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domingo, 2 de novembro de 2025

Memória 156

 


Só tarde compreendi a importância dos rituais na memória dos tempos. Da chegada dos pequenos morangos de Maio, do quintal da minha Tia, da escolha da lagosta, na Póvoa, em meados de Agosto, o piquenique campestre na Citânia de Briteiros, presidido pela majestática D. Laura Costa, por Setembro, a montagem da fabriqueta familiar e doméstica, na garagem, para o fabrico da massa de tomate para os arrozes de Inverno, e em finais de Outubro o fabrico da marmelada, nos grandes tachos de cobre dourado, e da geleia translúcida.
Este ano calhou mais tarde: foi por Novembro adentro. E muito bem ficou!

sábado, 23 de novembro de 2024

Trabalhos de casa



Embora mais tarde do que era costume (Outubro), HMJ deu início ao fabrico de compotas da época. De marmelada, foram 17 tijelas e outras embalagens, enquanto de geleia de marmelo 8 vão solidificando.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Divagações 199

 

Ao fim da manhã, por essa altura e muitos anos atrás, a descida, a pé, da pequena colina do cemitério de Atouguia até ao centro da cidade, era pontuada pelas castanhas assadas e pela boa disposição infantil, a que os adultos davam permissão e guarida, apesar da época. Ao mesmo tempo, iam aparecendo pelas bancas do mercado, os diospiros e os marmelos.
Tradicionalmente, nos antigos depósitos de pão iam surgindo tijelas de marmelada, que as panificadoras também vendiam para fora, como hoje a Confeitaria Cister, na rua da Escola Politécnica, ainda vai expondo, com garbo, na montra. HMJ deu, cá por casa, início, com as gamboas, à abertura da época, com os ladrilhos em calda, que estavam muito bons.

terça-feira, 28 de maio de 2024

Mezinhas



Há o de camomila, de tília e o de cidreira, quanto a chás ou tisanas curativas que, pela sabedoria popular e ancestral, são conhecidos e eficazes. Bem como o de cebola que é bom para a rouquidão e abrandar a tosse. A marmelada, na sua versão de compota, deu provas conclusivas quanto à normalização do trato intestinal. Em opção, também o arroz branco caldoso, só cozido, pode actuar razoavelmente.
Ora eu que, durante muito anos, fui imune a melgas e cãibras, de uns tempos a esta parte que lhes estou sujeito. Quanto a melgas não tenho remédio certo nem bastante, mas quando as cãibras me começam a ameaçar ataco logo com bananas, que é um bom preventivo, até ver. Da Madeira, de preferência.

domingo, 13 de novembro de 2022

Assim foi



Embora tardiamente no ano (razões da Natureza caprichosa, e em relação ao passado), este fim-de-semana, deu para provar, pela primeira vez, castanhas (cozidas) e para HMJ instalar a fabriqueta caseira para produzir, com desvelo, a geleia e marmelada das gamboas que o Telmo nos tinha fornecido da sua banca. Tudo saiu a contento, como se pode ver, e porque já as provámos, gulosamente.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Mercearias Finas 160


Não tarda muito que os marmelos e as gamboas comecem a amadurecer e, o mais tardar, dentro de mês e meio ou pouco mais, a pastelaria Cister, próximo da Imprensa Nacional, exiba na sua montra as tijelas da apetitosa marmelada que, milagrosa e tradicionalmente, ainda vai fabricando, todos os anos, pelo Outono. No antigamente na vida (Guimarães Rosa dixit), todas as Panificações que se prezasem a produziam... Agora, as boutiques de pão não de todo a fazem ou nem sequer a sabem fazer...


Tanto quanto sei, a primeira reprodução do fruto, que dá origem a esta compota singular, deve-se ao naturalista e botânico inglês John Tradescant, o Velho (1570?-1638), que lhe deu o nome científico de portin(ge)gale quince e o reproduziu em gravura reconhecível e bonita. A referência latina a Portugal deverá ter uma lógica razão de ser.


Domesticamente, HMJ ainda não decidiu se este ano irá renovar a reserva da marmelada, dado que ainda há algum resto de tijelas do fabrico do ano passado, e em muito bom estado comestível. Tudo depende de alguns pequenos factores imprevisíveis...


domingo, 8 de setembro de 2019

Quem não trabuca, não manduca !


O que fazer quando nos entram pela casa adentro 7 kg de marmelos no meio de outros trabalhos sérios, elevados e exigentes ?

Não vale a pena a criatura queixar-se de falta de tempo. Lá estão os marmelos na caixa a olhar para nós. Mãos à obra ! Que a Senhora Odete Cortes Valente nos valha, como todos os anos, mais 9 kg de açúcar. 

Primeiro foi a marmelada que ficou pronta, secando ao sol, em tijelas e outros continentes.


E, no final da tarde de ontem, foi a vez da geleia.


Está, pois, tudo a postos para aconchegar o Outono e o Inverno na(s) nossa(s) casa(s).

Post de HMJ

domingo, 25 de agosto de 2019

Mercearias Finas 149


De conservador que sou, de vez em quando, dou-me a inovações para "desmanchar a regra" (A. de A. M.) e destruir o tédio ou o fastio, se existirem. De sobremesas, que me lembre, já vou em três criações originais, mas não registei patente.
Até tarde na vida, sempre pensei que a tríade marmelada (de fabrico caseiro), queijo flamengo (dos Açores, de preferência) e banana (das pequeninas da Madeira, se for possível) era uma sobremesa, por tradição, doméstica e banal, até que a vi constar de ementas de pensões e restaurantes modestos, sobretudo do Norte.
Em casa, e no Inverno, fui subindo a parada. O flamengo passou a Castelões, primeiro. Depois, havendo desafogo e matéria prima, deu lugar a Queijo da Serra - um luxo!
De há 2 ou 3 anos a esta parte, criei uma nova combinação, eliminando a banana porém: marmelada e queijo Roquefort. E não é que funciona - e bem - talvez pelo contraste?!
Para acompanhar, sugiro um branco Terras do Sado ou Regional Lisboa, lotados com Arinto e Fernão Pires, tirando a garrafa do frigorífico 1 hora antes, para estar simplesmente fresco.
Um bom almoço de Domingo - são os meus votos.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Produtos Nacionais 25


Em tempos imemoriais, as modestas pensões nortenhas de província costumavam apresentar, entre outras sobremesas caseiras, o trio combinado de uma fatia de queijo bola (flamengo), e 1 ou 2 ladrilhos de marmelada artesanal, acompanhados de uma banana. Este conúbio guloso, pela minha experiência, prolongava-se até à Beira Litoral. Pelo menos, em Albergaria-a-Velha e Coimbra, ainda os provei. Não destoava, no fundo, de uma sobremesa de Inverno, que era costume das nossas casas. Em palacetes de média e alta burguesia, o popular queijo flamengo era, às vezes, substituído, por Queijo Serra ou Castelões. Consoante as posses. A aromática, saborosa e maneirinha banana da Madeira era, na altura, rara. Mas é hoje a que eu prefiro, nesta sobremesa nacional, de outros tempos.
Foi  a minha sobremesa ao almoço, de hoje.

sábado, 1 de setembro de 2018

Doçuras e tradição


Era por este mês, embora com Setembro mais avançado, que se dispunham, em boa ordem na Garagem, os apetrechos competentes: as facas bem afiadas, as grandes colheres de pau, o açúcar suficiente, as tijelas de barro popular, os enormes tachos, dourados por dentro, de cobre, usados anualmente. E os marmelos.
E começava a função, ia a manhã já alta. Das compotas caseiras, lá em casa, a marmelada encerrava a tradição, com chave de ouro. Descascar, descascar, pondo de lado o interior dos caroços e pevides, que iriam dar, ainda, alguns rosados frascos de geleia, mais tarde.
As tijelinhas de barro rústico iam, depois de cheias, a secar no lambril da janela que dava para a Penha, a Oriente. Para gáudio de abelhas e vespas que, vindas sabia eu lá de onde, voltejavam inquietas sobre esta doçura, ao Sol de Setembro. Ao fim da tarde, era tempo de se pincelar a marmelada, à superfície, com aguardente minhota e colar-lhe pequenas circunferências de papel vegetal, recortado previamente, para melhor conservar a marmelada e guardá-la, depois, nos armários da sala de jantar. A mim, competia-me rapar os tachos, e provar aquela doçura...
Não era tradição recente. Até já no século XVI, Vasco da Gama levava para a Índia, além do duro biscoito e do peixe seco, para a longa viagem marítima, algumas tijelas de marmelada, mimo das mulheres portuguesas, que a sabiam fazer. Doçura que decerto compensava algumas agruras da jornada.

domingo, 11 de outubro de 2015

Incursões Culinárias 27 [bis]: Marmelada



A receita da "nossa" marmelada consta do Livro de Maria Odete Cortes Valente, reproduzido acima com respeito pela autora e, certamente, cozinheira de excelência. 

Por saber que o Livro é difícil de encontrar, aqui vai a cópia da receita da marmelada, satisfazendo um pedido de um leitor do Arpose.


Post de HMJ

sábado, 3 de outubro de 2015

Incursões Culinárias 27


 Os marmelos, que ontem se apresentaram no Arpose, transformaram-se em marmelada e geleia.

A receita para a marmelada é de Maria Odete Cortes Valente que sugere deixar as tigelas ao ar durante uns dias. Por isso, dediquei-me à tarefa ainda ontem à noite de forma a aproveitar o Sábado de sol para secar a marmelada.

Para as abóboras de manteiga também já traçamos o destino. Para além de sopa, uma vai para os “Bolinhos de Jerimu” que, normalmente, se fazem cá em casa para o Natal. Segue a receita como sugestão para MR:

Bolinhos de Jerimu
Ingredientes:
2 kg de abóbora-menina (jerimu)
5 colheres de sopa de açúcar
60 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
5 ovos
1 cálice de vinho do Porto
raspa da casca de 2 limões

Preparação:
Começa-se por cozer a abóbora em água temperada com um pouco de sal. Passa-se por um passador e espreme-se o puré obtido dentro de um pano, para se retirar toda a água. Junta-se ao puré de abóbora a farinha com o fermento, as gemas, o açúcar, a raspa das cascas dos limões e o vinho do Porto. Mexe-se bem.
Por fim, adicionam-se as claras batidas em castelo bem firme.
Fritam-se colheradas desta massa em óleo bem quente.
Servem-se os bolinhos polvilhados com açúcar e canela.

Fora da época natalícia comi os bolinhos, com o nome de fritos de abóbora, num restaurante no Porto, como sobremesa normal e servida durante todo o ano. E assim será. Uma sobremesa para um próximo repasto.


 Post de HMJ

sábado, 29 de setembro de 2012

Incursões Culinárias 20: Marmelada



No início de Setembro falei no ARPOSE da agricultura a propósito de ofertas várias: abóboras, maçãs e uma enorme caixa de tomates. Lembro-me de ter feito um comentário sincero, mas porventura inoportuno, para uma das ofertantes, dizendo que apenas me faltavam marmelos para fazer marmelada. A oferta seguinte não demorou, veio anteontem, 4,5 kg de marmelos.
Para a feitura da marmelada escolhi uma receita de Maria Odette Cortes Valentes, do seu livro Cozinha Regional Portuguesa, p. 154. 
O resultado consta da única foto, acima, que o "Google" me deixa transmitir aos leitores. Queria acrescentar a receita, digitalizada, bem como uma foto das tigelas numa outra perspectiva. "Encravanços" do mundo virtual ou tentativas de extorsão para pagar uma "mesada" ao Picasa (!)

Post de HMJ, dedicado a MR com um fim-de-semana doceiro