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sábado, 8 de junho de 2013

Há 110 anos, Marguerite Yourcenar passou a existir


"...Como toda a gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou para nos convencer de que os têm; os livros com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas. Li quase tudo quanto os nossos historiadores, os nossos poetas e mesmo os nossos narradores escreveram, apesar de estes últimos serem considerados frívolos, e devo-lhes talvez mais informações do que as que recebi das situações bastante variadas da minha própria vida. A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos. Pelo contrário, e posteriormente, a vida fez-me compreender os livros. ..."

Marguerite Yourcenar (1903-1987), in Adriano (pg. 23).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Yourcenar


No aniversário do nascimento de Marguerite Yourcenar, transcreve-se o final de "Memórias de Adriano", na limpa tradução de Maria Lamas:
"...Almazinha, alma terna e flutuante, companheira do meu corpo, de que foste hóspede, vais descer àqueles lugares pálidos, duros e nus onde terás que renunciar aos jogos de outrora. Contemplemos juntos, um instante ainda, as praias familiares, os objectos que certamente nunca mais veremos... Procuremos entrar na morte de olhos abertos..."

sábado, 9 de outubro de 2010

Leituras Antigas XVIII : Colecção Azul



Eram, pode dizer-se, livros de culto, na altura e para a juventude, estes volumes da Colecção Azul, publicados pela Casa do Livro Editora. Embora só tenha comigo 2 livros, li-os quase todos, emprestados. Alguns eram mais para raparigas ("Os Desastres de Sofia", por exemplo), outros para rapazes: "O Pequeno Lorde", traduzido por Maria Lamas (1893-1983). Este último, compraram-mo na Livraria Pax, de Braga. Os livros, cartonados, custavam Esc. 15$00 e foram publicados nos anos 40/50 do séc. passado.
O volume "Traquinas", da Condessa de Ségur (1799-1874), tem um valor estimativo especial, para mim. Foi prémio da Sociedade Martins Sarmento, na Festa Escolar de 9 de Março, por ter sido o melhor aluno da 4ª classe (1953), no estabelecimento de ensino onde estudara. Todos os anos, a Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, na data de nascimento do seu patrono, Francisco Martins Sarmento (1833-1899), a 9 de Março, organizava uma festa, com sessão solene, e premiava - com livros - todos os melhores alunos dos diversos graus de Ensino das diferentes escolas e liceu do concelho. É uma boa recordação, para mim, ainda hoje.