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sábado, 21 de maio de 2016

Géneros(amente)


A estreia, este ano, deu-se há dias, perto de Palmela, num despretencioso restaurante à beira da estrada. Não eram ainda excelentes, mas comiam-se bem, as sardinhas. E tenho que agradecer a duas delas porque, femininas, tinham mílharas (ou ovas). Por circunstância de sexo, certamente, os restantes peixes não as tinham. Deviam ser sardinhos.
A propósito, e para acompanhar, veio, fresco, um monocasta Fernão Pires, masculino portanto, e das Terras do Sado. Mas sosseguem os ardentes prosélitos e as prosélitas defensoras do género, porque há em Portugal um criterioso equilíbrio. Esta casta, na Bairrada, tem outro nome - Maria Gomes. E fica, assim, tudo nos conformes.
Por igual, distribuído.