJ

quarta-feira, 17 de março de 2010

O leão, a águia, o galo de Barcelos, e a cabra (ou vaca de Míron)





Antes de mais, uma declaração de interesses: sempre fui mais anglófilo do que germanófilo, desde que comecei a pensar, politicamente. Em 1973, quando pela primeira vez fui a Inglaterra, um discurso de Harold Wilson, de cerca de 5/7 minutos, que vi e ouvi na BBC, convenceu-me de como em política se pode ser breve, lógico, verdadeiro e, racionalmente, conclusivo. Infelizmente, Blair com o seu virtuosismo "palhaciano" abalou-me, profundamente, nas minhas convicções pró-britânicas. Esperei muito de Brown, mas tem-me sido uma grande desilusão...
Por outro lado, Kohl ( aquela mão dada com Mittérrand, não me sai da memória!) e, agora, a Sra. Merkel, não sendo do meu quadrante político, têm-me convencido da sua "bondade" pragmática: realismo, solidariedade e razoabilidade de princípios.
Hoje, no "Público", Teresa de Sousa, jornalista que leio sempre com atenção e que, francamente, admiro a tratar as questões europeias, faz a pergunta : "O que quer a Alemanha da Europa?" No que escreve, estou em profundo desacordo, e acho que é a primeira vez em que tal acontece. Então a Alemanha é que tem de pagar os dislates, incontinência, gastos e consumo perdulários de alguns outros países europeus? Será que temos de ter sempre um "paizinho" protector e um guarda-chuva emergente e providencial para a nossa inconsciência e erros?