Quando Jorge de Sena, no início dos anos setenta, se queixava da pequenez do país (Portugal), não se referia obviamente ao território geográfico (ainda havia colónias...), mas às mentalidades medíocres e pequeninas, aos estreitíssimos horizontes dos políticos e a muita da chamada elite nacional.
Não mudámos, entretanto, quase nada. Quando, hoje, vejo e ouço o elegante (e cada vez com menos cabelo) homem de Massamá, por alcunha PM, falar no "regresso aos mercados", como a salvífica panaceia da ressurreição nacional da Pátria, fico aterrado. Até parece que fala de Fátima e de milagres.
Como disse, aqui, há meses, sinto que vou dentro de um táxi totalmente desgovernado. E o motorista ou está bêbado ou é maluco.