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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Interlúdio 58


Estes olhares que se pretendem magnéticos, fatais... Convincentes pelo temor e fixidez obsessiva. Agrários e silvestres, religiosos ou místicos, talvez. Às vezes, políticos, e actualizados de vez em quando. Relembremos a palavra honesta de Jorge Campinos (1937-1993) que, quando António Barreto e Medeiros Ferreira sairam do partido, disse que o PS tinha ficado mais puro.


Nota: Em abono da clarificação deste poste, convém dizer que Jorge Campinos esteve exilado em França, antes do 25 de Abril. Não se exilou na Suiça, nem nos países nórdicos. O facto terá a sua importância, com certeza.

domingo, 27 de março de 2011

Citações LXII : 4 em 1


De uma entrevista, hoje, no jornal "Público", a Medeiros Ferreira (1942), político que não aprecio grandemente, retirei, no entanto, 4 citações que, particularmente, me agradam. Seguem:
1. de Karl Kraus (1874-1936)
- "Quanto mais vejo uma palavra de perto, mais ela me responde de longe."
2. do " Júlio César" de William Shakespeare (1546-1616)
- "Não temo (Marco) António porque ele é alegre, bon vivant, dorme bem e está satisfeito com ele próprio."
3. de Choderlos de Laclos (1741-1803)
- "Je suis mon ouvrage."
4. do próprio Medeiros Ferreira:
- "Não gostava muito do Saramago, nem como escritor nem como director do «Diário de Notícias», no entanto tive por ele uma grande admiração, pela capacidade de refazer um destino."