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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As salvíficas mensagens


Quando Jorge de Sena, no início dos anos setenta, se queixava da pequenez do país (Portugal), não se referia obviamente ao território geográfico (ainda havia colónias...), mas às mentalidades medíocres e pequeninas, aos estreitíssimos horizontes dos políticos e a muita da chamada elite nacional.
Não mudámos, entretanto, quase nada. Quando, hoje, vejo e ouço o elegante (e cada vez com menos cabelo) homem de Massamá, por alcunha PM, falar no "regresso aos mercados", como a salvífica panaceia da ressurreição nacional da Pátria, fico aterrado. Até parece que fala de Fátima e de milagres.
Como disse, aqui, há meses, sinto que vou dentro de um táxi totalmente desgovernado. E o motorista ou está bêbado ou é maluco.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Indecência e Ética

Das notícias e das fotos sobre a catástrofe natural que se abateu sobre o Japão, escolhi as duas imagens reproduzidas. A herança genética do passado impede-me a devassa humana e reproduzir rostos de testemunhos num dos momentos extremos da sua passagem pela terra.
Assim o exige a decência mínima de que, mais uma vez e de forma mais revoltante, carecem esses mercados financeiros, cujos "jongleurs" permanecem, para o cidadão comum, na sombra, invisíveis, avançando com uns "rapazitos" para o público ver.
Resta ao cidadão que, segundo Habermas, ainda recebeu uma formação de vontade democrática, pronunciar-se sobre a argumentação desumana do económico e financeiro, agindo, na medida do possível em conformidade.
Com efeito, e tal como recebi há dias, e por mãos amigas, uma informação valiosa sobre negócios de um "Botton" róseo da nossa praça, torna-se imprescindível incluir semelhante "gentinha" numa lista de "devedores" éticos a fim de os evitar compulsivamente num momento de consumo.


Post de HMJ