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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Medicina e diplomacia

 

Inesperada oferta amiga de dois títulos que, sendo de autores afastados dos meus quadrantes ideológicos, prometem seguramente elegância de escrita e reflexões apuradas.



Acresce ainda que os dois livros ostentam dedicatórias manuscritas dos seus autores, um médico conhecido já falecido e um diplomata ainda vivo.
Agradecimentos a H. N..

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Bibliofilia 181


Terá sido, seguramente, um dos primeiros livros antigos e usados que eu comprei. Com certeza, ainda nos anos 60 do século passado, mas já não me consigo lembrar onde. E é o único livro da área de Medicina, existente na minha biblioteca. Editado no Porto (1756), na Oficina Episcopal do Capitão Pedroso Coimbra, o livro é de autoria do cirurgião Manoel Gomes de Lima Bezerra (1727-1806).
Seria talvez um livro de estudo de medicina e há inscrições manuscritas, pelo menos, de dois anteriores proprietários: Apolinário Domingos Soares e João Ignacio Borges. Este último, cirurgião, que terá comprado O Practicante do Dialogo Chirurgico... em 28 de Junho de 1805, por 260 réis.
A obra tem algumas, poucas, ilustrações, mas bastante toscas ou ingénuas, ao menos.


Quanto ao autor, minhoto, Manoel Gomes de Lima Bezerra, que começou a estudar medicina já tarde (1764), aos 37 anos, na Universidade de Coimbra, é sobretudo conhecido pela conceituada obra (rara), em 2 volumes,  Os Estrangeiros no Lima  (1785-1791), que aborda factos e aspectos da história do Alto Minho. Recentemente, a obra foi reeditada.
Voltando ao nosso volume, de especialidade cirúrgica, encadernado em pele e em razoável estado,  embora algo garatujado nas folhas de guarda, Inocêncio (volume V, pgs. 444/5) diz não ter visto nenhum exemplar. Numa anotação antiga, escrevi que, num catálogo (nº 94) da Livraria Morais, em Abril de 1940, (lote 37136), e com a indicação de "rara", a obra tinha o preço de Esc. 35$00.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Gentilezas da democracia


A notícia vem no jornal Público de hoje.
E eu não faço a menor ideia do que os médicos e anestesistas pensarão deste reality show previsível e futuro, que vai ser permitido e obrigatório a partir do fim do ano de 2017.
Insere-se, aliás, neste exibicionismo despudorado que enxameia as redes sociais e os programas pimbas da televisão mais rasca. Ou no metralhar feroz e acrítico das selfies que o turismo pindérico popularizou pelas ruas da cidade, constantemente.
E será que também se poderão tirar fotografias, nesses blocos operatórios? Só nos faltava mais esta...