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quinta-feira, 3 de março de 2016

Bibliofilia 132


Eu sempre cobicei este livro. Mas achava uma redundância, tendo eu quase todos os livros da Ática, com as obras mais importantes de Fernando Pessoa, ainda ir comprar o da Aguilar que, no trabalho aturado de Maria Aliete Galhoz tinha, no entanto, alguns inéditos, para a época em que foi publicado.
Por outro lado, a obra, mesmo usada (a edição original é de 1960), não era barata.
Mas a oportunidade surgiu, há cerca de duas semanas. No meu alfarrabista de referência, lá estava o livro, embora com a pele ligeiramente esgarçada na lombada, e a um preço imperdível e muito convidativo: 6 euros. Lá o trouxe para casa, todo contente. E já o fui folheando, com prazer inaudito. Marquei-o (pg. 316), com o fitilho, no Sonêto já Antigo ("Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás de...") que é, da obra de Pessoa, um dos poemas de que mais gosto, e fui andando...
Das barbearias que o Poeta frequentou, conheço eu duas. Uma do Largo do Chiado (temporariamente, mudou para a Rua do Loreto) e outra, em Campo de Ourique, que o meu filho mais velho descobriu e frequenta. Mas, da leitura dos textos em prosa pessoanos - do livro em referência -, achei que seria curioso fazer o levantamento dos restaurantes (já nem falo do Martinho, por ser lugar comum...) onde o Poeta refeiçoou. Emblemático, o poema Dobrada à moda do Porto ( a pgs. 388 e 389) bastante conhecido, mas também os restaurantes onde teria travado relações com Bernardo Soares e outro heterónimo (Vicente Guedes)...
Ah, já repararam na sumptuosidade do ex-libris do antigo possuidor do livro?!...


domingo, 19 de maio de 2013

Pessoa reinventado


Há dias, ao passar pela Bertrand, no Chiado, deparei com uma montra lateral preenchida totalmente com "novidades", recentemente saídas, de Fernando Pessoa. Confesso que fiquei perplexo. Eram "Fragmentos", era uma nova versão de "O Livro do Desassossego", era...
Creio que li Pessoa na altura própria, ou seja, numa idade em que já podia entendê-lo. E fi-lo através das edições da Ática, de que tenho, praticamente, todas as obras que a Editora publicou. Veio depois o trabalho que Mª Aliete Galhoz fez para a Aguilar, com alguns acrescentos. Foi este conjunto, na essência e em princípio, que fez a universalidade de Pessoa.
Depois, vieram os salteadores da arca, os mercenários, os oportunistas... Decididamente, passo!