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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Extravagâncias


É no que dá irmos a um Mercado como deve ser. Para aprender e ver (algumas) novas coisas. E frescas.
A senhora da banca era muito simpática e lá me deu nome ao que eu não conhecia: curcuma.




E ainda me ajudou a identificar a chirovia (ou pastinaca) e a salicórnia.


Que eu antes já passara pela banca da Rosanamar onde me abasteci de uma Merluccius merliccins, daquelas que antes de o ser já o era, com o seu 1kg445, e ainda com o anzol na boca. E onde me deixou saudades um belo Rascasso (Scorpaena Scrofa), a 30 euros o quilo...
Nota pessoal: fora a última imagem, as outras não seguem a mesma ordem do texto escrito. Estão desarrumadas...


sábado, 18 de outubro de 2014

Natureza viva, ou desmontando a instalação


Uma fotografia vale um poste? A minha resposta é não, mas há quem assim os faça. Penso, ao contrário, que há que juntar-lhe palavras. Em tempos de retraimento e recolhimento outoniços, porém, elas não surgem com facilidade. Ensaiemos as diversas opções de "legenda":
1. Eu podia falar do Outono.
2. Podia referir e nomear os frutos.
3. Talvez pudesse juntar à foto, uma catadupa de naturezas mortas (Cézanne, Matisse...) para deslumbrar os visitantes desconhecidos, que ficam quase sempre pasmados com a quantidade das imagens e com a pretensa erudição cultural.
4. Não dizendo nada, eu podia falar, até, de outras coisas...
5. Mas, mais concretamente, posso referir os dados acontecidos, com fidelidade real: a fruteira continha 2 maçãs "riscadinhas" e a bela romã, acabada de comprar, na Ribeira, pela HMJ. Lembrei-me que, numa outra fruteira, havia ainda uma laranja junto de três limões. Juntei a laranja para completar o quarteto, como se um verso final para acabar uma quadra. Depois, pedi a HMJ que tirasse uma fotografia, o que ela fez. Em prol da verdade, teria de dizer que, no frigorífico, ainda ficaram 3 diospiros, bem maduros, que não constaram da fotografia.

Será que terei dito, realmente, alguma coisa? De substancial - quero eu dizer...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Da Ribeira para a mesa


Da Ribeira se chama, porque na margem direita do Tejo, e quase cheira a mar, numa sinestesia de sal, de feios (mas sempre saborosos) tamboris, até aos insólitos e assimétricos peixes-galos, de olhos esparramados, mas muito frescos. Violetas não as havia, mas havia um lindo pé de orquídeas brancas, de interior, e um pequeno vaso de cravinas que, na sua humildade, são sempre pródigas em florir. E da broa  de milho, enorme, gretada pelo forno a lenha, trouxemos um pequeno quarto, que irá fazer companhia aos bifes de atum de cebolada. O Pegões, branco e encorpado, há-de completar o trio magnífico, como manda a lei.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mercearias Finas 79 : da Ribeira


Não era La Boqueria, mas lembrava, apesar de mais recto e pombalino no traçado geométrico interior. A Teresa tinha a banca pequena bem fornida e a preços tentadores: o polvo, que este ano tem sido generoso a deixar-se apanhar, anunciava-se a 7 euros, os salmonetes e o linguado estavam classificados a 18. Mas fomos no atum, que estava fresquíssimo também e que, de cebolada, foi um pitéu dos deuses, banhado por um Arinto bucelense, Prova Régia, do ano que passou.
A senhora da Padaria, em bata imaculada, rilhou com a faca serrilhada, à minha frente, um bom naco de broa de milho, apetitosa, sobre a banca. E na mercearia, que faz esquina com a 24 de Julho,o empregado fatiou-nos, solícito, um salpicão róseo e limpo de gordura, para saborearmos logo à noite, com a broa.
Não será porventura o melhor de Lisboa, mas o Mercado da Ribeira, neste fim de Outubro luminoso, não precisa de puxar pelos pergaminhos: tem de tudo e de qualidade.