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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Divagações 199

 

Ao fim da manhã, por essa altura e muitos anos atrás, a descida, a pé, da pequena colina do cemitério de Atouguia até ao centro da cidade, era pontuada pelas castanhas assadas e pela boa disposição infantil, a que os adultos davam permissão e guarida, apesar da época. Ao mesmo tempo, iam aparecendo pelas bancas do mercado, os diospiros e os marmelos.
Tradicionalmente, nos antigos depósitos de pão iam surgindo tijelas de marmelada, que as panificadoras também vendiam para fora, como hoje a Confeitaria Cister, na rua da Escola Politécnica, ainda vai expondo, com garbo, na montra. HMJ deu, cá por casa, início, com as gamboas, à abertura da época, com os ladrilhos em calda, que estavam muito bons.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Mercearias Finas 160


Não tarda muito que os marmelos e as gamboas comecem a amadurecer e, o mais tardar, dentro de mês e meio ou pouco mais, a pastelaria Cister, próximo da Imprensa Nacional, exiba na sua montra as tijelas da apetitosa marmelada que, milagrosa e tradicionalmente, ainda vai fabricando, todos os anos, pelo Outono. No antigamente na vida (Guimarães Rosa dixit), todas as Panificações que se prezasem a produziam... Agora, as boutiques de pão não de todo a fazem ou nem sequer a sabem fazer...


Tanto quanto sei, a primeira reprodução do fruto, que dá origem a esta compota singular, deve-se ao naturalista e botânico inglês John Tradescant, o Velho (1570?-1638), que lhe deu o nome científico de portin(ge)gale quince e o reproduziu em gravura reconhecível e bonita. A referência latina a Portugal deverá ter uma lógica razão de ser.


Domesticamente, HMJ ainda não decidiu se este ano irá renovar a reserva da marmelada, dado que ainda há algum resto de tijelas do fabrico do ano passado, e em muito bom estado comestível. Tudo depende de alguns pequenos factores imprevisíveis...


domingo, 8 de setembro de 2019

Quem não trabuca, não manduca !


O que fazer quando nos entram pela casa adentro 7 kg de marmelos no meio de outros trabalhos sérios, elevados e exigentes ?

Não vale a pena a criatura queixar-se de falta de tempo. Lá estão os marmelos na caixa a olhar para nós. Mãos à obra ! Que a Senhora Odete Cortes Valente nos valha, como todos os anos, mais 9 kg de açúcar. 

Primeiro foi a marmelada que ficou pronta, secando ao sol, em tijelas e outros continentes.


E, no final da tarde de ontem, foi a vez da geleia.


Está, pois, tudo a postos para aconchegar o Outono e o Inverno na(s) nossa(s) casa(s).

Post de HMJ

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fruta da época (2)


Há sempre uma fruta esquecida, que espera por nós. Não me lembrara eu, ainda, das bonitas romãs ( Nas romãs eu amo/ o repouso no coração do lume. Eugénio de Andrade), mas ofereceram-no-las, hoje. Com elas vieram também pequenos diospiros (dulcíssimos!), marmelos rijos que hão-de dar boa marmelada e as (2) singulares abóboras manteiga, que aqui ficam em imagens fotográficas.