Não sou um doente crónico, muito menos um hipocondríaco e, ainda menos, um frequentador assíduo dos Seviços de Urgência hospitalares: tê-los-ei utilizado, quando muito, 2 ou 3 vezes durante toda a minha vida.
É provável que a minha saúde, para além de aspectos genéticos familiares, se deva também a bons médicos particulares que tive desde a infância, quando o S. N. S. nem sequer existia.
Mas, hoje, ao contrário do que para aí se apregoa e reclama, sou um defensor estrénuo e absoluto desse Serviço Nacional, que o 25 de Abril nos trouxe. Exceptuando o actual sindicalista-Bastonário dos clínicos portugueses, tenho a louvar Médicos, Enfermeiros e Agentes de saúde que me têm atendido em hospitais públicos, com atenção e eficiência profissional. Dos privados, também não tenho grandes razões de queixa, muito embora o hospital Amadora-Sintra (público-privado), por várias informações e testemunhos de terceiros, me desperte grandes desconfianças pessoais.
Nos últimos tempos, porém, os mídia, na sua quase totalidade, parecem ter-se concertado para denegrir o S. N. S.. Constato, entretanto e com agrado, que a presente Ministra da Saúde, é uma mulher determinada, objectiva e que parece saber o que quer.
E é conveniente lembrar que, com o prolongamento da vida humana, a Saúde, para muita gente não deixa de ser um enorme negócio, acarinhado por muitos tubarões das indústrias convergentes...