Nem sempre cinema e literatura casam bem. E há, por vezes, alguma desproporção entre uma obra literária célebre, que foi adaptada ao cinema, e o filme realizado. Acontece que, normalmente, existe um certo desequilíbrio entre as duas formas de Arte, pese embora a força impressiva das imagens de um filme, em confronto com o poder (menor?) das palavras de um romance, conto ou novela. Para citar Camilo, nem sempre há casamentos felizes. Do que li e vi, não consigo, no balanço de memória, encontrar Doze Casamentos Felizes, como no romance do Escritor. No meu cotejo, dou por fé, no entanto, 9 adaptações primorosas de literatura ao cinema. Cronologicamente, aqui ficam, com referência aos respectivos autores e datas dos filmes:
- "À beira do abismo" (The Big Sleep), de Raymond Chandler - Howard Hawks (1948).
- "O Leopardo", de Giuseppe Tomasi di Lampedusa - Luchino Visconti (1963).
- "O Doutor Jivago", de Boris Pasternak - David Lean (1965).
- "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury - François Truffaut (1966).
- "2001 - Odisseia no Espaço", de Arthur C. Clarke - Stanley Kubrick (1968).
- "Morte em Veneza", de Thomas Mann - Luchino Visconti (1971).
- "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco - Manoel de Oliveira (1978).
- "The Dead", de James Joyce - John Huston (1987).
- "The End of the Affair", de Graham Greene - Neil Jordan (1999).
Terei esquecido alguma geminação equilibrada? É possível. E convém acrescentar a limitação das minhas leituras e dos filmes que tive ocasão de ver. Para não falar do gosto pessoal. Sempre subjectivo.
para Maria Franco, e por causa de um seu comentário (ao poste anterior), aqui no Arpose...