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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Cordialmente, para um aniversário


Para Maria Franco, estas flores silvestres e um Allegro de Schubert, para ir ouvindo no dia do seu aniversário. Com os melhores votos e estima, muitos parabéns.




quarta-feira, 22 de abril de 2020

Em tempo


Induzido por um sempre bem-vindo comentário de Maria Franco, vou às estantes procurar Arte de Música (1968), de Jorge de Sena. E logo um exergo me chama a atenção. É de Manuel de Falla (1876-1946), e diz: Creo que el arte se aprende, pero no se enseña.
Eu acrescentaria: bem como a estética do bom gosto, assim como o sentido crítico.

para Maria Franco, particularmente.

sábado, 24 de agosto de 2019

Para acompanhar alguns breves minutos de um Aniversário



Não sei se gostará, Maria Franco, e também não sei se conhece esta canção.
Mas é talvez, das muitas Lied de Schubert, aquela de que eu mais gosto. E cujo título se poderia  traduzir por "À beira da água a cantar". Numa interpretação de Elisabeth Schwarzkopf, que considero das melhores que eu conheço.
Aqui vai, em qualquer dos casos, com os melhores votos de um bom Aniversário.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Da riqueza e das dificuldades da língua portuguesa


Comecei a ler Aquilino já tarde. Creio que pelos idos de 70. Mas já me habituara a identificá-lo pelas capas sóbrias das suas obras, editadas pela Bertrand. Na Póvoa e por Agosto, costumava ver um advogado, frente ao mar e reclinado na sua cadeira de lona, absorto em leituras aquilinianas; o pai do meu amigo Chico, que era médico, também não dispensava, nas férias balneares, o seu Aquilino, repimpado frente ao Atlântico poveiro.
Quando me iniciei nas leituras aquilinianas não estranhei muito o seu vocabulário luxuriante. Já frequentava Guimarães Rosa, nessa altura, bem como o minhoto Tomaz de Figueiredo, para não falar de Camilo, que caprichava em usar as palavras exactas. O transmontano, médico também, João de Araújo Correia, veio mais tarde à minha mão. Também ele purista, terrunho, rico em aplicar tesouros e termos quase esquecidos em tudo aquilo que escrevia.
Há dias, comprei mais um livro dele, de contos (23) curtos, distribuidos por 97 páginas. Usado custou-me apenas 2,50 euros. Pequena monta para tanta riqueza lexical. Logo, nas duas primeiras e breves narrativas, me deparei com 6 estranhas palavras de que só conhecia, por vaga ideia, três delas. Que aqui deixo:
1. lambisqueira
2. galhipo
3. madrigueira
4. estriga
5. prear
6. calipígia.
Tenho grandes dúvidas que as novas gerações sejam atraídas para estas leituras, que lhes serviriam de enriquecimento notório da sua limitada língua portuguesa que, resumidamente, praticam. Sempre frenéticos e à procura de qualquer novidade estridente, estas antiqualhas devem parecer-lhes odiosas. Mas, com isso, estarão cada vez mais condenadas aos grunhos quotidianos do costume. E é pena!

para a Maria Franco, que é fã de Araújo Correia, com estima.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Para um Aniversário

Não vai o registo em tom suave mas, por vezes, faz bem um impulso mais forte, apesar do calor...
Para Maria Franco, com muitos parabéns. E que seja um ano bom, na sua vida!

sábado, 4 de agosto de 2018

Últimas aquisições


Os barbeiros antigamente eram palreiros.
Ora, há quanto tempo eu não me deparava com esta linguagem fresca e terrunha!?...
E como eu ando farto dos nomes de lojas novas, pela Baixa lisboeta e por tanta santa terrinha portuguesa, em parolos anglicismos e francesismos, quando não em norte-americanismos, que só ilustram o provincianismo de muitos (jovens?) empreendedores lusos, que julgam que, crismando assim as suas baiucas, lhes asseguram uma linhagem mais fina e moderna...
A frase, com que iniciei o poste, fui buscá-la à página 69 de Sem Método (1938), de João de Araújo Correia (1899-1985), médico e escritor transmontano, que nasceu e morreu em Peso da Régua, e escreveu sempre em português de lei, com brio e orgulho, honra lhe seja. Com este livro, que foi o segundo publicado a expensas próprias, trouxe também, do meu alfarrabista de referência, Manta de Farrapos, editado em 1962, do mesmo autor. Dei pelos dois volumes 27 euros, que os livros ainda estavam por abrir e em muito bom estado.
Vão ser o meu antídoto e banho lustral, por uns tempos, para me imunizar e servir de contra-veneno, em relação aos neologismos palermas, que por aí vejo, com letras garrafais, em tantas lojas portuguesas grã-finas e estabelecimentos de restauração que gostam de armar ao pingarelho...


para Maria Franco que, sei, também aprecia a prosa sólida e legítima de João de Araújo Correia.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Casamentos felizes


Nem sempre cinema e literatura casam bem. E há, por vezes, alguma desproporção entre uma obra literária célebre, que foi adaptada ao cinema, e o filme realizado. Acontece que, normalmente, existe um certo desequilíbrio entre as duas formas de Arte, pese embora a força impressiva das imagens de um filme, em confronto com o poder (menor?) das palavras de um romance, conto ou novela. Para citar Camilo, nem sempre há casamentos felizes. Do que li e vi, não consigo, no balanço de memória, encontrar Doze Casamentos Felizes, como no romance do Escritor. No meu cotejo, dou por fé, no entanto, 9 adaptações primorosas de literatura ao cinema. Cronologicamente, aqui ficam, com referência aos respectivos autores e datas dos filmes:

- "À beira do abismo" (The Big Sleep), de Raymond Chandler - Howard Hawks (1948).
- "O Leopardo", de Giuseppe Tomasi di Lampedusa - Luchino Visconti (1963).
- "O Doutor Jivago",  de Boris Pasternak - David Lean (1965). 
- "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury - François Truffaut (1966).
- "2001 - Odisseia no Espaço", de Arthur C. Clarke - Stanley Kubrick (1968).
- "Morte em Veneza", de Thomas Mann - Luchino Visconti (1971).
- "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco - Manoel de Oliveira (1978).
- "The Dead", de James Joyce - John Huston (1987).
- "The End of the Affair", de Graham Greene - Neil Jordan (1999).

Terei esquecido alguma geminação equilibrada? É possível. E convém acrescentar a limitação das minhas leituras e dos filmes que tive ocasão de ver. Para não falar do gosto pessoal. Sempre subjectivo.

para Maria Franco, e por causa de um seu comentário (ao poste anterior), aqui no Arpose...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Brahms / Levickis

O acordeão não me lembra a França. Antes, outro rio (o Ave) e as tardes de Setembro juvenis, em que ainda não conhecia a música de Brahms. Isso, foi mais tarde e  na Alemanha.

para Maria Franco, que me apresentou este magnífico acordeonista lituano: Martynas Levickis.

domingo, 2 de outubro de 2016

Mais um poema traduzido, de Eduardo Chirinos


Derrota del Otoño


Por estas redondezas, o Outono não é bem-vindo.
                                                              Ninguém o espera
na margem de um qualquer rio melancólico
que esconde nos seus fluxos os segredos do mundo.
Mas o Outono reina em outras latitudes:
lá longe, onde os ciclos se cumprem, obedientes, lá longe
onde envelhecem e se renovam as metáforas.

(O Sol afunda-se num charco esverdeado
onde flutua, solitária, uma folha de loureiro).

Mas hoje de tarde nem sequer choveu. As folhas
fincam-se com força férrea aos seus ramos,
heroicamente lutam contra o vento
e pela noite hão-de celebrar a derrota do Outono.

Não sabem que as folhas em queda são escritas
e a árvore um calado e seco poema sem estrias.


para quem não aprecia muito o Outono, como a Margarida, no seu "Memórias e Imagens"; e para Maria Franco, que gosta da obra do Poeta. Cordialmente, esta despretenciosa tradução.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vivaldi, no dia de S. Bartolomeu


para Maria Franco, no seu dia (creio...), com os melhores votos.